A caça no céu do Brasil (Parte 3) (15)
A-1 AMX, FAB – Força Aérea Brasileira

Enquanto no exercício UNITAS caças F-5M e F-18 treinam em combates aéreos simulados, os A-1 da Força Aérea Brasileira (FAB) têm como foco cumprir sua missão de ataque a alvos no solo e no mar sem entrar no confronto aéreo. “O A-1 não tem como objetivo principal destruir uma aeronave. O objetivo é empregar o armamento com precisão em alvo específico na superfície”, afirma o Tenente-Coronel Roberto Martire Pires, comandante do Esquadrão Adelphi (1°/16° GAV).

Mesmo assim, no cenário desenvolvido para o treinamento de combate aéreo, os A-1 têm o papel de protagonistas: eles são os alvos dos F-18 da US Navy, e contam com a escolta dos F-5M da FAB. Em outros voos, os F-18 fazem as escolta e os F-5M fazem o papel da ameaça. Nos dois casos, essas aeronaves vão duelar entre si para tentar proteger ou atacar os A-1.

Esquadrilha de aeronaves AMX A-1 é reabastecida em voo por KC-130 Hércules durante a Operação Amazônia.
A-1 AMX / Foto: Sgt Batista – FAB

“Quando uma aeronave consegue ultrapassar a nossa defesa, a gente realiza manobras para evitar que a aeronave chegue ao alcance do seu armamento”, explica o Tenente-Coronel Martire. De acordo com a evolução tática, o piloto do A-1 altera a sua rota para se afastar da ameaça, e pode decidir até “abortar” o seu ataque. Outra tática é voar a baixa altura para dificultar a detecção pelos radares inimigos e o uso de mísseis.

Mas os caças de ataque à superfície também têm capacidade de auto-proteção. “A baixa altura, o A-1 tem um excelente desempenho no combate aéreo a curta distância”, afirma o Capitão Rodrigo Perdoná, também do Esquadrão Adelphi.

A-1 AMX / Foto: Bruno Batista
A-1 AMX / Foto: Bruno Batista

O Tenente-Coronel Martire lembra ainda que a versão modernizada, denominada A-1M, tem sistemas melhorados de auto-proteção e ajuda o piloto a ter uma visão mais clara do cenário tático. “O A-1, apesar de estar exclusivamente fazendo a missão de ataque, tem que ter a consciência situacional, ou seja, saber aquilo que está acontecendo no espaço aéreo ao redor”, conta.

Na primeira fase do exercício UNITAS, entre os dias 14 e 18, as missões aconteciam sobre o Oceano Atlântico, no litoral do Rio Grande do Sul. Na segunda fase, entre os dias 18 e 22, a área de operações está sobre o continente. Durante toda a UNITAS, os caças da FAB operam com o apoio dos aviões-radar E-99 e do avião-tanque KC-130 Hércules.

Assista ao vídeo com a aeronave A-1 realizando emprego armado:

divider 1FONTE: FAB

EDIÇÃO: Cavok

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40 COMENTÁRIOS

  1. A-1 com escolta/proteção de F-5… Que dureza! Se houvesse um combate qualquer, os pilotos brasileiros seriam heróis só de decolar.

  2. O F-15C consegue travar e disparar AiM-120 em quatro aviões diferentes ao mesmo tempo com o TWS, agora imagina um F-18 que é bem mais moderno? Só um F-18 derruba um esquadrão inteiro de F-5.. Ah mas é claro, não estamos falando de um combate real, é exercício, tudo simulado…

    • F-18 derruba nada… Vc se esqueceu do super hiper capacete das meninas superpoderosas?

      • Puts… desculpe LaMarca por ter esquecido desse detalhe! Não podemos esquecer do capacete das meninas superpoderosas, pronto! agora capacete da FAB ultra mega poderoso tem um apelido!!! Capacete da FAB+AiM-9B em uma asa= Nenhum avião tem chance em BVR.

  3. O principal problema do A1 depois da modernização é a fraca motorização.

    Depois da primeira manobra, perde energia e se complica.

    No meu mundo ideal, com os 4,5 bilhões por 36 Gripen E, compraríamos 80 Gripens C novos e usados. Em Anápolis se esperaria uma oportunidade como a do Typhoon Tranche 1 britânico ou até um caça de 5 na próxima década.

    O AMX viraria treinador, mantendo a capacidade de ataque como segunda linha.

    • Nem precisaria o Gripen C, em minha opinião, se a compra fosse de prateleira, dava pra comprar coisa melhor. Mas isso não é prioridade para a FAB. Todos sabemos qual é a prioridade deles…

    • Pelo que eu sei o AMX é excelente para tirar fotografias.

      Os karas saiam do Rio Grande do Sul para tirar fotos das estações ferroviárias (desativadas) no interior de SP.

  4. o A-1 é tipo um A-10 só que mais rápido e com asa alta, ele se encaixa quase que perfeitamente com um Su-25, só que monomotor, agora imagina o A-1 em combate ar-ar? Se duvidar os A-1 são melhores que o F-5 em combate aproximado. Coitado dos pilotos do A-1 que vão ser escoltados por F-5!! Ultimamente eu tenho criticado bastante a FAB, não que ela desmereça isso, mas não da para ficar calado vendo isso..

    Como o zeabelardo falou, os A-1 deveriam ser aviões para treinamento, seria ótimo para essa tarefa. E os F-5 deveriam estar nos museus para observação apenas, como relíquia histórica. Sabe aqueles ossos de dinossauros? então..

    Não leve a sério meu humor.. apenas brincando.

  5. O A-1 realmente é bem manobrável. Mas possue uma turbina voltada para a economia de combustível para valorizar o alcance. Isso faz com que o A-1 perca rapidamente a energia durante o combate aéreo aproximado. Se não me engano, ouve uma discussão para a troca da turbina durante a modernização, mas não foi adiante. Lembro que naRevista Força Aérea dizia, que o A-1 tinha energia para apenas 3 puchadas fortes em combate, depois ficava manco.

  6. Muito bom o novo layout de CAVOK. PARABENS ao presidente e todo o corpo diretivo (rsrs)!!!!

    Sou fan (perdao, meu teclado nao tem til) de vcs a muito e fico feliz qdo posso contribuir com o site.

    Belo trabalho, sempre atualizado e responsavel e agora com um visual novo.

    Abraços

  7. Em baixa altitude e velocidade, com certeza o A-1 se daria melhor do que o F-5 em combate aproximado. O F-5 começa a se peidar abaixo dos 250 kts já.. tendo que usar flap 60% pra não perder muito a sustentação do ar. 220 kts ele ja apita pra baixar o trem de pouso. Velocidade de entrada pro pilofe 300 kts e baixando trem de pouso e flap aos 240 pra baixar flap full nos 165 kts na final. O A-1 ja aguenta muito mais em baixa velocidade justamente por ter asas maiores e mais altas tb. Podem notar que o F-5 usa o Drag Chute na maioria das vezes que pousa, porque ele pousa muito rápido e só pode usar o freio nele abaixo dos 120 kts.

    • O F-5EM mal voa…
      Até agora, só vi uma foto do F-5EM voando sem tanque externo… Deve ter voado só até a esquina.

  8. Caramba, eu não queria estar em um país onde o comandante ou pilotos da força aérea fossem como o pessoal que comenta aqui.
    Estão com vergonha porque o Brasil está com F5 ao lado dos SH?
    Então, pelo que eu entendi, fica todo mundo no chão se escondendo para não pagar mico.
    Certo, certo

    • Suas palavras são bonitas, mas em termos práticos, num combate real, mandar F-5 combater F-18 é sentenciar o piloto à morte. Se você acha que isso é motivo de orgulho, parabéns!

      Agora se o Estado, enquanto nação, não provê equipamentos adequados, não somos nós que vamos ficar aqui simplesmente torcendo e fingindo que isso é só um detalhe. A verdade é que a capacidade de combate da FAB é uma piada, e só não não enxerga isso quem não quer.

      Simples assim!

      • E LaMarca, temo que a FAB continuará nesta "vidinha" mesmo com o NG… será que virão mísseis melhores? AMRAM? Meteor eu já acho brabo… ou vamos ficar com o Derby e o fuderoso sul-africano a-darter?… pelo menos o AIM-9M, último bloco e o AIM120C7…

        • Pelo menos que o Super Flea seja bem armado, Chicão! Se a FAB mantiver sua tradição, entretanto…

    • O F-5EM não tem a menor chance em BVR contra o F-18SH e seu radar APG-79. Como o La Marca disse. É sentenciar a morte. Infelizmente. Fora o armamento. Tu acha que o Brasil tem armamento ? Tu acha que tem míssil sobrando ? .. Melhor deixar no chão as aeronaves. Estou sendo o mais sincero possível. Isso se uma potencia militar invadisse o Brasil. Esse CVN George Washington se quiser fecha o Espaço Aéreo Brasileiro.

      • O problema, Ed, é que as pessoas gostam de brincar de "faz de conta", e ainda fazem isso com discursos apaixonados, orgulhosos de uma virtude que só existe em suas imaginações férteis.
        É claro, a FAB tem suas qualidades, e um delas são os pilotos. Ainda assim, não é por isso que deve-se fechar os olhos e ser orgulhoso de uma estrutura em ruínas. E não é só a FAB. As Forças Armadas brasileiras estão em situação de penosidade. Grande parte da culpa é do Estado, cujos governantes não tem feito grande coisa, apesar das promessas. Mas eu também não isento os Comandantes Militares, que ficam passivamente "vendo a banda passar" e não tem a menor iniciativa de que sejam promovidas reformas institucionais em suas corporações. Tem gente demais nas FA brasileiras. Benefícios demais sendo pagos. Enquanto não se "colocar o dedo nessa ferida" a coisa não vai melhorar.

  9. O pessoal fala mau do AMX mas adora falar bem de M-346, yak-130, BAE hawk… Vai entender…

    O que deve ser criticado na minha opinião não é a aeronave em si, mas sim como a FAB o usa… Se a FAB tivesse uma primeira linha de respeito, não haveria nem tanta necessidade do A-1 ter capacidade ar-ar, por exemplo.

    Não podemos nos esquecer que ao criticar nossas aeronaves devemos nos lembrar que há outros operadores das mesmas… Há outros operadores de F-5, a Itália opera o AMX, há operadores de ST… A diferença é que os operadores de F-5 não os usam como principal vetor, a Itália possui uma senhora estrutura aérea para cobrir os AMX, e os ST lá fora são usados mais para treinamento…

    Se a aeronave não cumpre bem a um papel em específico, o problema não é dela, a culpa é da incompetência de quem acha que ela deveria cumprir.

    • Regi5,

      Faço apenas uma ressalva quanto ao Super Tucano. Digamos que empregar a aeronave para treinamento é um desperdício de recursos. Apesar do A-29 também servir a esse propósito, ele é basicamente um vetor de ataque. Com exceção do Chile, que o emprega apenas como treinador intermediário, eu realmente desconheço outro operador que use a aeronave apenas para esta finalidade. Desta forma, inclusive, o A-29 se torna caro, haja vista existem opções atrativas no mercado, e que chegam a custar bem menos.

      A maioria absoluta dos operadores do Super Tucano o emprega em missões de contra-insurgência, como vetor de ataque leve, e vigilância. Na FAB ele é empregado até como interceptador de aeronaves de pequeno porte, fazendo uso apenas seu armamento orgânico (metralhadora .50). Já que é interceptador, se a FAB também empregasse mísseis ar-ar, a coisa mudava bastante de figura. Mas aí tem o bla-bla-bla da Lei do Abate.

      Sds!

    • Agente fala mal do AMX e bem do M-346 e companhia por que eles são LIFT e cumprem seu trabalho como deveriam .Já o AMX tem numeros de um LIFT mas não devia ser um LIFT , devia ser um avião de ataque dedicado , e acontece que hoje temos LIFTS de verdade que são superiores e mais baratos que o nosso malfadado AMX

      • Mas calma lá… O A-1M é um excelente vetor com uma boa capacidade de Ar-terra, mas precisa de algumas melhorias…
        Aumento de potência, motor mais econômico, maior payload, sensores e um "recheio" eletrônico maior… Essa é minha opinião!
        🙂

        • O grande defeito do A-1 é o fato dele não ter sido desenvolvido de forma adequada, mas isso é um problema do Brasil, da FAB. Tivessem realizado o que estava originalmente planejado, o papo seria bem diferente.

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