B 17 3 487x700 - BOMBARDEIROS DA II GUERRA: B-17 “Phantom Fortress”A incrível história de um B-17 que pousou sem tripulação.

Mais um dia durante a Segunda Guerra Mundial. Um B-17 surge sobre uma uma base aérea da RAF. Ele se aproxima com o trem de pouso baixado. Silêncio no rádio. Ele não parece estar danificado. O avião pousa e segue até um ponto e para. Uma das pontas bate contra o chão. Tudo parece normal, mas ninguém é observado saindo do bombardeiro. Silêncio na aeronave. Equipes de emergência são acionadas. Ao chegarem no bombardeiro, uma surpresa. Ninguém a bordo. Nenhum traço de qualquer fluido corporal. O que eles encontram são os diários do piloto, cópias de transmissões de rádio. O piloto afirmou que o avião foi fortemente danificado e a tripulação gravemente ferida, mas o próprio avião não mostrava os danos de batalha, pelo contrário, chegou voando e pousou!

John V. Crisp chegou 20 minutos após o B-17 pousar. As hélices continuavam acionadas, mas ninguém tinha emergido do avião. Crisp conseguiu entrar no avião e olhou em volta. Ninguém estava lá, embora houvesse sinais de ocupação recente. Ele cortou os motores.

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“Eu olhei ao lado na mesa do navegador. O diário da aeronave foi aberto e as últimas palavras, escrito em algum momento, foram: Bad Flak”.

Para aumentar a surpresa, ao inspecionarem o B-17, foram encontrados cerca de uma dúzia de paraquedas bem embalados e prontos para uso. Isso fez com que o paradeiro da tripulação fosse ainda mais misterioso.

A RAF envia uma equipe para investigar. Verificando os planos e número de série, eles descobrem que aquele B-17 veio da BG 91 (Battle Group 91) e a tripulação já estava a salvo na Inglaterra.

Então, como aconteceu aquilo?

O que aconteceu foi que o avião, em uma missão contra refinarias de petróleo em Merseburg, apresentou problemas técnicos pouco antes de alcançar a área alvo. O avião não era capaz de subir com o resto do grupo, e, além disso, apresentou um mau funcionamento das suas prateleiras de bomba. Em seguida, um tiro da AAA germânica acertou o motor #3. O disparo também danificou o porão de bombas, enchendo o avião de fumaça.

Com dificuldade, o piloto deu a proa para a Inglaterra, mas depois mudou de ideia. Ele apontou o B-17 em direção a Bruxelas e ordenou a todos que soltassem os equipamentos para aliviar o peso e ganhar um pouco de altitude. Foi então que dois motores pararam de funcionar. O piloto pôs o B-17 no piloto automático e ordenou à tripulação para deixar o avião.

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Todos pousaram em segurança. Depois de a tripulação saltou, o B-17, graças a seu belo projeto, continuou voando de forma estável. Seus motores com defeito, no entanto, não conseguiram mantê-lo voando muito tempo, mas ele perdeu altura de forma gradual. Para um olhar inculto, o avião parecia estar em bom estado e o que pareciam ser paraquedas, eram na verdade pacotes de outros materiais. Por pura coincidência, o B-17 ‘pousou’ num campo da RAF.

Durante a guerra houveram outros relatos de B-17 que continuaram a voar sem piloto, mas este ficou conhecido como “B-17 Phantom Fortress”.

– Giordani –

FONTE: War History – Tradução e edição: CAVOK

IMAGENS meramente ilustrativas: U.S. Air Photo

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27 COMENTÁRIOS

  1. Que demais!!

    Nunca tinha ouvido falar de nada parecido. Muito louco!

    Bela postagem!

    Menphis Belle acho que influenciou muita gente a admirar ainda mais esta aeronave. Mas à época do lançamento o filme dava a impressão de ser uma obra completamente ficcional. Anos depois que fui descobrir que a tal aeronave existiu mesmo. Recentemente, fui ao supermercado, e encontrei entre aqueles DVDs baratos que vendem por lá, um documentário dublado sobre a real história da aeronave e tripulação. Tive que comprar. Apesar de ser curto, mostra filmagens originais da aeronave.

    • O mais incrivel é o B-17 ter piloto automatico em plena decada de 30/40 , Cavok também é cultura!

      • Mas Deivide
        O auto-pilot do B-17 era simples, apenas voava no horizonte("reto") ou na ultima posição que o piloto estava…

  2. Alguém sabe dizer se algum B-17 da FAB foi preservado? e se foi onde se encontra…
    Sei que comparar o P-3 Orion com a Fortaleza Voadora é forçar a barra, mas ele é o B-17 dos dias de hoje, depois que vi um documentário do may day desastres aéreos do qual relata a missão de um P-3 nos EUA, o de entrar no olho do furacão e com um dos motores danificados e mesmo assim saiu de dentro dele, foi que tive um novo olhar para o Orion.

  3. Acredito porque estou lendo aqui.

    Uma palavra para o B-17: Mitológico.

    Essa história reforça uma convicção pessoal minha: se alguma aeronave representa a integralidade de uma batalha aérea, talvez seja o B-17.

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