180522 M ZX532 835 1 600x372 - Caça F-35B tem dano de US$ 2 milhões após colidir com pássaros no Japão
Caça F-35B do Grupo de Aeronaves dos Fuzileiros 12, decola da base de Iwakuni, no Japão, em foto meramente ilustrativa.

Aves podem ser um perigo para aeronaves civis e militares, causando milhões em danos a cada ano. Na terça-feira um caça F-35B do Grupo de Aeronaves dos Fuzileiros 12, 1ª Ala de Aeronaves dos Fuzileiros, destacado na base de Iwakuni, Japão, foi forçado a abortar uma decolagem após colidir com pássaros, segundo o Major Eric Flanagan, porta-voz da 1ª Ala.

A aeronave “taxiou com segurança na pista”, mas as avaliações iniciais indicaram que o caça stealth de alta tecnologia sofreu mais de 2 milhões de dólares em danos, tornando-se um acidente de Classe A, disse Flanagan.

O incidente está atualmente sob investigação e uma avaliação completa dos danos está em andamento.

No dia 17 de abril, um F-16 da Força Aérea com a 49ª Ala da Base Aérea Holloman, Novo México, atingiu um falcão durante um pouso rotineiro.

Primeiro relatado pela Task & Purpose, uma foto do incidente foi postada no site da amn/nco/snco da Força Aérea Americana – uma popular página do Facebook para aviadores e veteranos.

“Quando ocorre uma colisão com pássaros, os restos mortais são enviados para o Smithsonian, onde eles classificam a ave e determinam como ela foi atingida”, disse o segundo tenente Jasmine Manning em um comunicado enviado por email. “O pássaro na foto é um Falcão de Swanson.”

Manning acrescentou que a base “toma medidas para prevenir o maior número possível desses ataques, bem como qualquer obstrução que possa afetar uma decolagem ou pouso seguro das aeronaves”.

Em 2018, o USA Today informou que houve mais de 14.661 colisão de aves com aeronaves civis nos EUA – o que equivale a quase 40 incidentes com aves por dia.

A Associated Press informou que houve um esforço crescente para matar as aves nos aeroportos após o pouso “milagroso” de um avião pilotado pelo piloto da US Airways, Chesley “Sully” Sullenberger, em 2009, no rio Hudson, em Nova York.

Um bando de gansos foi culpado por apagar dois motores do A320 no voo 1549 da US Airways, de Sullenberger.

Desde o incidente, de acordo com uma matéria da AP de 2017, mais de 70 mil aves foram mortas nos três principais aeroportos de Nova York como parte de um programa de matança de pássaros.

Uma reportagem do Atlanta Journal-Constitution disse que o Aeroporto Internacional Atlanta Hartsfield-Jackson estava disposto a desembolsar entre US$ 50.900 e US$ 67.800 por ano para alguém disposto a ajudar a manter a vida selvagem longe do aeroporto.

A colisão dos pássaros no F-35B é o segundo acidente da Classe A em menos de uma semana.

Em 3 de maio, um F/A-18 Hornet do Corpo de Fuzileiros Navais, da Base Aérea de Mountain Home, em Idaho, fez um pouso de emergência devido a um incêndio no compartimento do motor.

Ninguém ficou ferido no incidente do F/A-18.

A Marinha classifica um fato de Classe A como um acidente, resultando em US$ 2 milhões ou mais em danos ou um incidente que resulta em morte ou incapacidade total.


Fonte: Marine Corps Times

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6 COMENTÁRIOS

  1. Um pouco de azar dos F-35 no Japão nesse início de operações.
    2 milhões em caça que já foi caro é de lascar.

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