O motor Pure Power PW1100G. (Foto: Pratt & Whitney)

A unidade de serviços de engenharia e aeroestruturas da Bombardier anunciou hoje que foi selecionada pela Airbus como fornecedora em um novo programa de naceles de motores para a família de aeronaves A320neo da Pratt & Whitney.

As operações da Bombardier da Irlanda do Norte (Short Brothers plc) foram escolhidas para desenvolver e fabricar um reverso de empuxo para permitir que a Airbus ofereça uma nova e inovadora nacele e seu suporte pós-venda para o motor Pure Power PW1100G da Pratt & Whitney.

A Bombardier já é uma fornecedora da Airbus em vários programas. A sua operação em Belfast possui uma vasta experiência em nacele, tendo acumulado mais de 40 anos na concepção, desenvolvimento, fabricação e suporte de naceles de motores de aeronaves.

Stephen Addis, vice-presidente de serviços e programas de atendimento ao cliente, da Bombardier Aerostructures and Engineering Services, disse: “Estamos encantados de ter sido selecionados como fornecedores nesta nova nacele, o que nos permitirá construir o trabalho de relacionamento que já temos com a Airbus. Este pacote de trabalho reforça nossa estratégia de longo prazo para aumentar nossas capacidades no mercado de naceles e nos concentrar em fornecer produtos e serviços inovadores e de maior valor em um ambiente global extremamente competitivo”.

Com operações no Canadá, no México, em Marrocos, no Reino Unido e nos EUA, a Bombardier Aerostructures and Engineering Services é especializada na concepção e fabricação de complexas estruturas metálicas e de materiais compostos para aeronaves e componentes do sistema, e fornece reparo e revisão de componentes pós-venda, bem como outras técnicas de engenharia de serviços.

7 COMENTÁRIOS

      • Oi HMS, a Bombardier Irlanda do Norte se não me engano é a sub-fornecedora das naceles do C390 da EMB. E creio que o caminho dela será este mesmo. Além de aeronaves executivas. Mas para aeronaves comerciais, tirando o Q400, eles já viraram passado. Com 31% do C-Series, a opção mais rentável seria alugar a fabrica de Mirabel para a CSALP, detentora do C-Series, mas a Airbus sabe que a BOMB esta falida, e tudo indica que irá comprar as instalações de Mirabel. Um indicativo é que as instalações do CRJ já esta migrando de Mirabel para Dorval, onde estão a linha de jatos executivos. Assim, Mirabel ficará 100% ocupada com o C-Series da CSALP, e a BOMB como sub-fornecedora.
        A BOMB tenta valorizar o C-Series nesta reta final com informações no mercado do tipo LOI. No meu ponto de vista quem fica divulgando LOIs, é quem já está no fundo do poço. E o buraco é tão fundo que o Governo Liberal do Canadá já está retaliando a Boeing como se ela fosse a culpada.
        Meu palpite é que a TEXTRON vai ocupar o espaço em aberto deixado pela saída da BOMB do segmento de aeronaves comerciais. Não acredito em MRJ, Turcos ou Russos.

        • O maior avião de passageiros fora os executivos que a Textron produz atualmente é o Cessna Caravan, agora vão produzir um commuter 19 passageiros, como ela vai ocupar o espaço da Bombardier?
          A Airbus só comprou a participação maioritária no C-Series e a Viking comprou os direitos e ferramental sobre os CL-215/415, o resto continua a funcionar na Bombardier.

          • Mestre WRStrobel, me expressei errado. Estava me referindo ao potencial espaço em aberto para futuros programas. Na foto do momento os Programas e os players já estão definidos, no momento qualquer movimentação representativa na área de aeronaves regionais já foram relativizadas e potencializadas, já passou. Para daqui 05 anos as estratégicas começam agora para aeronaves de 50 a 70 assentos, já há novos desafios tecnológicos e de processos. Quem vai lançar a nova geração de TurboProp regionais? Como vai ficar a cláusula com o sindicato dos pilotos regionais nos USA ?
            Neste novo ambiente, para daqui 5 anos, a EMB tem que se preocupar com quem teria facilidade para levantar financiamentos de 1 a 2bi USD, e também quem teria suporte pós venda Global de alta qualidade e diluir os custos fixos inerentes a este suporte. Neste contexto, meu palpite é a TEXTRON.
            Nota: A Aibus está apenas com uma proposta para comprar por ZERO 0,00 CAD$ 51% de participação na CSALP em meados de Junho de 2018. A BOMB ainda possui uma divida Bilionária com Quebec e outros, e tudo indica que esta vendendo as instalações de Mirabel. De quebra o contrato com a CSALP exige que a BOMB invista ainda USD 0,5 Mills, e qual o futuro do C-Series? Você colocaria seu dinheiro na CSALP? Qual a real intensão da Airbus com a CSALP? Matar o A320 e fortalecer o C-Series e os empregos Canadenses? Não acredito.

            • Realmente o futuro reserva uma briga cada ver maior por aeronaves de baixo custo operacional, quero ver o que vai aparecer no mercado dos turbohélices, afinal os Q.300/400 e ATR42/72 ja estão ficando antigos.
              Com certeza a Airbus não vai matar o A320 com o C-Serie, nem que quisesse.