Fraport AG Frankfurt apresentou planejamento de ações para o aeroporto.

O grupo alemão Fraport AG Frankfurt, que assumirá a administração do Aeroporto Internacional Salgado Filho pelos próximos 25 anos, apresentou o planejamento de ações para o novo projeto, que deve ser implementado assim que a empresa assinar a concessão. “A pista, no momento, é o grande fator limitante da capacidade do aeroporto. A falta da ampliação está limitando o desenvolvimento e este deve ser o foco no início dos trabalhos”, afirmou o vice-presidente sênior do grupo, Christoph Nanke.

Segundo ele, o grupo fará “o que for necessário” para que a expansão da pista ocorra o mais rápido possível, sempre trabalhando com conjunto com as autoridades (governo estadual e prefeitura). “A cooperação é necessária para o desenvolvimento”, complementou Nanke. O vice-presidente acredita que o Rio Grande do Sul possui grandes possibilidades de desenvolvimento. “É uma área economicamente muito forte no Brasil, o que nos levou a optar por esta concessão”, afirmou.

Segundo ele, a ampliação da pista é um dos principais pontos do projeto, mas não é o único. “A pista é um fator muito importante, mas a primeira motivação é o desenvolvimento do aeroporto. Acreditamos que a região tem muito para crescer”, destacou Nanke. O vice-presidente do Fraport AG Frankfurt evitou falar sobre valores, mas garantiu que serão realizados “grandes investimentos”, tanto na ampliação da pista, quanto na infraestrutura de modo geral.

Os alemães arremataram o aeroporto por R$ 382 milhões, dos quais R$ 290 milhões pagos imediatamente ao governo federal no ato de concessão – o que corresponde a 25% sobre o valor mínimo de outorga, que era de R$ 23 milhões, mais o ágio. Entre as necessidades exigidas em contrato, estão a ampliação da pista do aeroporto em mais 920 metros (com prazo de 52 meses – pouco mais de 4 anos – após a assinatura da concessão), aumentar o terminal de passageiros e construir um novo prédio-estacionamento.

Conforme o secretário do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco, que acompanhou a apresentação, o Estado vai atuar como um facilitador durante a implantação do projeto do grupo alemão. “Vamos aglutinar todos os atores (Prefeitura, Estado e o grupo) para que esse trâmite seja o mais normal, tranquilo e agil, que esse é o desejo de todos nós”, afirmou Branco.

Um grupo de trabalho será formado para analisar o projeto do Fraport AG Frankfurt. “A secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini, o secretário Estadual dos Transportes e Mobilidade, Pedro Westphalen, e representantes da Prefeitura de Porto Alegre formarão um grupo de pessoas para agilizar a implantação do projeto”, afirmou Branco, que declarou ainda não ter conversado com o prefeito Nelson Marchezan Jr. sobre o assunto.

Esse projeto é fundamental para o crescimento e desenvolvimento do Estado. É um marco para o RS”, ressaltou Branco. De acordo com o secretário, a questão das famílias que residem no entorno do Aeroporto – o que acabam dificultando a ampliação da pista – não foi discutida durante o encontro. Porém, esse tem sido um dos entraves nos últimos anos para os projetos envolvendo a extensão da pista de pouso e decolagem.


FONTE: Correio do Povo

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6 COMENTÁRIOS

  1. Uau, que agilidade!!!
    Mal acabaram de assumir a gestão, e estão focados na ampliação da pista que nas mãos da INFRAERO demoraria décadas para sair do papel.
    Talvez a venda de CWB poderia trazer a mesma agilidade para o mesmo fim – ampliação da pista.

    • Bom ponto de vista. Pena que a Infraero não tem a mesma agilidade, certo? Lembrando que com a rede de aeroportos que o governo vem lhe tirando, sua missão fica cada dia mais difícil de cumprir, retire receitas da FAB e peça a ela para ampliar uma Base Aérea, mesmo ela tendo que dividir o orçamento com outras unidades.
      Uma pena como os brasileiros veem a Infraero hoje, uma empresa que atualmente só administra o bagaço, mas a população quer beber o suco da laranja.
      CWB, mesmo sob a administração estatal, é considerado o melhor aeroporto do país, neste caso, o problema dele é estar nas mãos da Infraero, que neste caso, após a venda de POA, será fatalmente mais um aeroporto a não ter dinheiro e assim se desmonta uma rede que funcionava bem, onde os aeroportos mais lucrativos (Guarulhos tinha uma receita líquida de mais de R$1 Bi). Faça sua reflexão.

      • O Estado brasileiro está quebrado, e assim estão TODAS as instituições comandadas pelo Governo Federal e Governos Estaduais.
        A demora em resolver questões de infraestrutura é grande, demora-se décadas para construir algo ou ampliar algo, e quando o fazem, os desvios de dinheiro são gigantescos, ou a propina rola solta para financiar aquele político que ajudou tal empreiteira a fazer aquela obra.
        CWB é sim um aeroporto muito bem administrado, uma exceção diante dos outros também geridos pela Infraero, porém não é um mar de rosas – administrar um aeroporto com rótulo de ser internacional mas receber um ou dois voos de passageiros vindos de países vizinhos não é algo muito complicado acredito eu, mesmo assim, se deve muito a competência dos funcionários que lá atuam e também a impressão de povo exigente que o Curitibano passa – num local onde a tendência é circular pessoas com algum grau de poder aquisitivo e de instrução é normal que haja por exemplo a educação e consciência de que o lixo por exemplo, tem local certo. O restaurante piloto com preços populares foi por exemplo implementado para testes aqui, para ver se realmente teriam retorno. Mas estamos a décadas discutindo uma ampliação de pista ou uma construção de uma terceira… O ILS Cat. III que deveria estar instalado e funcionando, também foi deixado de lado.
        Se o modelo internacionalmente conhecido – onde uma empresa como a Fraport assume e gere um aeroporto excelente como o de Frankfurt – funciona lá fora, porque não funcionaria no Brasil?
        Cadê o meu nacionalismo você vai perguntar… Ou o meu protecionismo com as coisas do Brasil? Eu estou muito mais preocupado que o Brasil recupere o tempo perdido em Educação de fato, para formar pessoas conscientes da importância do civismo, do que preocupado que a bandeira brasileira fique estendida em mastros de obras pelo país afora.

    • Em Curitiba, especificamente em São José dos Pinhais, o grande problema é aquela invasão que virou um bairro, a Vila Suíça. Antigamente até no Google Maps aparecia por lá o traçado da terceira pista. Deixaram invadir, deram escrituras de posse e o terrenão da infraero virou uma grande dor de cabeça… indenizações, realocações… ninguém aqui quis assumir essa pendenga. Pra terceira pista, só resolvendo isso. Ampliar a pista principal, só com um projeto arrojado estilo aeroporto da Madeira.

  2. Precisamos de uma pista de 4000 metros. 3200 ainda é considerada curta.
    Precisamos também de uma segunda pista para atuar na eventualidade da indisponibilização da pista principal

  3. Parabéns a concessionária alemã, algumas dúvidas me vieram, como quase todos os aeroportos este também está rodeado pelas áreas residenciais. Como será feita esta ampliação ? Será que a pista principal e a de táxi serão construídas com túneis passando por cima da avenida e/ou rodovia em uma de suas cabeceiras ?
    Acredito também que Porto Alegre merece uma segunda pista, penso também em recursos tecnológicos modernos como o ILS 3 para que os pousos de decolagens ocorram mesmo com o nevoeiro intenso que em certas épocas do ano aparecem no Salgado Filho.

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