Um comitê búlgaro decidiu pela escolha do F-16V como novo caça.

No dia 21 de dezembro, um grupo de trabalho, criado para avaliar as propostas apresentadas para um novo avião de caça para a Força Aérea da Bulgária, escolheu, como declarado em seu relatório, o novo F-16V Block 70 da empresa americana Lockheed Martin.

“A aquisição de um novo caça polivalente como o F-16V Block 70 dos Estados Unidos, equipado com radar e armamento de última geração, melhorará significativamente as capacidades de combate da força aérea búlgara”, disse o ministro da Defesa, Krasimir Karakachanov, a repórteres.

Os Estados Unidos, a Suécia e a Itália entraram com propostas para fornecer à Bulgária oito aviões de caça destinados a substituir seus antigos MiG-29, projetados pela União Soviética, em um valor estimado em 1,8 bilhão de dólares (US$ 1,05 bilhão).

Na etapa final do procedimento de aquisição de um novo caça, a Lockheed Martin ofereceu o novo F-16, a Saab ofereceu o Gripen e a Itália o Eurofighter Typhoon.

A Bulgária pretende substituir seus MiG-29 pelos novos F-16V.

Por quase dois anos a escolha de um novo jato de combate foi adiada depois que o governo temporariamente selecionou no início de 2017 o Gripen sueco. No entanto, após as eleições estaduais, o novo governo de Boyko Borissov parou o procedimento e reiniciou o programa. Então, uma das principais razões para isso foi a suspeita de práticas corruptas da SAAB e da BAE Systems na Hungria e na República Tcheca.

Alguns dias atrás a Lockheed Martin admitiu que não seria capaz de entregar o primeiro lote de caças dentro de dois anos, como a Bulgária exige. Mas agora o Diretor de Desenvolvimento de Negócios Internacionais do Programa F-16 da Lockheed Martin, James Robinson disse aos repórteres que a empresa e o governo dos EUA reduzirão o custo e encurtarão o prazo de entrega em comparação com a oferta atual.

Por outro lado, o governo sueco apresentou uma nova proposta – não para 8, mas para 10 caças dentro do orçamento da Bulgária para o programa.

De acordo com informações não confirmadas, a oferta dos EUA é maior do que o orçamento do governo, bem como o método de pagamento. Isso pode ser superado em negociações diretas entre os governos. Melhorar o preço é real e possível, de acordo com o Ministério da Defesa da Bulgária.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse nesta semana que Washington se comprometeu a trabalhar com o governo búlgaro para adequar o escopo final do acordo a fim de atender às suas necessidades orçamentárias e operacionais.

Ao mesmo tempo, o grupo de trabalho comentou por que não escolheu o Gripen Sueco – “há uma ênfase em um avião equipado para Operação de Policiamento Aéreo. Para o resto do equipamento precisamos uma aeronave “multifuncional”, e a parte búlgara deve adquirir, ao abrigo de um contrato separado com um terceiro, as respectivas quantidades e licenças, cujo valor não está incluído na oferta total de preço.

O governo búlgaro terá que decidir sobre o relatório no próximo mês e até a aprovação do parlamento, Sofia pode iniciar negociações para o acordo, disse ele.

O projeto deve agora primeiro ser aprovado pelo Conselho de Ministros da República da Bulgária e as negociações intergovernamentais com os Estados Unidos devem estar concluídas. No final de todo o processo, o parlamento búlgaro deve ratificar o futuro acordo entre a Bulgária e os Estados Unidos.

A OTAN encorajou seus membros orientais a desenvolver, comprar e operar novos equipamentos feitos pelos países da aliança.

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17 COMENTÁRIOS

  1. ' A OTAN encorajou seus membros orientais a desenvolver, comprar e operar novos equipamentos feitos pelos países da aliança'.
    Isto diz tudo.

    • A situação é que esses países querem se livrar das velhas tralhas soviéticas comprando um espalhador de destroços de aviões russos. Aí compram o F-16…..

      Esses são os fatos Xings!

      • Normalmente, aliados compram armas de aliados.
        Assim, Bulgária compra armas americanas e Belarus compra armas russas.
        Países neutros podem comprar de ambos,.
        Apenas quando o equipamento é superior, um país consegue vender em maiores quantidades para países neutros ou para um aliado do inimigo.
        São os casos dos Sukhois e do S-400.
        O resto é conversa mole.

        • Enquanto a Bulgária compra um caça com score favorável de 74×0 Belarus se contenta com aviões que servem de alvo de tiro ao pato. Quem manda ser aliada da Rússia?

          Agora, a respeito dos Sukhois ele tem sido comprado a contagotas por “putênfias” do naipe de Angola e Uganda. E a lenda urbana de que a Arábia Saudita iria comprar o S-400 foi de vez para o vinagre pois Ryad assinou um cheque de US$ 15 bi para comprar o THAAD. Ah! E a Turquia gastou essa semana US$ 3.2 bi para comprar os Patriots, mandando outra suposta venda do SAM russo, aquele que não detecta os F-22 e os F-35 na Síria, para o saco….

          Esses são os fatos! O resto é conversa mole. Da Sput(pe)nik…,

        • E qual foi o aliado dos EUA que comprou Sukhois?

          E também se esquece que a Índia comprou Rafales e diversos equipamentos ocidentais mesmo sendo "aliada da Rússia". Equipamentos esses que veneram diretamente concorrências com produtos russos.

          Outra, a China só pode comprar dos russos porque existe um embargo de tecnologia militar contra ela

        • Em geral é verdade que cada país compra de seus aliados, mas isso não impede acordos intergovernamentais que possibilitem a compra de equipamentos de outros.

          Exemplo são os Mig-29m2 que o Egito comprou sem fazer uma concorrência direta com produtos ocidentais.

          Outro ponto é que a Índia (tradicional compradora dos russos) nos últimos anos comprou Apaches, Rafales, Chinooks, C-130, C-17, P-8 e selecionou o SH-60 Sea Hawk. Também fechou contrato para diversos sistemas e equipamentos israelenses.
          http://www.cavok.com.br/blog/india-solicita-compr

  2. A situação desse avião é a seguinte: Países de capacidade média, tipo a Espanha, já não compram, visto que suas prestações já são claramente inferiores a outras opções no mercado.
    Quem já tem os mais antigos, está se desfazendo.
    Quem tem em grandes quantidades tenta modernizar na medida do possível.
    De resto, é vender para Bulgária, Eslovênia e outros que tenham orçamento mais baixo.

    • E o que tem de errado?

      Como eu já expliquei, quem tem dinheiro compra caças de 5° geração, quem não tem compra os de 4°. Não tem problema nenhum.

      Tem concorrente do F-16 que não vende bem nem no país de origem.

      Não se preocupe a lockheed Martin está vendendo muito bem, não vai quebrar tão cedo.

    • Essas tentativas de desqualificar o F-16 não estão funcionando.

      Pode ter certeza que ele é muito superior aos JF-17 que os países (um ou dois) pobres e embargados compram. E tem um custo benefício bem melhor que os Mig-29M2 e Mig-35. Sem contar a bastante provável superioridade em eletrônica e radar.

    • A situação do F-16 é um score de 74×0 e países saídos do bloco soviético ansiosos para comprá-lo pois sabem por experiência própria que o avião sobrepuja os jatos russos, especialmente o Mig-29/35

      Aceite os fatos Xings

  3. Vida longa ao Viper. Não há dúvidas que a Bulgária estará bem servida.

  4. Pilotos e governo não ligam se a pista tem que esta limpa para o F-16 já que quem tem que limpar isso é o pessoal de terra. Comprar um aeronave dos Anos 80 é um erro para quem não tem caixa para comprar o F-35. USAF esta abandonando do F-16

  5. E o Gripen tomando na cabeça. A SAAB não consegue competir nem com o vetusto (porém respeitável) F-16 mas alardeia que seu avião pode competir com o F-35.

    O Typhoon também só consegue vendas no Oriente Médio, onde os petrodólares podem arcar com seus custos de compra e operação.

  6. Para os mais velhos (meu caso) que acompanham a trajetória dessa máquina excepcional, desde a concorrência do século- início dos anos 70- contra Mirage F1 e Saab Viggen, vencendo-os facilmente, depois anos 80, contra os "insuperáveis" Migs 29 os quais diziam , vários especialistas, colocariam a supremacia ocidental em cheque!!! O quê temos visto? O F-16 mais vivo que nunca, aposentando seus concorrentes, com um escore de combate só inferior a outro fantástico "velhinho" F-15! Um projeto que continua atual, que impõe sim muito respeito, e que o veremos ainda por muito tempo, pois com eletrônica no estado da arte, torna-se um oponente perigosíssimo!
    Desnecessário dizer, que era minha opção pra FAB, infelizmente , sou apenas um torcedor e não PTécnico.

  7. O desenvolvimento do F-16V é recente e a Lockheed colocou nele tudo de mais moderno, incluindo aí adventos do F-35, tornando o caça muito capaz, além.do apoio massivo do governo dos EUA.
    Também a pressão para que os países da Otan comprem equipamentos feitos por membros da Otan, o que é normal.
    Sobre as comparações com o Gripen, este é um caça que tem muito potencial de crescimento ainda, e já tem o Meteor integrado, algo que vai demorar com o F-16.
    Acho que o F-16V leva também na Índia.

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