Uma base da Força Aérea Brasileira (FAB) deve ser instalada no Tocantins nos próximos anos.

Termo de compromisso foi assinado com a intenção de destinar terreno para sediar unidade. Comandante da FAB disse que região do Tocantins é ideal por ser o ponto geodésico do Brasil.

Uma base da Força Aérea Brasileira (FAB) deve ser instalada no Tocantins nos próximos anos. Na sexta-feira (14), foi assinado um termo com a intenção de destinar um terreno que sediará a unidade. A área que provavelmente será escolhida fica na região metropolitana de Palmas, no município Porto Nacional, às margens do Lago da Usina Hidrelétrica Luis Eduardo Magalhães.

Assinaram o protocolo o governador Mauro Carlesse (PHS), o comandante da aeronáutica, tenente-brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato e o superintendente do Patrimônio da União (SPU), Lúcio Alfenas.

O comandante da aeronáutica disse que o Tocantins é uma região estratégica, o que justifica a escolha do estado para sediar uma base da FAB. Em todo o Brasil há 12 unidades. “Esse termo assinado atende ao interesse estratégico da Força Aérea de colocar uma base nessa região, que é central, o ponto geodésico do Brasil. Então ela se adequa perfeitamente aos nossos planejamentos“.

Rossato explicou que quando a estrutura estiver montada, mais de mil militares devem atuar no local. “Injeta dinheiro na região porque são órgãos públicos, valoriza o pessoal que é formado aqui para trabalhar na nossa área, empregos de empresas que vão fornecer serviços, como o de alimentação. Estimula a juventude daqui a querer entrar na Força Aérea“.

Não foi informado sobre quando a estrutura da FAB começará a ser construída. O comandante disse que é um projeto a longo prazo e que o primeiro passo foi dado, que é garantir uma área.

O projeto de construir uma base no Tocantins é antigo. O capitão da reserva da Aeronáutica, Antônio Adriano Ribeiro, morador de Palmas, lembra que há três anos foi designado para articular, junto ao governo, a instalação da estrutura.

Quando a aeronáutica começou a sobrevoar áreas para definir um terreno, algumas regiões foram descartadas, segundo Ribeiro. “As áreas em cima da serra foram descartadas devido ao nevoeiro. A outra, entre o aeroporto e o setor Taquari em Palmas, também foi descartada devido ser uma região de população, o que prejudicaria na decolagem dos aviões“.

A base deve ser instalada num terreno plano, em uma área de no mínimo 1.500 hectares. “Precisa ser um terreno plano, não pode ter serra perto do local para evitar acidentes no pouso e decolagem. Outro item é que tem que ter uma reta no sentido norte-sul de pelo menos 3,5 km para fazer a pista que possa realizar os pousos de aviões supersônicos“, explica Ribeiro.

Durante o evento, o governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PHS), destacou que a vinda da FAB ao Tocantins proporcionará desenvolvimento. “A FAB se instalando vai proteger e olhar para o Tocantins. Vai dar oportunidade a muitos jovens, trazer emprego e desenvolvimento ao estado“.

Pelo protocolo de compromisso, compete à Superintendência de Patrimônio da União no Tocantins receber a área a ser doada pelo Governo do Tocantins livre de gravame e ocupações e transferir a área ao Comando da Aeronáutica. Este dará início aos estudos para implantação de uma Organização Militar, com a construção de edificações, aeródromo, casas e demais instalações.

O protocolo de compromisso terá a vigência de dois anos a partir de sua assinatura, podendo ser prorrogado por meio de um termo aditivo, desde que haja concordância das partes.


FONTE: G1 Tocantis

25 COMENTÁRIOS

  1. Podem construir essa base no meio do nada e inaugurá-la com pompa e circunstância — e daqui a 10 ou 15 anos, o "desenvolvimento" da região demonstrará o aparecimento de centenas ou milhares de casinhas em volta da pista que logo reclamarão do ruído e da falta de segurança que será o sobrevoo das aeronaves em baixa altitude… NUMA ÁREA MILITAR! 😀

  2. Caramba alguém pode me explicar qual a razão de montar uma base aérea no Tocantins que é ao lado de Goiás onde já tem a base de Anápolis não vejo sentido nisso agora só falta colocar uma base em cada estado pra deixar os governadores felizes pros militares gerarem empregos na região, ridículo este argumento, militar não gera emprego ele protege, seus meios é que podem gerar empregos e não precisam de militares nos estados onde são fabricados pra gerar emprego, chega desta conversa, chega das forças armadas serem cabides de empregos, queremos meios modernos, queremos ação (treinamentos com armamento real), ótima quantidade de munição e não meia dúzia que não equipa nem as aeronaves que temos se tiver que colocar tudo de uma só vez. Me desculpem mas achei esta conversinha cheia de desculpas esfarrapadas e com pouca (ou nenhuma) explicação que justifique uma base em cada estado sendo que são um ao lado do outro.

    • Levando em conta a autonomia do Gripen perna curta, até que se justifica lol
      Ironia a parte, os milicos descobriram que é melhor ser servidor administrativo que militar, o que é outra ironia pois eles não sabem administrar nadaaaa!

  3. …ponto geodésico do Brasil…
    Ok, confesso minha ignorância com relação à distribuição "ideal" de bases aéreas pelo território nacional, mas tendo uma base aérea em Anápolis com toda a infraestrutura necessária às mais diversas aeronaves operadas pela FAB, por que uma base a cerca de 800 km de distância mais ao norte??? Confesso que as explicações não são tão "esclarecedoras", pelo menos pra um simples entusiasta como eu.

  4. É muita besteira escrita nos comentários para um post só…
    Muitos "estrategistas" de internet dando seus vereditos definitivos.
    A FAB não é administrada por amadores entusiastas como vocês parecem acreditar.
    .
    Certamente a infraestrutura local já existente pesou/pesa muito na escolha do local.
    Uma capital ao lado para moradia dos militares e suas respectivas famílias.
    Pois somente a questão de maior proximidade com a região da calha norte/nordeste já seria bem atendida com a Base Aérea do Cachimbo, no sul do Pará. Mas esta está simplesmente no meio do nada, na região amazônica.
    Mas essa é apenas mais uma, entre as centenas de outras variáveis.
    A aguardar novas informações.