A rádio BandNews FM – com exclusividade – divulgou informações de um documento da FAB.

Duas aeronaves de luxo da Força Aérea Brasileira (FAB) foram deslocadas por mais de 200 km para que os ministros da Segurança Pública e de Minas e Energia embarcassem no Aeroporto Santos Dumont, ao invés de pegarem os voos na Base Aérea do Galeão, gerando um custo quase 30 vezes superior ao gasto com o deslocamento por táxi no Rio de Janeiro.

A informação foi revelada em um documento da FAB, obtido com exclusividade pela BandNews FM. Raul Jungmann e Moreira Franco vieram de Brasília na sexta-feira (20) para a capital fluminense e embarcaram de novo para o Distrito Federal no último sábado (21).

Segundo a própria Força Aérea Brasileira, os ministros fizeram a solicitação de embarque no Santos Dumont, mas a logística é de responsabilidade do órgão de aviação, que não alertou as autoridades para o alto custo envolvido na mudança de aeroporto.

Uma fonte, que teve a identidade preservada, relata que dependendo das condições climáticas, para se deslocar entre os dois terminais, a aeronave tem que ir até Resende, cidade do Sul Fluminense, que fica a mais de 100 quilômetros de distância da capital.

Feito de carro, o trajeto de 18 quilômetros pode ser realizado em 20 minutos, ao custo aproximado de R$ 9, se calculado o preço base da gasolina na cidade do Rio. De táxi, a corrida custaria, em média, R$ 54. Já no aplicativo Uber, o preço varia de 31 a 67 reais. Entre o Santos Dumont e a Base Aérea, há, apenas, um semáforo, localizado na altura da Rodoviária Novo Rio. 

Os aviões utilizados pelos dois foi o modelo C-99 Vip, da Embraer, com capacidade para 12 passageiros e três tripulantes.

O primeiro a decolar foi o de Jungmann, às 13h30. Três horas depois, foi à vez da aeronave solicitada por Moreira Franco decolar.

O ministro da Segurança Pública esteve no Rio para uma reunião fechada com o governador Luiz Fernando Pezão. Já o ministro Moreira Franco não informou se cumpria alguma agenda na capital fluminense.

Além dos jatinhos terem de ser deslocados até o Santos Dumont, para o embarque dos ministros, cada um usou uma aeronave, para a viagem no mesmo dia e com o mesmo destino: Brasília.

Os dois ministros informaram que a responsabilidade pela logística é da FAB.

 

 

 

21 COMENTÁRIOS

  1. Normal, ja vi avião decolar dos Afonsos para pegar os passageiros no Galeão para viajar.
    Ainda mais uma aeronave VIP, o Oficial de Operações do GTE cumpre as solicitações, ele não vai ficar ligando para um Ministro para sujerir opções, vai ficar parecendo má vontade.
    Quanto a aproveitar as missões para os dois ministros, é meio complicado em aeronaves VIP, pois cada um viaja com a sua equipe, não é um único passageiro.

    • E o colega de fórum acha normal isso?o dinheiro /tempo/aeronaves não poderiam ter melhor uso ?
      tenho respeito pelo seu grande conhecimento e experiencia ,mas parece-me considerar normal uma posição corporativista.
      se empresa aerea faz isso , questão dela.
      autoridades somos nós que pagamos.
      e é voo para casamento/implante capilar/inaugurações eleitoreiras…
      esses distintos e suas respectivas equipes não poderiam pegar um voo regular?
      velhos vícios que somados explicam muita coisa…

      • O uso destas aeronaves do GTE é este mesmo, gostem ou não os críticos do GTE, servir aos Ministros e autoridades a 80 anos, desde que foi criado em 1938.
        Foto de um dos 8 do primeiros aviões comprados para isso, o Lockheed Model 12A, nesta foto ainda com a inscrição Exercito na asa no 3° Regimento de Aviação de Gravataí, pois a FAB ainda não existia, esta unidade militar depois passou a ser o V Comar e teve sua pista desativada com a construção da BACO perto. Hoje esta área toda pertence a Canoas, não é mais Gravataí. https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:A
        .
        História do GTE: http://www.rudnei.cunha.nom.br/FAB/br/gte.html

  2. O vício de se refestelar sobre o erário, algo levado aos extremos pela OrCrim, continua de vento em popa através de sua herança maldita. Só um milagre acontecendo para que não elejam para presidente algum capo destes velhos grupos políticos mafiosos e tudo continue como dantes no quartel de Abrantes.

  3. O presidiário de Curitiba mantinha todas as regalias: motoristas, carros, assessores, seguranças…

    Foi necessária a intervenção da justiça.

    Presidiário já tem segurança feita PF 24 horas por dia, não precisa de carro, nem de assessor pra fazer ligações.

    Os mesmos canalhas de sempre.

    • COMENTÁRIO EDITADO E CENSURADO.

      CONVENHAMOS, NÃO TEM COMO LIBERAR A PARTICIPAÇÃO DE UM COMENTARISTA QUE SE AUTO DENOMINA “TROLLL”.

      O REFERIDO “IP” FOI CONHECER AS VIRGENS NO PARAÍSO MAIS CEDO.

      • "O referido ip foi conhecer as virgens no paraíso mais cedo" ahahahaha

        Não deu tempo de gritar "allah…." hahaha

    • Não mais 'mantinha' …Mantém : ' notícias uol 29/05 -'O TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) atendeu a um pedido feito pelos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e restabeleceu, na tarde desta terça (29), seus benefícios como ex-presidente –entre eles, o de ter o serviço de SEIS assessores pagos pelo Estado.

      A decisão foi proferida pelo desembargador federal André Nabarrete Neto e suspendeu os efeitos da decisão proferida no último dia 16 pelo juiz Haroldo Nader, da 6ª Vara Federal de Campinas (interior de São Paulo)….'

      Triste ….

  4. Toda vez que "alguém" deixa escapar acontecidos como esse eu lembro que a fab não faz absolutamente nada para acabar com a farra, talvez porque tem o "rabo preso", não só políticos mas padres e militares do alto escalão também se fartam.

    Não precisa chamar a imprensa e por a cara a tapa (se não me engano é inconstitucional), mas a fab poderia divulgar na surdina vários podres dos 3 poderes, mas…

    • Desde 1938 quando o Pres. Getulio Vargas comprou várias aeronaves Lockheed para o Exército ativar um Esq. VIP para ele e os Ministros esta é uma das missões da aviação militar. Depois na ativação da FAB a estrutura passou para o Santos Dumont e Cap. Av. Nero Moura foi seu primeiro comandante, depois logicamente passou para Brasília como GTE.

  5. Esse país é uma piada … isso é cuspir na cara do povo … uma vergonha ser representado por gente assim.

  6. Eu entendo que, como militares, os oficiais da Aeronáutica tem que obedecer ordens e o fazem por princípio de hierarquia, mas fico imaginando a indignação destes ao verem embarcar estes políticos, usurpadores de verbas públicas com a cara mais lavada do mundo, em suas aeronaves, sem poder reagir. Fico imaginando também quantas pessoas morrem no Brasil todos os dias por falta de orgãos para transplante ou de socorro médico urgente, pelo simples fato das aeronaves da FAB estarem transportando este tipo de político, e não fazendo o transporte de orgãos, que no meu entender não tem como avaliar o preço. Infelizmente a vida de um cidadão brasileiro vale menos do que uma passagem entre duas capitais do país em um vôo de carreira.

    • Na prática não é o que eu via, ví pouquíssimos Oficiais descontentes com o GTE, passei muitas noites acordado para receber autoridades, em Salvador o ACM vinha todo o final de semana de Learjet 55 do GTE e eu tinha que chegar cedo para verificar a limpeza da sala de recepção de autoridades, verificar banheiros e se a o lanche estava adequado, era a escala de recepção de autoridades em que participavam Capitães e Majores que não tiravam mais serviço de Oficial de Dia ou Operações.
      Era um serviço existente em todas as Bases Aéreas e que hoje com certeza ainda existe nas Alas para apoiar uma atividade legítima da FAB desde sua criação.

  7. Se fosse um país sério, os ministros já teriam caído.
    Mas aqui é o Brasil.

  8. Surreal, injustificável, farra, para não dizer revoltante. Esse jagunço do jugmann e o gato angorá deveriam devolvar os custos deste deslocamento para o estado. Esta ala de transporte vip da FAB deve ser extinta pelo próximo presidente. Vendam tudo que é learjet, erj, legacy, helicopteros, etc. chega de farra.

    • Para fazer como o Gov. Arraes em Pernambuco que extinguiu a aviação do estado nos anos 80 fazendo um dircurso de austeridade e fim deste inútil serviço de transporte de autoridades e depois que caiu na real teve que contratar uma empresa de Taxi Aéreo para prestar serviço de transporte para autoridades e emergencias.

  9. Triste ver que a farra dos jatos da FAB continua!
    Me faz lembrar a bela música da Legião Urbana que diz:
    "nas favelas, no Senado, sujeira pra todo lado, ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação"
    Felizmente ainda acreditamos no futuro da nação!
    Creio que a verdadeira ditadura foi o que vimos florescer após 1985, a ditadura da malandragem, a ditadura da sacanagem!
    Temos um país de joelhos para atender regalias de uma casta dominante, e pior, eleita pelo voto!

  10. Fora o gasto desnecessário dessas atitudes, em qualquer governo, não podemos relevar a arrogância dos "passageiros" — e em qualquer lugar da FAB, não somente contra os profissionais do GTE.

    Uma dileta senhora, após um passeio de Caracal num ponto do país sem o GTE, não queria esperar o corte dos Makilas e o desligamento de alguns sistemas, (conforme MANDA o manual) e nem, ao menos, a diminuição de giro dos rotores.

    Lá do fundo ela berrava igual uma louca que queria descer, como se tivesse alguma coisa que prestasse para resolver (e não era nenhuma emergência fisiológica: a atitude se repetiu noutra ocasião, do nada)…

    Ainda ali, um praça que desembarcou antes estendeu a mão para ampará-la e ela o esnobou. Em seguida, o balizador quase teve que ir puxá-la para ela não se dirigir para a parte de trás da aeronave e tomar uma hélice na ideia.

    Não olhava na cara de ninguém, em nenhum trajeto, ditava por onde queria sobrevoar, mas perto da época de (re)campanha passou a chamar a todos os militares pelo diminutivo (inclusive o sargento esnobado), forçando um "carinho" artificial.

    Gastos, sempre haverão. E abusos, de todos os tipos, como se o esquadrão VIP — ou qualquer unidade da FAB em missão análoga — fosse uma empresa de táxi aéreo, também.

Comments are closed.