Aeronave Embraer E195-E2 “Profit Hunter”.

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, ainda precisa de mais informações para avaliar a proposta de joint venture entre Boeing e Embraer, disse nesta terça-feira Marcus Moreira, diretor de investimentos do fundo de pensão.

Moreira afirmou que a Previ, que é acionista da Embraer, ainda precisa de mais detalhamento em relação à dívida e aos ativos que serão repassados à nova companhia criada.

Renato Proença, diretor de participações da Previ, disse que o mérito da fusão é positivo, principalmente diante da união entre Airbus e Bombardier. “Só estamos avaliando a estrutura.”

A Previ tem uma fatia de 3,9 por cento na Embraer. No entanto, de acordo com o estatuto da Embraer, os votos de acionistas brasileiros devem representar 60 por cento do total de votos, dando aos fundos seis vezes mais peso que aqueles dos investidores estrangeiros, reportou a Reuters em julho.

Alguns investidores minoritários reclamaram que o acordo de 4,75 bilhões de dólares dá efetivamente controle à Boeing da principal unidade geradora de lucro da Embraer sem a necessidade de ter de pagar um prêmio de 50 por cento estabelecido em cláusula de veneno no estatuto da empresa brasileira. Até o momento, os principais acionistas estrangeiros se mantiveram calados sobre a questão.


Fonte: Reuters

1 COMENTÁRIO

  1. Creio que pouco se pode comparar o acordo Bombardier/Airbus com o Embraer/Boeing. No primeiro sim visualiza-se uma joint venture e no segundo ocorre uma aquisição. Muito foi falado sobre o fortalecimento da empresa brasileira, mas os 80% absorvidos pela Boeing no novo negócio, bem como a história nos faz pensar que a Embraer está sendo 'engolida' literalmente. E esse processo todo nos faz pensar que a marca Embraer desaparecerá, é uma questão de tempo.