Um executivo da Boeing revelou que a empresa está planejando testes de decolagem para o F/A-18E/F Super Hornet usando a rampa para atender aos requisitos da Marinha da Índia.

A Boeing está planejando testes de decolagem de sua aeronave F/A-18E/F Super Hornet Block III usando ski-jump para provar sua capacidade perante os requisitos da Marinha indiana que quer 57 jatos de combate.

Planos de teste estão em andamento. Verificaremos rigorosamente nossa aeronave na modalidade salto de esqui”, disse Thom Breckenridge, Vice-Presidente de vendas internacionais da Boeing Defense, Space and Security.

A catapulta ainda é a melhor opção para a máxima eficiência de um caça naval

Recusando-se a entrar em um cronograma específico, Breckenridge disse que a aeronave cumprirá os requisitos indianos e eles (a Boeing) estão em conversações com a Marinha indiana para os ensaios.

Os caças baseados em porta-aviões são divididos em três categorias:

STOVL (short take-off and vertical landing/decolagem curta e aterrissagem vertical)

STOBAR (short take-off but arrested recovery/decolagem curta, recuperação por cabo)

CATOBAR (catapult take-off but arrested recovery/decolagem por catapulta, recuperação por cabo)

Os porta-aviões indianos, tanto o INS Vikramaditya quanto o porta-aviões INS Vikrant que está em construção, são de configuração STOBAR, usando a rampa para lançar seus aviões.

O Super Hornet, no entanto, foi projetado desde o início para decolar usando a tecnologia CATOBAR.

A ski-jump (salto de esqui) é uma rampa curvada para cima no convés dos porta-aviões, projetada para fornecer decolagem suficiente para os aviões de combate. Mas ao contrário da tecnologia CATOBAR, a rampa limita a carga e tem maior consumo de combustível.

Breckenridge disse que Super Hornet atende aos requisitos, sendo capaz de decolar por ski-jump e pousar com o sistema de cabos dos porta-aviões da Índia sem a necessidade de nenhum tipo novo de sistema.

Durante o desenvolvimento do F/A-18 Hornet, a McDonnell Douglas e a Marinha dos EUA conduziram testes de decolagens com a rampa, provando a capacidade do caça no uso dessa tecnologia.

A Marinha da Índia emitiu um Pedido de Informações (Request for Information – RFI) em 2018 para 57 caças navais. Atualmente a Marinha opera jatos MIG-29K russos a bordo do INS Vikramaditya.

A ideia é ter outro tipo de caças para INS Vikrant, o primeiro porta-aviões fabricado com tecnologia 100% indiana e também para o próximo porta-aviões, que ainda está em fase de planejamento.

Atualmente, seis aviões são compatíveis com a RFI:

Dassault Rafale (França)

Boeing F/A-18E/F Super Hornet (EUA)

MIG-29K (Rússia)

Lockheed F-35B, F-35C (EUA)

Saab Sea Gripen (Suécia)

O modelo escolhido se tornará a base da Marinha indiana nos próximos 30 a 40 anos, disse um oficial da Marinha.


FONTE: The Print


IMAGEM de capa: fotomontagem/Giordani

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