Bolsonaro: “Sou favorável à fusão Embraer e Boeing, se não Embraer desaparece”.

Mesmo buscando fechar acordo com a Embrar até o final do ano, a Boeing já começou com a estratégia de aproximação com o próximo governo, de Jair Bolsonaro (PSL), caso aconteça um atraso na aprovação da compra da divisão de jatos comerciais. A decisão do governo é fundamental para a conclusão do negócio. A informação é do jornal O Globo.

De acordo com a reportagem, o maior temor na companhia, atualmente, é retroceder nas negociações. Os termos finais da joint venture foi anunciado em julho, e prevê que os americanos terão 80% do segmento de produção de aviões comerciais da brasileira, enquanto a Embraer ficará com 20% das ações.

Apesar de acionista minoritário, o governo brasileiro tem a chamada golden share da ex-estatal, que dá direito de veto em decisões da companhia. Desde então, detalhes estão sendo trabalhados. A previsão é que os últimos dois pontos em aberto sejam concluídos na primeira semana de dezembro, mas são questões menores, “coisas de advogados”, de acordo com uma pessoa próxima da negociação.

Em tese, o governo de Michel Temer poderia dar a aprovação para o negócio até o fim do ano, mas a transação depois ainda precisará ser aprovada pelos demais acionistas da fabricante de aviões brasileiras – na Boeing, a atual diretoria já tem carta branca para concluir a negociação. E o atual governo está tratando de informar a nova administração sobre os termos do negócio. Mas, independentemente disso, a empresa americana quer estreitar vínculos com o futuro comando de Brasília.

Segundo O Globo, o temor dos americanos é que, sem a aprovação até o fim do ano, o desfecho da negociação se atrase e que, em um novo governo cheio de prioridades econômicas, a finalização do acordo acabe na gaveta ou, pior, seja revisado.


Fonte: Metropoles

1 COMENTÁRIO

  1. Mesmo que fique para o ano seguinte, dificilmente a Boeing deixará de levar a Embraer por essa 'bagatela' de dólares. O novo governo já escancarou sua vontade de trabalhar alinhado com os EUA. É uma questão de tempo, e muito pouco por sinal veremos os E-Jets com novos nomes, quem sabe Boeing família 727.