Um caça Eurofighter Typhoon da Força Aérea Italiana interceptando o Boeing 737 da TUI Fly que sobrevoava Montenegro, após perder contato rádio.

Dois caças Eurofighter da 36ª Ala da Força Aérea Italiana, no serviço de alerta da OTAN, voaram na manhã de terça-feira (09/04) a partir da base aérea de Gioia del Colle (BA) para interceptar um avião Boeing 737 da companhia aérea alemã TUI Fly sobrevoando os céus de Montenegro, com destino a Hurghada (Egito), o qual perdeu contato por rádio com agências de controle de tráfego aéreo (ATC).

A ordem de decolagem imediata foi dada pelo CAOC (Centro de Operação Aérea Combinada) de Torrejón, na Espanha, um órgão da OTAN responsável pela área, em coordenação com o Comando de Operações Aéreas de Poggio Renatico (COA) e os órgãos das Forças Armadas nomeados para supervisionar o espaço aéreo nacional e da OTAN.

A equipe que guiou o caça, do 22º Grupo Radar de Licola, forneceu aos pilotos do Eurofighter em voo as informações necessárias para interceptar a aeronave que estava prestes a entrar no espaço aéreo do Montenegro e da Albânia, países da Aliança Atlântica cuja defesa aérea é assegurada diariamente pela Itália, com os ativos operacionais da Itália e da Grécia.

Uma vez na área em questão, os dois caças interceptadores identificaram a aeronave civil para através da Identificação Visual Planejada e, uma vez restaurada a comunicação de rádio, os caças retornou à base.

O complexo sistema de defesa através do qual a Força Aérea Italiana garante a vigilância do espaço aéreo nacional sem interrupção está integrado, mesmo em tempo de paz, com o dos outros países pertencentes à OTAN.

A cadeia de alerta para este tipo de evento e para violações do espaço aéreo prevê, de fato, que a ordem de intervenção imediata dos caças seja dada pelo CAOC (Centro de Operação Aérea Combinada) de Torrejon (Espanha), o organismo da NATO responsável pelo serviço de vigilância do espaço aéreo na área, cujo homólogo italiano é o Centro de Operações Aéreas Poggio Renatico.

Há três esquadrões equipadas com ativos Eurofighter, que a Força Aérea Italiana usa para o serviço de Defesa Aérea: o 4º Stormo de Grosseto, a 36ª Ala de Gioia del Colle e a 37ª Ala de Trapani, que por sua vez alimentam , de acordo com a necessidade, também uma célula temporária na base do 51ª Stormo de Istrana. 

O 11º Gruppo D.A.M.I. (Integrated Missile Air Defense) de Poggio Renatico (FE) e do 22º Grupo Radar de Licola (NA) têm a tarefa de orientar as estruturas de Defesa Aérea, fornecendo as informações necessárias para interceptar potenciais ameaças aéreas. A atividade de monitoramento do espaço aéreo é realizada por pessoal especializado e treinado, de posse da qualificação de Controlador de Vigilância ou Controlador de Interceptação.

Em 2017, com a entrada na Aliança Atlântica Montenegrina, o espaço aéreo daquele país tornou-se parte integrante do espaço euro-atlântico e, como tal, foi incluído no sistema de defesa antimísseis e de defesa antiaérea da OTAN. Este sistema inclui também a atividade de Policiamento Aéreo, que consiste em vigilância aérea contínua destinada a garantir a integridade e a segurança do espaço aéreo da OTAN. Tal como outros países da Aliança Atlântica (Eslovénia, Albânia, Repúblicas Bálticas, Islândia), Montenegro não dispõe de uma força aérea capaz de assegurar a vigilância do seu espaço aéreo e solicitou, por conseguinte, a intervenção da OTAN.

A Itália garante o apoio graças ao uso de 2 aeronaves Eurofighter que estarão em prontidão operacional de suas bases de afiliação, prontas para intervir “em caso de necessidade”.

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3 COMENTÁRIOS

    • Pensei a mesma coisa, mas é um opcional ao B737, onde a GOL Linhas Aéreas implementou também a nova Split Scimitar™ Winglet em 15 aviões da frota para melhorar o desempenho e performance destes aviões que fazem, principalmente, rotas mais longas, como as internacionais. Daí, ficam parecidos com o MAX e podem até assustar aos passageiros mais desavisados.

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