B-52GCom a ênfase dada aos submarinos e aos mísseis intercontinentais, o Comando Aéreo Estratégico deixou de ser o único sustentáculo do poder de dissuasão americano. Mas, nos anos 50 e 60, essa força encarregava-se da “paz pelo terror“.

Antes da Segunda Guerra Mundial, a União Soviética ostentava grandes frotas de bombardeiros quadrimotores. Os Estados Unidos não tinham nenhum. Mas, durante aquele conflito, as posições se inverteram: os americanos construíram a maior força de bombardeiros de longo alcance da historia. O poderoso Convair B-36 — planejado para bombardear a Alemanha partindo dos Estados Unidos — foi o primeiro bombardeiro capaz de efetuar um ataque intercontinental.

O grande salto no poder de ataque americano veio em 1945, com a bomba atômica. Essa capacidade de destruição multiplicou-se em 1952 com a bomba H (de hidrogênio).

A análise das campanhas da Segunda Guerra Mundial mostrou que as bombas lançadas de grandes distâncias desempenharam um importante papel na vitória sobre os inimigos. No caso do Japão, por exemplo, os estrategistas americanos concluíram que o bombardeio abreviara o conflito em pelo menos um ano, e evitara uma invasão — gigantesca e sangrenta — daquele país. A partir dessas análises, a Força Aérea dos EUA percebeu a necessidade de fortalecer sua divisão de bombardeiros, e criou, em 21 de março de 1946, o SAC (Strategic Air Command, Comando Aéreo Estratégico).

B-52D
Um bombardeiro Boeing B-52, do Comando Aéreo Estratégico (SAC), decola da base da Força Aérea dos EUA em Guam (Pacífico) para atacar regiões ocupadas por norte-vietnamitas.

Iniciando suas operações com os Boeing B-29 e B-50, o SAC recebeu, posteriormente, 385 bombardeiros B-36 e, ainda, cerca de 2.000 Boeing B-47. Com velocidade de 2.090 km/h, o Convair B-58 também veio a se incorporar ao SAC. Todavia, o reconhecimento mundial do Comando Aéreo Estratégico como uma poderosa força de dissuasão só veio a acontecer em 1948, quando os soviéticos isolaram Berlim. Embora um corredor aéreo mantivesse a cidade viva, foi a presença, na Europa, de três grupos de bombardeiros B-29 do SAC que impediu a entrada dos blindados da URSS.

Na década de 60, a ênfase do governo americano transferiu-se dos bombardeiros supersônicos, como o North American B-70 Valkyrie, para os mísseis balísticos intercontinentais e para os mísseis de transporte externo e lançamento em voo.

Em 1962, o SAC instalou 1.000 mísseis Minuteman em bases americanas. A falta de verbas e de novos materiais causou, contudo, notável alteração na postura do SAC. Cancelou-se o desenvolvimento do bombardeiro Valkyrie e retirou-se o B-58 de serviço. E o outrora imenso Comando Aéreo Estratégico restringiu-se a um punhado de velhos bombardeiros B-52.


FONTE: Máquinas de Guerra


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2 COMENTÁRIOS

  1. E aquele video antigo de trocentos B52 decolando, resume bem o que era os bombardeiros para a época…

  2. poxa cavok não faz isso comigo,fiquei sem internet tenho um milhão de artigos para ler hehehe saudações !

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