Um caça F-22 é reabastecido em voo por um KC-10 Extender do 908º Esquadrão Expedicionário de Reabastecimento Aéreo, da Base Aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, no dia 19 de novembro de 2017. (Foto: U.S. Air Force / Tech. Sgt. Gregory Brook)

As forças dos EUA e do Afeganistão realizaram uma série de ataques nas últimas 24 horas contra laboratórios de drogas do Talibã, visando atacar os fluxos de receita dos terroristas, de acordo com a missão Resolute Support e com o comandante das Forças dos EUA no Afeganistão. No ataque foram usados caças F-22 Raptor, bombardeiros B-52 e os aviões de ataque leve A-29 Super Tucano fabricados pela Embraer/Sierra Nevada.

Em um primeiro uso da autoridade militar expandida no Afeganistão, os aviões de guerra dos EUA e do Afeganistão destruíram oito instalações de produção de opiáceos do Talibã na província de Helmand, disse o alto general dos EUA nesta segunda-feira.

O comandante das Forças dos EUA no Afeganistão, o general John Nicholson, disse que as forças dos EUA e afegãs no total atacaram 10 instalações no primeiro dia da Operação Jagged Knife, uma operação aérea combinada que envolveu os turboélices afegãos A-29 e os bombardeiros B-52s e caças F-22 dos EUA, com o objetivo de destruir uma série de fábricas que Nicholson disse que eram usadas como fonte de receita para os talibãs.

Aeronaves A-29 Super Tucano da Força Aérea Afegã participaram dos ataques no dia 19 de novembro.

A operação marcou o primeiro uso do F-22 na realização de ataques aéreos no Afeganistão. O caça furtivo altamente avançado tem capacidades que excedem o que deveria ser necessário para destruir um alvo do Talibã, levantando questões sobre por que essa plataforma foi selecionada.

Na segunda-feira, Nicholson disse que o F-22 foi selecionado em uma decisão de último minuto, com base em que aeronave estava disponível com a capacidade de transportar uma bomba de precisão de pequeno diâmetro (SMDB). Nicholson mostrou um vídeo de um alvo atingido por bombas de pequeno diâmetro, de 250 libras, lançadas de um F-22 em uma estrutura usada para o refino de drogas. As bombas destruíram duas das estruturas dentro do complexo, deixando uma, “para evitar danos colaterais”, disse Nicholson.

“Não foi devido a algumas das várias capacidades dessa aeronave”, que o F-22 foi selecionado, disse Nicholson.

Em uma declaração, o Comando Central das Forças Aéreas dos EUA disse que o F-22 foi usado “por uma variedade de razões, mas principalmente para mitigar danos colaterais e vítimas civis, empregando bombas de pequeno diâmetro transportadas pela aeronave”.

Em outro ataque, os B-52 lançaram bombas de 2.000 libras em outra instalação de produção de drogas.

Nos vídeos a seguir, momentos de ataques dos A-29 Super Tucano contra instalações do Talibã no dia 19 de novembro.

As operações em andamento refletem a forma como os militares dos EUA mudaram as táticas desde agosto, quando o presidente Donald Trump aprovou a expansão da autoridade sob as quais as forças dos EUA poderiam atacar os talibãs e outros grupos militantes no Afeganistão, disse Nicholson. Antes, as forças dos EUA poderiam atacar apenas em defesa das forças afegãs e quando estavam lutando em estreita proximidade com elas.

Anteriormente, “esses objetivos eram muito mais difíceis de conseguir e realmente não faziam parte das [antigas] autoridades”, disse Nicholson.

“Essas novas autoridades nos permitem atacar o inimigo…”. para atacar suas redes financeiras, seus fluxos de receita”, disse Nicholson.

Nicholson disse que os serviços de inteligência e aplicação da lei dos Estados Unidos estimam que os talibãs ganham cerca de US$ 200 milhões por ano da produção de ópio no Afeganistão. Os ataques estão concentradas nas instalações de produção de drogas, e os agricultores afegãos que cultivam a papoula de ópio, o ingrediente principal da heroína e outras drogas de opiáceos, disse Nicholson.

Os fuzileiros navais também forneceram apoio ao ataques com HIMARS (High-Mobility Rocket Systems), e o Exército forneceu suporte de vigilância, disse o porta-voz do Comando Central da Força Aérea, o tenente-coronel Damien Pickart.

Os B-52 partiram da Base Aérea de Al Udeid, no Catar.

Nicholson recusou-se a dizer quantas aeronaves americanas estiveram envolvidas na operação ou quantas instalações os Estados Unidos pretendem atacar na operação contínua. Nicholson estimou que existem cerca de 400 a 500 instalações de produção de ópio no Afeganistão.

Pickart disse que os F-22 saíram da Base Aérea Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, e faziam parte do 95º Esquadrão de Combate Expedicionário da Base Aérea de Tyndall, Flórida. Os B-52 eram do 69º Esquadrão de Bombardeiros Expedicionários, atribuídos à 379ª Ala Aérea Expedicionária, da Base Aérea de Al Udeid, no Catar.

Tripulação de um KC-10 Extender de apoio durante as missões de ataque da Força Aérea dos EUA. (Foto: Missouri Air National Guard / Staff Sgt. Colton Elliott)

Os ataques aéreos foram apoiados pelos reabastecedores KC-10, do 908º Esquadrão Expedicionário de Reabastecimento Aéreo, e KC-135, aeronaves de vigilância e aeronaves de comando e controle, disse Pickart.

O Raptor vem desempenhando um papel crucial e em constante evolução nas operações aéreas sobre a Síria e o Iraque, incluindo seu mix de armas de alto valor.

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23 COMENTÁRIOS

  1. Parece que a capacidade de operar em rede com outros vetores da USAF em missões de ataque foi posta a prova.
    Da nossa parte, a efetividade do ST nessas tarefas de operações contam pontos importantes.

  2. Que coisa absurda, um país atacar locais de produção do ópio, uma droga milenar que faz parte da cultura asiática como desculpa para prejudicar as finanças dos Talibãs.
    Isso está parecendo desespero, melhor os EUA fazer como a Rússia e assumir que o Afeganistão pertence aos seu povo e cair fora, eles que se entendam.
    Ja se gastou muito e o dia que os ocidentais sairem do país, tudo volta a ser como antes, não tem solução militar que funcione no Afeganistão.
    Quanto a operar em rede lançando bombas de precisão, é o mínimo que se espera de um avião como o ST, AT-6 ou Scorpion, eles existem justamente para jogar bombas a um baixo custo.

    • O ópio não faz parte da cultura asiática, tanto que diversos governos fizeram de tudo para proibir seu consumo ao longo dos séculos, basta lembrar da repressão chinesa ao tráfico de ópio pelos ingleses que culminou na guerra do ópio.

      Agora, quanto à necessidade da OTAN sair do Afeganistão eu concordo.

      • Fazer parte da cultura não significa ter aprovação do governo, hoje a maconha faz parte da nossa cultura e é vendida em qualquer cidade, mas ainda é proibida.
        Antes que alguem diga que não usa, fazer parte da cultura não significa que todos usam, mas pode ter certeza que perto da sua casa vende e tem muita gente que usa.

        • Em todas as cidades brasileiras são praticados homicidios, roubos e estupros.

          Nesse raciocino, são culturais, logo não devem ser combatidos.

          • Daqui a pouco ele vai defender a regulamentação dos homicídios, roubos e estupros. Se não virá baderna.

    • O problema dos EUA ou da OTAN no afeghanistão não é o combate ao tráfico em si e sim ao Talibã, que usa o país para se estabelecer, planejar, administrar e operar atentados terroristas a partir de lá. O ópio é a principal fonte de renda deles, assim como a Coca era pras FARC, e no afeganistão eles não dispoem de petroleo pra financiar suas atividades como ocorre na Siria ou Iraque.

    • A mesma desculpa que vcs esquerdistas usam para justificar o casamento de meninas de 10 anos com homens de 40 ou para justificar que homossexuais sejam jogados do alto de edifícios.

      "Faz parte da cultura islâmica."

      Nesse raciocinio, a escravidão não deveria ser abolida, pois fazia parte da nossa.

    • O Afeganistão tem um governo eleito, ao contrário da época da ocupação russa.

      A presença ou não americana no Afeganistão é um problema dos afegãos.

      • E porque vc está preocupado com o pessoal jogado dos prédios e a idade mínima para casar???
        Ou se em ou não eleição…
        Não é em outro país? ??
        É problema deles então pela sua lógica.

        • Realmente, a opção de alianças políticas de um governo é a mesma coisa que o estupro de crianças.

          Sempre me espanto com o ser humano maravilhoso que vc é.

          • Não sou candidato a nenhum cargo eletivo, portanto não tenho que abraçar velhinha ou segurar criança no colo.
            Não faço a menor questão de parecer um ser humano maravilhoso, ja devem ter notado….

    • As plantações de folhas de coca também são culturais nas Bolívia, mas mesmo assim os cocaleiros não se importam em desviar as suas "folhinhas culturais" para fabricação de cocaína.

      Por isto a cocaína tem que ser liberada ? Para você esquerdista aposto que sim…

      Uma pergunta..

      Esquerdista adora chamar o Aécio de viciado como crítica. Como vocês preferem as drogas liberadas vocês deveriam idolatrá-lo e não criticá-lo.

  3. Noves fora, a conclusão…que todos sabem…

    Os ST fizeram o mesmo serviço que os B-52 e F-22….que gastaram uma baba de grana para dez alvos…..

  4. Sensacional o uso do A29. Isso vai contar muito na concorrência dos EUA.

  5. Quem diria, o A-29 operando em conjunto com o B-52 e o F-22……e até hoje ainda tem petista que reclama que não puderam vender o avião ao "cúmpanhêro" Chávez……

    • Estes embargos a Venezuela não passam de palhaçada, os EUA embargaram a modernização dos C-130H e venda dos C-130J na época que eles tinham recursos, a China vendeu os Y-8 e a França modernizou os C-130H com aviônicos da Thales, a LM e a Rockwell Collins perderam seus contratos….este foi o resultado do embargo.
      Na época eu disse que a Embraer deveria ter alternativas aos produtos sensíveis ao embargo, me disseram que a Embraer não faria isso, porque poderia desagradar aos EUA.
      Me parece que a França e a Thales não estão preocupadas com o que pensam os EUA e ganharam seu dinheiro modernizando os C-130H.
      Foto do C-130H da Venezuela modernizado pela Thales: http://1.bp.blogspot.com/_bVLlQ_AwOLI/TQERSCz4I2I

      • Eu discordo…..

        Como desenvolvedores e proprietários da tecnologia os EUA têm todo direito de embargar sua venda para países que lhe sejam inimigos e hostis, até mesmo para proteger as mesmas de cair em mãos erradas. Basta lembrar que existe o rumor de que Chávez teria entregue exemplares do F-16 à Russos e iranianos. E não custa lembrar que quando do bloqueio dos EUA o bufão bolivariano ia para o púlpito da ONU para xingar os EUA de "diablo"e para acusar George W. Bush de "deixar cheiro de enxofre na ONU"

  6. Gostei da notícia por terem usado ST A-29. Principalmente pela concorrência no EUA.

  7. Interessante ver a capacidade de ataque do F-22 sendo usada, certamente nos tempos da ATF não era prioridade, mas os tempos mudaram. Também deve ter sido a missão de combate mais longa do F-22 desde que chegou ao Oriente Médio.

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