O DC-3 da Breitling iniciou sua volta ao mundo, que teve terminar em setembro desse ano. (Foto: Breitling)

Exatamente 77 anos após o seu primeiro voo, o DC-3 da Breitling deu início ao grande desafio, que deve conduzi-lo, de março a setembro de 2017, à volta ao mundo. Uma nova proeza para este avião lendário que marcou, para sempre, a história da aviação.

No dia 9 de março de 1940, o bimotor à hélices Douglas DC-3, que voa atualmente com as cores da Breitling, efetuava o seu voo inaugural nos Estados Unidos. Três dias depois, ele era entregue à companhia American Airlines. Operado pelo exército americano, de 1942 a 1944, ele foi posteriormente explorado por diversas companhias norte-americanas. Adquirido, em 2008, pelo piloto Francisco Agullo e por um grupo de amigos, com o apoio da Breitling, e, em seguida, restaurado, este veterano, em perfeito estado de voo, participa, desde então, de inúmeros shows aéreos, assim como em demonstrações organizadas pela marca.

Em 2017, a Breitling decidiu lançar o seu DC-3 “HB-IJR” numa grande volta ao mundo por etapas, pontuada de inúmeros eventos e participações em espetáculos aéreos. O ponto de partida deste “Breitling DC-3 World Tour” foi dado em Genebra, no dia 9 de março, numa conferência de imprensa.

Jean-Paul Girardin, vice -presidente da Breitling (no centro), e Francisco Agullo, idealizador do projeto (a direta de Jean), juntamente com a tripulação, apresentaram o DC-3 para imprensa antes de partir para volta ao mundo. (Foto: Breitling)
O novo relógio de edição limitada da marca, Navitimer Breitling DC-3 produzido para celebrar o histporico voo. (Foto: Breitling)

Francisco Agullo apresentou o projeto, assim como o programa. Jean-Paul Girardin, o vice-presidente da Breitling, destacou o papel da marca, nesta grande aventura, e desvendou a edição limitada do relógio Navitimer Breitling DC-3 (500 peças), que embarcou a bordo do avião, de modo a realizar, também ela, a volta ao mundo, e que será colocada à venda, em setembro, com um certificado assinado pelo comandante. Os pilotos usarão igualmente, ao longo da viagem, os exemplares deste cronógrafo de aviação, com uma gravura especial. Os participantes da conferência estiveram posteriormente presentes na pista do aeroporto de Genebra, onde puderam visitar o avião, antes de deixarem que a tripulação finalizasse os preparativos da decolagem.

Depois dos Balcãs, o Breitling DC-3 deve chegar no Médio Oriente, na Índia e, em seguida, o Sudeste Asiático, a China e o Japão, onde ele foi especialmente convidado a participar no “Friendship Day Air Show” de Iwakuni. Ele atravessará posteriormente o oceano, a fim de realizar uma grande volta pelos Estados Unidos, antes de regressar à Europa, passando pela Groenlândia e pela Islândia, e terminar a sua grande viagem em setembro, no Breitling Sion Airshow 2017, na Suíça.

Aos 77 anos, o Breitling DC-3 é o mais velho avião a empreender, deste modo, uma volta ao mundo e este novo título de glória virá juntar-se à já longa lista das suas proezas.

Ao organizar este Breitling DC-3 World Tour, a Breitling pretende partilhar novamente a sua paixão pela aeronáutica com um vasto público, sob todos os horizontes.

4 COMENTÁRIOS

  1. Caros editores, postei um comentário há algumas horas que falava da Basler que reconstroi o DC-3 e coloquei um link do Youtube c/ uma reportagem do programa Aviators, acho que devido ao link o comentário foi barrado e ainda não foi publicado. Favor verificar. Muito obrigado.

  2. Pois é, prezados!! Esta proeza bem que poderia estar sendo realizada pelo "nosso" PP-ANU, o mais antigo DC-3 inteiro de que se tem notícia (c/n 1545), caminhando já para os seus 81 anos!!

    Mas, acredito que logo também perderemos esta relíquia para algum colecionador; portanto, quem não foi vê-lo no Boulevard Laçador, é melhor correr antes que seja tarde…

    Para os plastimodelistas, a Italeri acabou de tirar "do forno" um kit comemorativo deste DC-3 da Breitling, na escala 1/72.

    Quanto ao relógio, os modelos desta marca são os melhores do universo da aviação; mas o preço é para quem pode e não para quem simplesmente quer…

  3. Um BT-67 acidentado na neve deu uma impressionante história, o velho DC-3 modernizado batizado como Lidia sofreu um acidente com danos a asa, motores, trem de pouso e nariz do avião com danos a cabine e instrumentos.
    Uma empresa canadense se propos a consertar o avião no local, não uma simples recuperada para retirar do local, mas o conserto completo no meio da neve, com troca dos motores, hélices, trem de pouso, rodas com troca de toda a dianteira do avião, nova cabine e os avionicos novos instalados por uma mulher.
    Ficaram acampados em barracas em volta do avião, um Il-76 fretado, além de outro BT-67 e um DHC-6 levaram o material, 44 dias depois Lidia voltava voando para o Canadá.
    Vale a pena ver este vídeo.
    https://m.youtube.com/watch?v=cn8OTFUBMrE