Um F-105F empenhado em uma missão de combate de dupla função, com carga de bombas e misseis anti-radar Shrike pintados de branco. (Foto: warbirdphotos)
Um F-105F empenhado em uma missão de combate de dupla função, com carga de bombas e misseis anti-radar Shrike pintados de branco. (Foto: warbirdphotos)

A chamada Série Century de caças a jato abrangeu seis modelos operados pela USAF com as designações militares de F-100 a F-106. Eles se destacaram durante os Anos 50 e 60.

F-105 #11O Republic F-105 Thunderchief pode ser considerado o melhor da série “Century”, devido a seu ótimo desempenho no Sudeste Asiático. No início de sua carreira, no entanto, passou por grandes problemas. Como o F-102, sofreu inúmeras modificações no projeto para tirar partido da “regra de área” resultando num desempenho que superou em muito as expectativas. Essas melhorias tiveram um valor inestimável para os pilotos que o utilizaram em combate.

O F-105 surgiu para suceder o excelente Republic F-84 Thunderstreak e conquistou um contrato de desenvolvimento em 1954, para servir em ações de ataque nuclear. Como o motor J75 previsto não se encontrasse disponível, o protótipo YF-105A começou os vôos experimentais com o J57-P-25 e só em maio de 1956 a aeronave com a combinação definitiva motor/estrutura voou pela primeira vez. Essa experiência quase terminou em desastre, pois o trem de pouso não baixou e o piloto de provas Hank Beaird teve de pousar no leito seco de um lago em Edwards, na Califórnia.

Os F-105s começaram a efetuar ataques no Vietnã no início de 1965. (Foto: uploadimage)
Os F-105s começaram a efetuar ataques no Vietnã no início de 1965. (Foto: uploadimage)
Bombardeio perto de Khe Sanh orientado por operadores de solo equipados de radar. (Foto: ausairpower)
Bombardeio perto de Khe Sanh orientado por operadores de solo equipados de radar. (Foto: ausairpower)

F-105 #10Depois de devidamente testada, a variante F-105B começou a entrar em serviço com a 335ª Esquadrilha de Caças Táticos em agosto de 1958, mas esse início de carreira foi interrompido por ser um modelo de pouco uso e apresentar uma grande quantidade de problemas, quase sempre relacionados com o sofisticado sistema de controle de fogo. O número de F-105B fabricados não passou de 75. Em 1958, fabricou-se o modelo mais avançado, o F-105D, que se tornou a variante definitiva, chegando a atingir 610 unidades fabricadas em janeiro de 1964, apenas alguns meses antes de a série entrar em atividade no Vietnã.

Dos mais de 800 Thunderchiefs produzidos, metade foi perdida no Vietnã

Muito embora se tenha tentado produzir um modelo biplace para treinamento na década de 50, a ideia só se concretizou com o surgimento do modelo F-105F. Fabricaram-se 143 unidades para atender a uma encomenda feita inicialmente para aviões F-105D monoplace.

Dramática imagem aonde um F-105 manobra para escapar de um SA-2. (Foto: vaq136)
Dramática imagem aonde um F-105 manobra para escapar de um SA-2. (Foto: vaq136)

Extremamente funcional, o F-105F também participou de combates e forneceu as bases para a introdução do sistema “Wild Weasel“, de ataque às bases lançadoras de mísseis superfície-ar. Vários modelos especiais de F-105F atuaram nessa arriscada tarefa por muito tempo, na Guerra do Vietnã. Mais tarde, sessenta deles receberam um sistema de interferência eletrônica, além de outros equipamentos, passando a ter a designação F-105G.

Imagem clássica. A camera automatica de um F-105 pilotado pelo Major Ralph Kuster Jr, registra o momento em que o canhão M61A1 “cospe chumbo” sobree um MiG-17 da VNAF. O abate se de em 5 de junho de 1967. (Foto: U.S. Air Force photo)
Imagem clássica. A câmera automática de um F-105 pilotado pelo Major Ralph Kuster Jr, registra o momento em que o canhão M61A1 “cospe chumbo” sobre um MiG-17 da VNAF. O abate se deu em 5 de junho de 1967. (Foto: U.S. Air Force photo)
Apesar do seu enorme tamanho e "pouca" manobrilidade, o Thunderchief foi usado pelos Thunderbirds, porém, após seis demonstrações, houve um acidente e o aparelho foi substituido pelo F-100. (Foto: militaryitems)
Apesar do seu enorme tamanho e “pouca” manobrilidade, o Thunderchief foi usado pelos Thunderbirds, porém, após seis demonstrações, houve um acidente e o aparelho foi substituído pelo F-100. (Foto: militaryitems)

Depois de uma carreira que chegou ao fim em fevereiro de 1984, após 25 anos de serviço, os últimos Thunderchief em condições de voo finalmente saíram de operação.

F-105 #13Republic F-105D Thunderchief

Tipo: Caça de ataque monoplace.

Prupulsão: Um turbojato Pratt & Whitney J75-P-19W de 7.802 kg de empuxo seco e de 11.113kg pós-queimadores (podia chegara 12.020kg durante 60s com o uso de injeção de água).

Desempenho: Velocidade máxima, 2.237 km/h a 10.970 m; Razão inicial de subida (limpo), 10.485 m/min; Teto de serviço, 15.850 m; Raio tático, 1.480 km com dois mísseis Bullpup e três tanques alijáveis, Alcance, 3.845 km.

Pesos: Vazio, 12.701 kg; Com carga normal (limpo), 17.252 kg; Máximo de decolagem, 23.835 kg.

F-105 #8Dimensões: Envergadura, 10,65 m; Comprimento, 19,51 m; Altura, 5,99 m; Área alar, 35,77 m².

Armamento: Um canhão M61A1 Vulcan de 20 mm, mais 5.443 kg de carga externa, incluindo mísseis ar-ar Sidewinder, mísseis ar-superficie AGM-12 Bullpup, bombas convencionais, napalm e foguetes.

F-105 #3FONTE: Máquinas de Guerra #35; Guerra Aérea no Vietnã, Vol. II

Edição: CAVOK


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16 COMENTÁRIOS

  1. Metade de todos os F-105 Construídos foi perdida em combate no Vietnã, a imensa maioria deles para a AAA e os SA-2 embora alguns tenham sido abatidos pelos Migs. Entretanto, ele tinha uma vantagem capital ante às primeiras versões do F-4 Phantom II: o seu Vulcan M-61A1. Em determinado período da guerra, enquanto os F-4C abateram apenas 4 Migs com mísseis, os Thuds abateram 10 Migs a tiros de canhão.

  2. Eu não tenho os dados a mão agora, mas sei que dos oitocentos e poucos Thud construídos, metade foi perdida no Vietnã. O Thud era bom, seus ataques devastadores, mas foi outra vítima da politicagem de Washington. O F-105 foi deixado a própria sorte…

  3. O F-105 — que deveria ser A-105…

    Essa 6ª imagem, bem próxima, do MiG-17, me lembrou uma agonia que vi em vários vídeos de dogfight às 6 horas do bandido: ao “pregar fogo” no alvo e acertar, mesmo não havendo explosão, é evidente e nítido o reflexo “desesperado” (em termos) do piloto atirador para desviar daquele “freio de mão puxado” pelo atingido — a perda de energia e do controle.

    A rajada em cheio faz esse inimigo próximo ficar, em voo e instantaneamente, bem no meio do caminho de alguns (e de “asas abertas”) para um possível choque…

  4. Os F-105 tiveram no ZSU-23/4 o seu grane inimigo… Também os Guideline (SA-2).
    Os MiG-17 foram outro grande inimigo…
    😉

  5. Os F-105 tiveram no ZSU-23/4 o seu grande inimigo… Também os Guideline (SA-2).
    Os MiG-17 foram outro gigante inimigo…
    😉

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