F-101_Genie AIR-2_canadáA chamada Série Century de caças a jato abrangeu seis modelos operados pela USAF com as designações militares de F-100 a F-106.

XF-88
XF-88

Eles se destacaram durante os Anos 50 e 60. Embora sua designação indique que se trata do segundo caça da série “Century”, o desenvolvimento do F-101 Voodoo remonta ao verão de 1946, quando a empresa McDonnell começou a trabalhar num caça de penetração estratégica para escolta de bombardeiros do SAC (Strategic Air Command – Comando Aéreo Estratégico). Então conhecido como “XF-88”, o protótipo fez seu primeiro voo em outubro de 1948. O projeto inicial, cancelado em 1950, ressurgiu no ano seguinte, com o pseudônimo de “F-101”.

Permanecia a intenção de fazer com que ele atuasse como caça estratégico, e o SAC encomendou 29 aparelhos em maio de 1953. Mas logo se desinteressou da encomenda e a cancelou em fins de setembro de 1954. Foi quando o TAC (Tactical Air Command – Comando Aéreo Tático) começou a mostrar interesse no projeto. O primeiro F-101A, em fase de pré-produção, voou em 29 de setembro de 1954. Os primeiros voos, contudo, revelaram muitas deficiências, inclusive a tendência para mergulhar e entrar em parafuso descontrolado.

F-101 #2F-101 #6Os esforços para corrigir essas falhas tiveram o resultado desejado, mas o F-101A só entrou em serviço em maio de 1957, no 27.° Regimento de Caças-Bombardeiros da base aérea de Bergstrom. Depois, o F-101A e o basicamente idêntico F-101C entraram no 81.° Regimento de Caças Táticos da Força Aérea americana, permanecendo em serviço até 1965. Nesse ano, os remanescentes sofreram modificações para executar ações de reconhecimento, com as designações de “RF-101G” e de “RF-101H”, passando a servir a Guarda Aérea Nacional.

Além dos modelos com função de caça-bombardeiro, fabricaram-se também, desde o início, modelos com função de reconhecimento. Aos RF-101 A, em número de 35, seguiram-se 166 RF-101C. Essas duas variantes tiveram uma longa carreira, cumprindo missões de combate no Vietnã. A estrutura do RF-101 assemelhava-se à dos caça-bombardeiros mais antigos, exceto pelo nariz modificado para alojar um conjunto de câmaras fotográficas.

Ao todo foram construídos 480 interceptadores F-101B. Na foto acima, operando com o AIR-2A Genie. (Foto: warbirdregistry.org)
Ao todo foram construídos 480 interceptadores F-101B. Na foto acima, operando com o AIR-2A Genie. (Foto: Warbird Registry)

F-101_Genie AIR-2A versão do Voodoo, fabricada em maior número — o interceptador biplace F-101B —, fez seu primeiro voo em março de 1967. A quantidade de aparelhos fabricados para o Comando de Defesa Aérea chegou a 480, embora tenha havido a transferência de 66 deles para a Força Aérea canadense. Os F-101 foram retirados da frota operacional da Força Aérea americana no início dos anos 70.

F-101 #4
A imagem dá a real dimensão do tamanho do caça
O RF-101C foi um dos primeiros aviões a jato a seguir para o Vietnã e o único modelo do Voodoo a lutar naquele conflito. Constituíam as mais importantes plataformas de reconhecimento da USAF. (Foto: xf90.com)
O RF-101C foi um dos primeiros aviões a jato a seguir para o Vietnã e o único modelo do Voodoo a lutar naquele conflito. Constituíam as mais importantes plataformas de reconhecimento da USAF.

 

F-101 #1McDonnell F-101B Voodoo

Tipo: Interceptador biplace para qualquer tempo.

Propulsão: Dois turbojatos Pratt & Whitney J57-P-55, com 5.439 kg de empuxo seco cada e 6.799 kg de empuxo com pós-queimadores.

Desempenho: Velocidade máxima 1.963 km/h a 12.190 m; razão inicial de subida, 5.180 m/min; teto de serviço, 15.545 m; alcance máximo, 2.495 km.

Pesos: Vazio, 13.141 kg; com carga normal, 18.099 kg; máximo de decolagem, 23.462 kg, em missão de interceptação de área.

Dimensões: Envergadura, 12,09 m; comprimento, 20,55 m; altura, 5,49 m; área alar, 34,19 m2.

Armamento: Dois foguetes ar-ar não guiados AIR-2A com ogiva nuclear e dois mísseis AIM-4C orientados por infravermelho.

F-101 #5FONTE: Máquinas de Guerra, #35; Caças A Jato, Michael Taylor

Edição: Cavok


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17 COMENTÁRIOS

  1. Podemos ver que o próximomcaça da McDonnell Douglas, o F-4 Phanton seguiu algumas lihas do desenho do Voodoo.
    Parabéns Giordani pelas ótimas publicações.

    • Obrigado! Não só o F-4 tem suas origens no XF-88, F-101, F-3 e F-4H, mas reparem bem na espessura das asas do Voodoo…não lembra um outro avião?

      • Caro GIORDANI,

        Parabéns mesmo, bela série de matérias sobre estes caças históricos. 🙂

        Com relação ao Voodoo, é impressionante como é fácil reconhecer as linhagem desses caças da casa "Mcdonnell".

        []'s

      • É verdade, nessa época se utilizavam várias soluções aerodinâmicas que se mostraram eficientes em projetos posteriores. Uma boa opção para não se aumentar os custos dos projetos a níveis estratosféricos, como vemos hoje em dia.

  2. Muito legal essa serie de reportagens, estou ansioso para chegar no F-106.

  3. Tbm te parabenizo pela matéria, Giordani, muito bom mesmo.

    Acho esse caça muito bonito mesmo, e além de parecido como o Phantom, me lembra um pouco o perfil do B-1 Lancer.

    • Obrigado! Fico feliz em poder dividir com os amigos a verdadeira essência da Aviação, a riqueza da história. Penso que só assim poderemos entender o real significado do nome Aviação nos dias de hoje. O Su-27, o F-22 e o F-35 não surgiram do nada. Não surgiram de uma reunião de bar. Até chegar neles, um longo caminho foi percorrido. Acertos e Erros. O Conhecimento, definitivamente, é empírico!
      Abs!

    • Ficou "obsoleto". Durante os anos 50 e 60, a tecnologia aeronáutica era como a informática nos dias atuais. Um produto lançado em Janeiro já estará desatualizado em Agosto…assim era. O Voodoo nasceu dedicado para uma função e acabou "atropelado" pela tecnologia. Naquela época era muito comum isso. Gosto de usar o exemplo do F-11 Tiger (pra mim ele era um F-5 naval!). Quando ficou pronto, não tinha mais uso, e mesmo assim a USN comprou 200 aparelhos, porém nunca instalou um radar e nunca os usou na linha de frente, tendo o F-11 o ponto máximo da carreira com os Blue Angels…

  4. Parabéns pelo artigo, Giordani. Continue assim!

    A segunda foto é bastante interessante… Mostra o IRST logo a frente do cockpit. Curioso que os alguns caças dessa época já o possuíam…

  5. boa materia Giordani!!! pemite uma sugestão, uma materia sobre os aparelhos especialistas, os interceptores. apesar de que tivemos essa semana sobre o MIG-31 e aquele outro grandalhão russo!

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