A Índia poderá em breve adquirir mais helicóopteros Apache, desta vez para o exército indiano.

Quando se trata de venda de aviões militares para a Índia, a Boeing está no meio. Depois de ganhar um contrato de US$ 1,3 bilhão com a Força Aérea Indiana para 22 helicópteros de ataque AH-64D Apache no mês passado – e sendo selecionada como o preferencial fornecedor para a competição de US$ 1,4 bilhão para helicópteros de transporte pesados na Índia com o CH-47F Chinook – a Boeing poderá conseguir outro contrato, desta vez para adicionais Apaches para serem usados pelo Exército, disseram fontes do Ministério de Defesa da Índia.

O Ministério da Defesa indiano escolheu os 22 helicópteros Apache para a Força Aérea numa competição com os helicópteros Mi-28 da Rússia.

As empresas dos EUA já ganharam contratos avaliados em mais de US$ 8 bilhões nos últimos quatro anos, e a maioria das armas e equipamentos fornecidos para a Índia vieram através do canal de vendas militares estrangeiras (FMS). A Índia aquiriu 10 aeronaves de transporte Boeing C-17 por US$ 4,2 bilhões, 12 aeronaves de vigilância marítima Boeing P-3I e seis aeronaves de transporte Lockheed Martin C-130J. Os outros fornecedores principais para Índia foram os russos.

Enquanto o Exército indiano vinha exigindo helicópteros de ataque independentes da Força Aérea Indiana, a Força Aérea se opôs ao plano. Um oficial sênior da Força Aérea descreveu o movimento como a criação de uma mini força aérea dentro do Exército.

O Ministério da Defesa, no entanto, decidiu no mês passado permitir que o Exército use os helicópteros de ataque, mas não disse publicamente qual serviço receberá os 22 Apaches encomendados no mês passado. Fontes do Ministério da Defesa disseram que a Força Aérea receberá os 22 helicópteros.

Para a Boeing, a carteira de pedidos deverá permanecer ativa, já que a Marinha da Índia propôs encomendar um lote adicional de adicional de 12 aviões P-8I – elevando para um total de 24 aeronaves – através do canal FMS.

O método tornou-se a via preferida para a compra na Índia, em oposição à abertura da concorrência.

E o canal FMS poderia ficar mais movimentado, caso os EUA se comprometee a diluir as condições legais que incluem cláusulas restritivas que regem a localização e uso das armas adquiridas pela Índia, disse um funcionário do ministério.

A Índia assinou cláusulas restritivas ao comprar as armas dos Estados Unidos, um movimento criticado por oficiais indianos da Marinha e da Força Aérea, disse o oficial.

A controladoria e o auditor geral da Índia, num relatório de 2008, levantou dúvidas sobre concordar com tais condições em relação à compra de um navio anfíbio.

“As cláusulas restritivas levantam dúvidas sobre a real vantagem deste acordo”, disse o relatório. “Por exemplo, as restrições à implantação ofensiva do navio e permissão para o governo estrangeiro poder realizar uma inspeção e inventário de todos os artigos transferidos dentro da cláusula de controle da utilização final da carta de acordo.”

Fonte: DefenseNews – Tradução: Cavok

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Desde já meu muito obrigado.

Fernando Valduga

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13 COMENTÁRIOS

  1. São noticias como essas que me fazem acreditar que a escolha do Rafale foi técnica e não politica como alguns ainda insistem em disser. A Índia compra equipamentos militares americanos sem nenhum problema, mas tem uma turma que falava e fala que o Rafale foi escolhido porque os indianos eram (são) anti-americanos. E aí será que são mesmo? Será que o Rafale e o EF-2000 não são definitivamente superiores aos que concorreram com eles na disputa indiana?
    Com as evidencias mostradas pelas compras de equipamento militar indiano, onde nem sempre o mais barato leva e sim o que é melhor avaliado, eu diria que sim, o EF-2000 e o Rafale são mesmo aviões superiores aos que concorreram com eles, assim como é o caso do Apache.
    Não quero ser chato e misturar as matérias, mas essa foi uma ótima oportunidade para se questionar aquelas teorias.

      • Para com isso Tireless, essa não foi pra vc e sim para uma turma ultrarradical adoradores de uma certa cabeça preta.

    • Mas a França é parceira de longa data da Índia somando com as qualidades do Rafale F3 e uma capacidade que a Índia necessita, que é um caça 4+++ com capacidade ataque nuclear, seria estranho se não o comprasse o vetor frances….

    • Caro carl94fn,

      No meu entender, a escolha foi técnica em primeiro lugar, depois econômica (offsets) e finalmente política. Todos esses aspectos foram levados em conta.

      Técnica porque afinal eles precisam de um caça Médio mesmo, e isso tirou o Gripen NG e o F-16E. O MIG-35 foi tirado por questões técnicas e políticas (excessiva dependência de um único fornecedor).
      E por fim, tanto a Inglaterra como a França são tradicionais fornecedores de equipamentos de Defesa para a Índia. Os EUA, apesar de estarem vendendo muito agora, não são tão tradicionais (e mais confiáveis) como o são Rússia, Inglaterra e França. E existe um outro fator político no caso: Os EUA tem se mostrado um aliado do Paquistão. Isso deve pesar também.

      []'s

    • carl94fn

      Não se pode medir a superioridade de uma aeronave de caça apenas por uma concorrência da qual ele participou. A compra de qualquer itém dessa natureza está relacionado principalmente a sua utilidade para o comprador, que decide de acordo com os seus critérios o que é melhor para ele… Logo, se os critérios de uma escolha são diferentes, evidente que o melhor poderá ser diferente dependendo desses critérios…

      Se vamos analisar, devemos faze-lo com padrões em comum ( como a categoria a qual a aeronave pertence ) e levando em consideração não apenas os dados da concorrência de um comprador apenas, mas sim os dados gerais e uma mescla de dados de todos os compradores possíveis.

      Por exemplo, é sabido que o Rafale tem e terá um desempenho geral superior ao que será o Gripen NG ( muito embora esse último será dotado de tecnologias basicamente iguais ). Contudo, observe que serão aeronaves de categorias distintas, sendo o Rafale um caça médio e o NG uma aeronave mais leve. Ou seja, uma comparação geral já não seria cabível, visto que são de categorias diferentes, sendo o NG mais comparável ao F-16 block 60 e o Rafale mais comparável ao F-18E/F e ao Typhoon.

      Aí chegamos a concorrência suiça. Evidente que o Rafale cumpriria com sobras os requisistos suiços, contudo a Suiça é um país que não tem as necessidades de projeção de poder que a India possui. Por tanto, uma aeronave como o Rafale tem um excesso de desempenho que não se torna necessário aos suiços. Viram também que a aeronave é mais cara. Logo, diante da necessidade de se substituir os f-5, decidiram que o NG e seu desempenho reservado a sua categoria, cobriria bem a tarefa e com custos mais acessíveis.

      Ou seja, o que é melhor para cada um depende da sua necessidade real…

      • Concordo em parte, de fato existe necessidades diferentes para nações diferentes, por exemplo: para a Russia o Su-27/30/35 é perfeito graças a sua grande autonomia, para os franceses um caça menor que faz tudo se tornou perfeito para suas necessidades. Agora, para a Suíça os militares não concordaram com a escolha do Gripen, nesse caso foi meramente uma escolha politica econômica e não técnica. E sem duvida seria uma escolha mais sensata comprarem menos Rafales ou EF-2000 que comprar o Gripen NG que vc como eu e outros tantos colegas sabemos que não é um avião pronto e que tem sérios riscos de nunca se fabricado em escala.

        Se o negocio dos suíços é economizar e ainda assim comprar um caça meramente superior ao F-5 então poderiam comprar o Gripen C de uma vez ou modelos ainda mais baratos como é o caso do JF-17.

        E seja como for fica provado que os indianos compram equipamento militar de qualquer um (até do Brasil), desde que seja de boa qualidade.

    • Sera? Acho que eles já tem consciência de que é praticamente impossível acompanharem o desenvolvimento e o aumento do poderio bélico da Índia.

      • Não é essa a questão a que me refiro. Os Paquistaneses estão a começar a dar-se conta que deixaram de ser o parceiro prioritário dos EUA na região. Aliás, desde aquela história mal contada de Bin Laden estar escondido no Paquistão, que as relações entre ambos os países estão frias.

        A juntar a esta compra de material americano, os paquistaneses começam a ter uma margem de manobra ainda mais curta. É que se os EUA se viram para a Índia, fica difícil continuarem a fazer a sua chantagem política e militar.

  2. Os indianos são tão burros quantos os brasileiros no quesito helicoptéros de combate, por que cargas d'água a força aérea deles quer um Apache? Deixa tudo com o exército logo…

  3. Mas como a Índia compra armamento e o parque de diversões para a industria bélica…

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