Diversos voos foram afetados em Congonhas devido ao voo de um drone sobre a área do aeroporto.

O Aeroporto de Congonhas, na zona sul da cidade de São Paulo, teve seus voos suspensos por cerca de duas horas no domingo a noite, tendo que desviar 34 voos para aeroportos próximos. As operações de voo foram retomadas apenas na madrugada de domingo para segunda-feira. Todos os pousos foram suspensos por mais de duas horas por causa de um drone que estava voando próximo da cabeceira da pista, afetando a segurança das operações de pouso.

Segundo a Infraero, o drone sobrevoou a linha de cabeceira de pouso do aeroporto entre as 20h16 e as 22h25 de domingo, prejudicando aviões que tinham São Paulo como destino. As decolagens não foram prejudicadas. Alguns voos foram desviados para diversos aeroportos como Cumbica (Guarulhos), Viracopos (Campinas), Ribeirão Preto e até outros estados.

Para atender à demanda, o horário de funcionamento do terminal, que normalmente encerra às 23h, foi estendido para até as 02h50 da madrugada desta segunda-feira. Nesse período, foram recebidos 24 voos que estavam atrasados.

A Polícia Militar informou que realizou buscas na região para localizar o operador do drone, sem sucesso e passou o caso para Polícia Federal que está investigando o fato. Em maio deste ano, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) aprovou a regulamentação para a operação civil de drones.

A PM usou o helicóptero Águia e a Polícia Federal (PF) tentou localizá-lo pelo chão, segundo a Força Aérea Brasileira, sem sucesso. Quem opera esses equipamentos de forma irregular pode responder nas esferas administrativa, cível e penal.

Pilotos de dois aviões da Latam informaram por rádio o drone, que estava próximo à cabeceira sul da pista (Jabaquara) e sobrevoou a região por cerca de 30 minutos, segundo informações de um oficial da Aeronáutica.

Segundo a assessoria de imprensa da Força Aérea Brasileira (FAB), não existem tecnologias, como radares, capazes de impedir a entrada de drone no espaço do aeroporto. A FAB informou que voo desses equipamentos são proibidos a uma distância mínima de 9 quilômetros do aeródromo, incluindo as zonas de aproximação e de decolagem.

“Mesmo fora dessa área, há necessidade de autorização do Departamento de Controle do Tráfego Aéreo (DCTA) para realização do voo. Aqueles que descumprem a legislação estão sujeitos às penalidades do Código Penal Brasileiro”, diz a nota da FAB.

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