Um F-22 Raptor acompanha em voo um Tu-95 russo, próximo ao Alasca, em foto de arquivo. (Foto: USAF)

Um par de caças furtivos F-22 Raptor da Força Aérea dos EUA interceptou dois bombardeiros russos Tu-95 com capacidade nuclear na sexta-feira de manhã na costa do Alasca, disse um porta-voz do NORAD (Comando de Defesa Aeorospacial da América do Norte).

A aproximação das duas aeronaves russas Tupolev Tu-95 “Bear” marcou a primeira vez em pouco mais de um ano que os bombardeiros russos voaram tão perto do território norte-americano.

Dois oficiais de defesa consultados pela Fox News disseram que os bombardeiros russos chegaram a 90 km da costa oeste do Alasca. Os funcionários pediram anonimato porque não estavam autorizados a discutir sobre a interceptação.

“As aeronaves russas Tupolev Tu-95 foram escoltadas durante 40 minutos pelos F-22 em uma parte da rota”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, Igor Konashenkov.

De acordo com Konashenkov, as tripulações das aeronaves russas cumpriram plenamente suas missões de patrulhamento aéreo, regularmente realizadas nas águas neutras do Ártico, do Atlântico, do Mar Negro e do Pacífico.

Os bombardeiros entraram em uma zona de identificação de defesa aérea dos Estados Unidos (ADIZ), definida como um espaço aéreo que se estende a aproximadamente 200 milhas da costa do país, embora composto principalmente de espaço aéreo internacional.

Os F-22 monitoraram a aeronave russa até os bombardeiros deixarem a ADIZ ao longo das Ilhas Aleutas, indo para o oeste. Em nenhum momento os bombardeiros entraram no espaço aéreo soberano norte-americano, disse o porta-voz do NORAD, major das forças armadas canadense Andrew Hennessey.

Os bombardeiros russos da época da Guerra Fria, que datam da década de 1950, foram interceptados pelos caças F-22 da Força Aérea dos Estados Unidos por volta das 10h da manhã.

A interceptação foi relatada pela primeira vez pelo Washington Free Beacon.

No início deste mês, um caça russo voou muito próximo de um avião de reconhecimento da Marinha dos EUA no Mar Báltico. O jato russo Sukhoi Su-27 chegou a 6 metros do P-8 Poseidon americano no espaço aéreo internacional.

A última vez que os bombardeiros russos voaram tão perto do Alasca foi em 3 de maio de 2017, disseram autoridades.

Separadamente, o sábado marca o 60º aniversário da fundação do NORAD, o comando que monitora toda a atividade aérea que emana dentro e fora do espaço aéreo norte-americano.


Fonte: FOX News – Edição: Cavok

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11 COMENTÁRIOS

  1. Que interceptação que nada, o Comandante da Aeronave perguntou a tripulação se eles já viram um F-22 voando sem ser pelo YouTube, então foi mostrar para seu comandados como é um F-22 voando de verdade, obvio que não puderam ouvir o som do F-22 devido aos motores nada silenciosos do grande urso.

  2. Este monstrengo dinossáurico oferece a grande vantagem de poder ser facilmente derrubado a bala, poupando os Sidewinders e AIM-120.

    • Se fosse o Boeing B-52 Stratofortress, falaria que era um dinossauro ou exaltaria ele?

      • Diria que é o mais bem sucedido projeto de bombardeiro já feito, operando até 2050, um século de operaçoes mesmo com a USAF contando com o B-2 e em breve o B-21, realmente tem que ser exaltado.

        • Não sei se vc sabe, mas o TU95 também é da década de 50 ..e os Russos não tem planos de tira Los de atividade…pois se eu não me engano o primeiro modernizado voou no início deste mês…

          Então dizer que o B52 e o mais bem sucedido bombardeio já feito ..e meio precoce….

          • A grande maioria dos Tu-95 em operação na Russia não de modelos construidos na decade de 80 e 90.

          • A diferença amigo é que a USAF possui o mais moderno e único bombardeiro Stealth do mundo, e está prestes a lançar o segundo, e manterá o B-52 por suas qualidades, enquanto os russos têm que manter seus velhos projetos porque nao tem nada além disso. E com este corte de 20% no orçamento militar russo enquanto o dos EUA sö aumenta…..Putin já destacou um ministro para tentar fingir uma reaproximaçao com o ocidente…

  3. Os F-101 Voodoo já faziam isso, mais de meio século atrás.

    • Como eles nao sabem quanto tempo o urso vai ficar nas redondezas eles saem com o maximo de combustivel possivel afinal eles tem que ficar com ele o tempo todo até que ele resolva ir embora. Agora em relação a distancia nao e tão longa assim , eles estao baseados em Elmendorf

  4. Muitos pensam que os EUA e a Rússia são longe, se vc consultar no Google vai dizer que a distancia é de 8.000 km, mas na verdade o que separa s EUA(Alasca) e a Rússia é o Estreito de Bering com só 82 km, por isso é mais comum do que se possa imaginar encontro de aviões russos e americanos.

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