A Boeing recebeu um contrato para fabricar 78 caças F/A-18 Super Hornet Block III. (Foto: Boeing)

A Boeing recebeu um novo contrato de três anos da Marinha dos EUA (U.S. Navy) para 78 caças F/A-18 Super Hornet Block III, podendo assim oferecer um papel vital nos esforços de modernização da frota naval dos EUA.

O contrato servirá para compra antecipada de materiais para a produção das 78 aeronaves de acordo com o Pentágono. O trabalho no jato historicamente construído em St. Louis deve ser concluído em abril de 2024, embora 61% do trabalho deverá ser realizado na unidade e El Segundo, California.

A configuração Block III adiciona atualizações de capacidade que incluem capacidade de rede aprimorada, maior alcance, assinatura de radar reduzida, um sistema avançado no cockpit e um sistema de comunicação aprimorado. A Boeing começará a converter os Super Hornets Bloco II para Bloco III no início da próxima década. A vida do caça também será estendida de 6.000 horas para 10.000 horas.

Este novo contrato plurianual beneficia a Marinha dos EUA e a Boeing, permitindo que ambos planejem futuras produções, e oficiais da Marinha estimam que esse modelo plurianual economize um mínimo de US$ 395 milhões neste contrato avaliado em aproximadamente US$ 4 bilhões.

“Este contrato plurianual proporcionará uma economia significativa para os contribuintes e para a Marinha dos EUA, ao mesmo tempo em que fornece a capacidade necessária para ajudar a melhorar a prontidão”, disse Dan Gillian, vice-presidente dos programas F/A-18 e EA-18G. “Um contrato plurianual ajuda a equipe F/A-18 a procurar fornecedores com garantia de três anos de produção, em vez de negociar ano a ano. Isso ajuda os dois lados no planejamento e aplaudimos a Marinha dos EUA por tomar as medidas necessárias para ajudar a resolver seus desafios de prontidão”.

Desde o ano passado, a Boeing esperava encomendas de mais dúzias de pedidos do Super Hornet da Marinha. A empresa já ampliou sua linha em St. Louis para lidar com o influxo de pedidos e atualizações internacionais em Super Hornets mais antigos, que precisam das mais recentes tecnologias e atualizações para mantê-los voando por mais tempo.

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22 COMENTÁRIOS

  1. 78 SH em 3 anos ahahahah
    Como pode né, a noção de tempo, de responsabilidade, noção no geral mesmo é tão diferente lá, parece outro mundo.

  2. Meu Deus…78 sh block 3 em 3 anos e nos 36 gripens so em 2024…

    • Bom, a Boeing é uma gigante monolítica do setor, com parte do maior orçamento militar do planeta disponível pra fornecer caças pra maior marinha de guerra do mundo. Não tem como comparar, temos que comer muito arroz com feijão ainda…

    • Amigo se não me falha a memória os 36 NG só em 2027, 2024 e o início da montagem em solo tupiniquim

      • Gosto do Gripen, acho que por hora (mais uns 15~20 anos) atende muito bem à FAB.
        Mas acredito que daqui 10 anos, deveríamos considerar seriamente pelo menos uns 24 F-35.
        .
        Agora, essa procrastinação sem fim para o inicio das primeiras entregas beira o ridículo.
        Já venho falando isso a muito tempo.
        Não consigo nem mais assistir esses filminhos da SAAB..

        • Pois eh,eu acho q a gnt vacilou demais…na minha humilde e leiga opinião deberiamos ter comprado os f18 sh sem tot msm e pedido a embraer para iniciar projeto de caça com as caracteristicas que quisessem…acho q tot etc é pra quando o país tem o minimo aceitavel pra poder esperar todo o processo o que não é nosso caso, mas,vamos ver o que vai ocorrer daqui pra frente

          • Alex2018brasil, tire as suas conclusões, numa boa: Texto que está no site da Boeing no Brasil;

            "Com a Força Aérea Brasileira pronta para modernizar a sua frota de aviões de caça através do Programa F-X2, a Boeing está oferecendo ao Brasil um caca avançado, multitarefa, provado em combate  que está em produção hoje e no futuro.

            O F/A-18E/F Super Hornet é acessível, representa baixo risco e é atualmente operacional com a Marinha dos Estados Unidos e a Real Força Aérea Australiana. O Super Hornet acumulou mais de 1 milhão de horas de voos, sendo que mais de 168.000 horas em combate.

            Como a maior empresa aeroespacial do mundo e com uma vasta rede de fornecedores e acesso aos mercados globais e de defesa dos Estados Unidos, a oferta da Boeing ao Brasil baseia-se em uma ampla gama de tecnologias e recursos que somente a Boeing pode oferecer para a indústria brasileira.

            Transferência de Tecnologia
            Em se tratando de uma venda militar estrangeira (FMS – Foreign Military Sale), de governo para governo, a proposta do Super Hornet da Boeing, assim como sua transferência de tecnologia, foi totalmente aprovada pelo governo dos EUA, incluindo o Congresso dos Estados Unidos, o Departamento de Estado dos EUA, o Departamento de Defesa dos EUA e o presidente dos Estados Unidos.

            Programas de Participação Industrial
            A Boeing tem uma trajetória inigualável em programas de participação industrial em todo o mundo. A proposta do Super Hornet para o Programa F-X2 oferece uma oportunidade única para a indústria brasileira absorver uma ampla gama de benefícios através de transferência de tecnologia robusta, pesquisa e desenvolvimento, e oportunidades de colocação de trabalho com a Boeing e a sua extensa cadeia de fornecedores.

            Há mais de 30 anos, os parceiros industriais do Super Hornet, compostos por Raytheon, General Electric e Northrop Grumman, vem trabalhando com fornecedores de todo o mundo, associando-se com as melhores empresas para criar oportunidades de participação industrial e executar o trabalho dentro do prazo estipulado – ou antes do previsto – com 100% de sucesso.

            A Boeing e os parceiros industriais do Super Hornet cumpriu com sucesso todas as atividades de participação industrial direta ou indireta, coordenando trabalhos e benefícios internacionais availiados em US$30 bilhões, em áreas como:
            Co-produçãoFabricação sob licençaFabricação de componentesApoio de ciclo de vidaTreinamento – Pilotos, Pessoal de manutenção e logísticaTransferência de tecnologiaJoint VenturesDesenvolvimento de mercadoGeração de empregos fora do âmbito aeronáuticoBiotecnologiaServiços médicosDesenvolvimento de recursos humanosProgramas universitários"
            .

            Seria a escolha mais sensata, sem dúvidas.

  3. E tem os especialistas de youtube falando que o tijolão está obsoleto que foi acertada a escolha da FAB, que o mosquitonho está no começo de seu ciclo de vida, e desenvolvimento. Só um lunático pra falar tanta besteira. O NSA deveria ganhar uma medalha do Governo Brasileiro. Vocês podem imaginar o quanto os americanos não sabiam das robalheiras e corrupção na Petrobrás. Erro a FAB, poderíamos já estar encomendando mais um lote do dito tijolão que a USNavy teima em confiar sua sorte futura em conflitos.

    • Uma força que tira os M2000C e deixa os forevis5 no lugar, de fato ela não está nem ai pra bagaça toda.
      Só queria saber onde foi parar a grana que o japa malandro disse que tinha pra alugar os GripenC, será que gastaram tudo em buffet?

      • Quando vejo aquela foto dos M2000 jogados no canto da Base de Anápolis dá uma dor no coração. Quanto a grana? Buffet, iogurte e passeios, e outros quetales.

        • O que vejo na atual situação de nossas forças armadas é que eles desejam missões controladas da ONU, missões de patrulhamento interno, ou ficarem nos quartéis. Quando alguém toca no tema Venezuela, é uma borradeira que beira o constrangimento. Alguns foristas do Youtube falam, que o custo de uma guerra como está pode repressar 1 trilhão de reais, o mesmo do que se deseja com a reforma da previdência. Minha visão é que temos militares demais e gastos demais para simuladores de guerra, não efetivos e sem prontidão para atuarem. Estão de boa nos quartéis, trabalhando em projetos infinitos, ou descançando nas vilas militares distribuidas pelas capitais. Choram muito por salarios mas entregam pouco, choram muito pela disponibilidade 24 horas mas vivem em vilas militares e tema cesso a hospitais militares que a maioria da população não tem. E o pior, ninguém obriga um militar a ser militar, uma escolha sua. Portanto, chorem menos, cortem na estutura arcaica com milhares de comandantes e se não gostarem, que vá trabalhar na AEL (https://istoe.com.br/250771_SOB+AS+ASAS+DOS+PAIS/) na Embraer, na aviação civil e parem de reclamar! Essa proposta de reforma de previdência desses caras é uma piada! estão rindo da cara dos brasileiros comuns.

          • Desde o incio do meu acesso aos blogs e tal eu critico os militares, não por maldade mas por obrigação, ter um orçamento entre os 15 maiores a décadas e voar F5 como arma principal, testar bomba guiada em 2013 (dois mil e treze) ai nem precisa ser gênio pra ver que tem falcatrua.
            O interessante é que diminuiu bastante o numero de comentários a favor dos milico, a dez anos era so comentários os tratando como vitimas, agora estão começando a enxergar.

  4. A USN PRECISA do F-18. Ainda é um excelente caça embarcado. Com 11 porta aviões em operação fica difícil de substituir toda a frota por F-35. E dependendo da missão o F-18 ainda seria a melhor opção.

  5. Esse é o caça que não devíamos comprar pois estava no fim do seu ciclo de desenvolvimento e blablabla! Mas o importante é a transferênfia de tecnilugia!

  6. Incrível a capacidade de produção da indústria bélica Americana. Agora minha dúvida é a seguinte: porquê encomendar 78 F-18, sendo que o F35 está aí já entrando em serviço?

  7. Depois do Lobby da Boeing, um ponto forte sobre a compra é a disponibilidade do F-18, pois até todos os níveis da cadeia de operação do F-35 estarem adestrados, já se passaram muitos anos…

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