Em 8 de maio de 1945, a Segunda Guerra Mundial foi formalmente encerrada tendo as Tropas Aliadas – grupo no qual o Brasil se inclui – como vencedoras.Desde então, é comemorado o Dia da Vitória.

A data marca a rendição das tropas alemãs, celebrada em diversas partes do mundo. Na terça-feira (8), foi realizada uma cerimônia militar no Rio de Janeiro (RJ) em alusão ao triunfo.

A solenidade, realizada no Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial (MMSGM), no Aterro do Flamengo, contou com a presença do Ministro da Defesa, interino, General Joaquim Silva e Luna, além do Comandante da Força Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, entre outras autoridades militares e civis.

Todas as partes envolvidas tiveram de se reerguer das perdas do conflito, e resgatar o pouco de humanidade que restava nos escombros. Em maior ou menor proporção, todos perdem. O Brasil pagou sua cota com moedas de sangue e de honra, foi o único país da América do Sul a enviar combatentes ao teatro de operações europeu”, relembrou o Ministro da Defesa.

Durante as festividades, foi entregue a Medalha da Vitória, destinada a agraciar aqueles que tenham contribuído para a difusão dos feitos dos ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial, participado de conflitos internacionais na defesa dos interesses do País, integrado missões de paz, prestado serviços relevantes ou apoiado o Ministério da Defesa no cumprimento de suas missões constitucionais. Podem ser agraciados militares das Forças Armadas, civis, policiais e bombeiros militares, organizações militares e instituições civis. O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) foi uma das instituições agraciadas, representada na ocasião por seu estandarte e seu Chefe do Estado-Maior Conjunto, Major-Brigadeiro do Ar Ricardo Cesar Mangrich.

Em seu discurso, o General Silva e Luna ressaltou também a participação da FAB na guerra. “A nossa Força Aérea atuou na proteção do extenso litoral brasileiro, foi à guerra na Itália com o 1º Grupo de Caça, constituído por quase 500 voluntários. Cumpriu 2.546 missões com 48 aviadores, incluindo oito falecidos. Mesmo com o efetivo reduzido e baixas, cumpriu todas as missões que lhe foram atribuídas e manteve ativo o 1º GC”, disse.

No local da cerimônia, o Centro de Documentação da Aeronáutica (CENDOC) esteve presente com uma exposição sobre o monumento e os feitos do Brasil na Segunda Guerra. O estande contou com fotografias, publicações da imprensa da época e documentos históricos.


FONTE: Força Aérea Brasileira

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