Tu-16_EgyptianDesde o fim da Segunda Guerra Mundial, os bombardeiros passaram por rápida evolução: do tipo propulsionado por motor a pistão, que lançava bombas em queda livre, até o modelo supersônico de alto desempenho, equipado com armas nucleares.

Embora fosse apenas um dos inúmeros bombardeiros a jato em serviço na União Soviética do pós-guerra, o Tupolev Tu-16 foi o primeiro a tornar-se conhecido no Ocidente, após uma exibição de nove dessas aeronaves durante comemorações do Dia do Trabalho, de 1954, em Moscou. O Tu-16 recebeu da OTAN a designação de “Badger” (texugo).

O “Badger” possuía dois motores montados nas laterais da fuselagem, dentro das raízes das asas enflechadas. Os trens de pouso principais eram do tipo carreta, dobrando-se para dentro de compartimentos, com carenagens de linhas aerodinâmicas nos bordos de ataque.

O Tu-16 era utilizado para muitas tarefas. Como avião de ataque antinavio, transportava, além do armamento normal, um míssil AS-5 ou AS-6 sob cada uma das asas.
O Tu-16 era utilizado para muitas tarefas. Como avião de ataque antinavio, transportava, além do armamento normal, um míssil AS-5 ou AS-6 sob cada uma das asas.

O bombardeiro original, denominado “Badger A” pela OTAN, entrou em serviço em 1955 e foi o pioneiro em reabastecimento no ar, com o uso de uma mangueira dobrada entre as pontas das asas. No início da década de 60, pelo menos 2.000 aviões dessa família já haviam sido entregues; posteriormente, identificaram-se onze versões do avião, para uso como bombardeiro, transportador de mísseis, antinavios, de reconhecimento etc.

A aviação soviética’ de longo alcance possuía quase seiscentos desses aparelhos em serviço em 1983, enquanto a aviação naval do país contava com aproximadamente trezentos, encontrados até mesmo a longa distância do território soviético – o que confirmava o constante recurso ao abastecimento em voo. Muitas modificações foram feitas nos aparelhos, e as versões para guerra de interferência e contra-medidas eletrônicas derivaram de bombardeiros reformados.

O único modelo que já não estava em atividade no ,começo da década de 80, segundo observadores ocidentais, era o “Badger C”, que levava um grande míssil Cruise.

Os aparelhos ainda estava em serviço em meados da década de 80 e era usado sobretudo em missões de reconhecimento e vigilância marítima.


Características

Tipo: Avião de múltiplos usos, como bombardeio, reconhecimento, contramedidas eletrônicas etc.; normalmente com tripulação de seis homens.

Propulsão: Dois turbojatos Mikulin RD-3M com 9.500 kg de empuxo cada.

Desempenho: Velocidade máxima, 1.000 km/h a 6.000 m; teto de serviço, 14.000 m; alcance, 4.800 km.

Pesos: Vazio, 37.200 kg; máximo, 72.000 kg.

Dimensões: Envergadura, 32,93 m; comprimento, 34,80 m; altura, 10,80 m; área alar, 164,65 m².

Armamento: Três torres com dois canhões de 23 mm cada; compartimento de bombas para 9.000 kg ou até três mísseis Cruise AS-5 ou AS-6.


FONTE: Máquinas de Guerra


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6 COMENTÁRIOS

  1. Essas fotos antigas, que parecem fotos clandestinas são demais…..

  2. A versão chinesa desse avião, não só ainda voa, como é a ponta de lança da aviação de capacidade estratégica desse país.
    Não é por menos que se escuta tantos boatos de que a China quer comprar Tu-22 e Tu-160.

  3. Muito interessante a foto que mostra o Badger carregando aquele míssil. Tô deduzindo que ele levava mais outros 2, pq essa configuração assimétrica é bem estranha.

    [ ]'s

    • Mas nem precisa deduzir…. A simples leitura do artigo já esclarece o fato, haja vista está claramente informado que o Tu-16 possuía capacidade para 9.000 kg de bombas ou até três mísseis de cruzeiro AS-5 ou AS-6.

      É só ler o artigo….

      Quanto a cargas assimétricas, isso é algo corriqueiro de se ver em aeronaves russas. É só dar uma pesquisada na net que não faltam imagens que respaldam o assunto.

      • "Quanto a cargas assimétricas, isso é algo corriqueiro…''. Por isso que comentei, até então esse era um fato que eu desconhecia. Outro ponto que gerou uma certa dúvida foi o trecho que diz: ''…segundo observadores ocidentais, era o Badger C, que levava ~um~ grande míssil Cruise''. Novamente, reforço que não sou um profundo conhecedor do assunto, e passou pela minha cabeça que talvez essa configuração fosse utilizada por algum fator físico/mecânico da aeronave que impossibilitasse que a carga fosse levada no ventre da mesma.

        De qualquer maneira, sua resposta ao meu comentário foi bastante esclarecedora.

        Saudações.

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