Valiant valiant #6Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, os bombardeiros passaram por rápida evolução: do tipo propulsionado por motor a pistão, que lançava bombas em queda livre, até o modelo supersônico de alto desempenho, equipado com armas nucleares.

Os bombardeiros Vickers-Armstrong Type 660 Valiant voaram pela primeira vez no dia 18 de maio de 1951, entrando em produção apesar de dois outros modelos “V” também estarem em fabricação.

Na época, alegou-se que o Vickers Valiant seria um “seguro” para as eventuais falhas dos demais. Utilizava quatro motores Avon embutidos nas raízes das asas e levava no nariz uma tripulação de cinco homens. Tinha trens de aterrissagem em tandem, dobráveis para fora. A Vickers produziu 108 dessas aeronaves e, a partir de janeiro de 1955, elas serviram em dez esquadrilhas da RAF. Todas ganharam cor branca não-refletiva, com números de série também em cores claras.

O Vickers Valiant, construído para servir provisoriamente até que os outros bombardeiros "V" entrassem em serviço.
O Vickers Valiant, construído para servir provisoriamente até que os outros bombardeiros “V” entrassem em serviço.

Os aviões Valiant realizaram os testes aéreos com armas nucleares da Grã-Bretanha. Havia versões de reconhecimento, tanque e de múltiplos usos. A partir de 1963, eles receberam camuflagem cinza e verde e foram designados para operações em baixas altitudes, com bombas convencionais, no apoio ao SACEUR (Suprema Allied Commander Europe, comando aliado supremo Europa), uma força da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Na época, eles formavam a única esquadrilha de aviões-tanque para reabastecimento em voo. Por isso, sua retirada de serviço a partir de janeiro de 1965, devido ao repentino trincamento de suas estruturas, tornou-se um sério problema para aquele organismo.


Características

Tipo: Bombardeiro de cinco lugares e avião-tanque para reabastecimento em voo.

Propulsão: Quatro turbojatos Rolls-Royce Avon 201 com 4.763 kg de empuxo cada.

Desempenho: Velocidade máxima, 912 km/h a 9.145 m; teto de serviço, 16.460 m; alcance, 7.242 km.

Dimensões: Envergadura, 34,85 m; comprimento, 33 m; altura, 9,81 m; área alar, 219,44 m².

Armamento: Quatro bombas nuclares ou 9.526 kg de bombas convencionais.


FONTE: Máquinas de Guerra


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7 COMENTÁRIOS

  1. O que aconteceu com a rica industria aeroespacial britânica ?
    Naquela época ela rivalizava com os EEUU e URSS…

    • Foi destruída pelos governos trabalhistas através do cancelamento de projetos promissores (TSR2), nacionalizações forçadas e no caso da Handley Page falências criminosas. E tudo isso para quê? para continuar cevando ratazanas gordas de sindicato, que apenas foram exemplarmente combatidas pela Dama de Ferro.

        • Verdade! Não apenas o motor Pegasus (produto originalmente da Bristol) foi financiado por um fundo dos EUA que financiava projetos militares dos países da OTAN como a segunda geração do Harrier foi feita com capital 100% norteamericano já que o governo britânico (trabalhista) em 1975 abandonou a empreitada.

  2. É incrivel como os britanicos conseguiam fazer aeronaves feiosas…rs
    Tem caças bonistos mas cara o design deles para algumas delas (em termos de feiura) só encontrava rival de peso entre os soviéticos…

    • O Victor e o Vulcan são lindos, peças únicas da engenharia britânica. Questão de gosto, de olhar.

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