O bombardeiro Boeing B-29 FIFI realizou seu primeiro voo após reparos nos motores em Midland.
O bombardeiro Boeing B-29 FIFI realizou seu primeiro voo após reparos nos motores em Midland.

O famoso bombardeiro Boeing B-29 Superfortress “FIFI” da Commemorative Air Force (CAF)  – o único exemplar restante em voo do avião no mundo – voltou a voar no dia 13 de janeiro, quando voou para sua base em Addison, Texas. A tripulação chegou em Midland, Texas, e realizou com sucesso um voo de manutenção, seguido por um voo de uma hora e meia do translado. Esse foi o primeiro voo da superfortaleza voadora FIFI desde outubro de 2012.

Os problemas com o motor número dois do B-29 manteve a aeronave no solo por questões de segurança durante o AIRSHO 2012 realizado em Midland. O B-29 está equipado com quatro motores radiais, que são necessários para voar o pesado avião. Foi determinado que o motor número dois precisaria de grandes reparos e, portanto, a aeronave ficou sem voar. Durante três meses, as equipes de manutenção trabalharam incansavelmente para reparar o motor e colocar esse avião histórico em voo novamente, o mais rápido possível.

“É toda a diferença do mundo ver a B-29 voar em vez de ver uma aeronave num museu”, disse Preston McPhail, o filho de 70 anos de um ex-mecânico da B-29 “FIFI”. “Você pode sentir o cheiro do escape dos motores.”

E para as crianças de hoje, a FIFI traz uma lição de história para toda vida.

“É difícil não chorar, é realmente emocionante. Estou feliz que esses caras estão mantendo o B-29 voando”, disse Melanie Skinner, que trouxe sua sobrinha de 8 anos para ver o B-29 em Lexington, Kentucky. Skinner passou a dizer “Minha sobrinha é uma criança do milênio. Para ela, a Segunda Guerra Mundial é uma história antiga. Por ser capaz de tocar, sentir, ouvir, essa é a grande parte da história.”

Uma campanha de arrecadação de fundos foi lançada em novembro, com o objetivo de angariar US$ 200.000 para reparar o motor e comprar um substituto. Atualmente, a campanha arrecadou pouco mais de US$ 105.000 para colocar a FIFI novamente em voo, mas ainda é necessário encontrar mais US$ 95.000 para comprar um 5° motor, um de reserva, que irá garantir o funcionamento contínuo e futuro do voo.

Para mais informações sobre como doar para compra do motor para a B-29 “FIFI”, visite www.keepFIFIflying.org.

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9 COMENTÁRIOS

  1. Não tem muito a ver, mas certa vez li que a diferença entre o sistema de polegadas e métrico fez com que a cópia Tu-4 fossem maior e pesasse mais que os próprios B-29 copiados. Interessante.

    • Foi sim…

      Ficou cerca de 340 kg mais pesado.

      Na época os americanos contavam uma história até engraçada. Diziam que, por medo dos agentes do governo, os engenheiros soviéticos copiavam até os buracos de bala do B-29…

      Mas este é só mais um dos "causos" da Guerra Fria.

      • Encontrei várias referências a isso, e o Tu-4 acabou por ficar 1.400 kg mais pesado…

    • Concordo.
      Ainda bem que não cometeram esse erro com o P-47 do Musal.Não faz muito tempo, um Super Corsair caiu, matando o piloto que era também o dono do avião, não sei se existem outros exemplares.

  2. Fico pensando, pq a Boeing, no caso, não faz um Remake dessas joias? Como o B-17 e o B-29. Garanto que mercado tem. Museus pelo mundo, colecionadores, se interessariam em adquiri-las. E outra, será que é tão difícil assim com toda tecnologia de hoje fabricar um avião de 70 anos atrás?

    • Não é questão de tecnologia mas sim de valores. Sem uma linha de montagem ativa será necessário fabricar cada peça individualmente, sendo que todo esse trabalho de fabricação das peças e mesmo a montagem da aeronave seria um trabalho 100% artesanal. Imagine agora o custo disso tudo Pra apenas algumas unidades. A maioria dos colecionadores e museus também se interessam somente por “modelos originais”.

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