O veículo atingiu 31 quilômetros de altitude máxima em um minuto e 17 segundos. (Foto: Soldado Kelson)

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, realizou, na quarta-feira (07), o lançamento de um Foguete de Treinamento Básico (FTB) durante a Operação Falcão III / 2018. A atividade envolveu toda a equipe operacional e teve como objetivo a obtenção de dados de seus instrumentos para a verificação de desempenho do veículo.

A operação, iniciada na segunda-feira (05), contou também com a aferição prévia dos meios de localização e rastreio do CLA, por meio do Exercício Ícaro III, quando foi realizada a atividade com a aeronave C-98 Caravan em apronto à operação.

Equipe operacional do CLA no Centro de Controle Avançado.

O lançamento ocorreu às 13h30 (horário local) e o veículo atingiu 31 quilômetros de altitude máxima em um minuto e 17 segundos. Da plataforma de lançamento no CLA até o local de impacto no mar, o FTB percorreu 11 quilômetros em linha reta. O tempo total de voo foi de 2 minutos e 44 segundos, sendo rastreado pelos radares Adour e Atlas do CLA, que realizam o acompanhamento de trajetória dos foguetes lançados.

Foram coletados, ainda, dados pelas três antenas de telemedidas do Centro (Stella 43, Stella Secundária e Zodiac), que fornecem informações em voo das condições dos foguetes lançados. Durante a atividade foi realizada a operação assistida com os técnicos responsáveis pela recente revitalização da antena Stella 43, principal meio de coleta de dados via telemetria.

Equipe operacional do CLA trabalha na preparação do foguete.

“Temos trabalhado intensamente para sempre manter a alta disponibilidade de todos os nossos sistemas e equipamentos, visando operações maiores e mais complexas. Nossa expectativa é que, com os resultados dessa operação, possamos seguir rumo à realização da Operação Mutiti em atendimento ao Instituto de Aeronáutica e Espaço e à comunidade científica nacional, com o lançamento do foguete VS-30 portando experimentos científicos e tecnológicos”, explicou o Diretor do CLA, Coronel Engenheiro Luciano Valentim Rechiuti.

O FTB foi o 492º veículo lançado do CLA, em um total de 103 operações realizadas. O lançamento anterior também foi de um FTB, ocorrido há exatamente duas semanas, como parte da Operação Falcão II/ 2018.


Fonte: Fonte: CLA, por Tenente Huxley Bruno – Edição: Agência Força Aérea, por Tenente João Elias

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12 COMENTÁRIOS

  1. Tão de sacanagem né…imagina qto seria economizado acabando com nossas FAs…

  2. Torco muito pelo programa espacial brasileiro e gostaria muito de ver um satelite sendo colocado em orbita por um foguete brasileiro. As maiores esperancas para isso acontecer hoje, se concentram no VLM. Alguem tem ideia de como esta o cronograma dele?

    • Cronograma? Cada vez que eles anunciam algo sobre um possível lançamento, adiam a dada em pelo menos 1 ano. A primeira previsão era 2017, a última que eu saiba agora é em 2021, na próxima eles vão dizer que foi para 2022 ou 2023 e assim vai… Até que ninguém mais vai lembrar e eles possam anunciar discretamente que o projeto foi cancelado kkkk…

  3. É triste ver a penúria do nosso programa espacial, se é que podemos assim chamar. Se nos últimos 30 anos houvesse o mínimo de interesse já estaríamos lançando satélites. É o dreno da corrupção, infelizmente.

  4. Chegamos em 1930? Nao espero para chegar em 1944 para ter um V-2 da vida.

  5. Se for pra treinar, melhor treinar no computador do que gastar grana com isso. Quanto foi gasto pra soltar essa biribinha..

  6. Pelo menos é alguma coisa — que não conseguiram ROUBAR!

    Falando em investimentos científicos galopantes em direção ao futuro verm… digo, cor de rosa = mundo ideal, fico tão orgulhoso da Alcântara Cyclone Space e seus frutos… Chego a me emocionar. Dá vontade de telefonar para lá… 😀

  7. Mais de meio século para isso ai, imagina o quanto de grana que foi e vai pro ralo.
    Tem várias universidades americana que lança foguetes com essa autonomia, e olha que deve ser parte do curso base e não uma pesquisa com mestres e doutores.

    Sabe, la nos anos 60 o comando queria investir e pesquisar, louvável, mas ao perceber que nada "subiria" lá deveriam encerrar e priorizar outra area de pesquisa, priorizaram sim a deles próprios lucrando ao infestar essa e outras organizações com cargos públicos e militares, além dos contratos obscuros…

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