Caças F-35A japoneses passara por problemas recorrentes antes do acidente com uma aeronave no dia 9 de abril.

A frota de caças furtivos F-35A do Japão esteve envolvida em sete pousos de emergência antes do acidente da semana passada, revelou o Ministério da Defesa em 16 de abril.

O caça de ponta teve seu primeiro acidente em 9 de abril, quando caiu no Oceano Pacífico ao norte do Japão. A aeronave estava sediada na Base Aérea de Misawa, da Força de Autodefesa Aérea do Japão, junto a Prefeitura de Aomori.

Dos 13 aviões fornecidos pelos Estados Unidos ao Japão, cinco foram obrigados a fazer pousos de emergência em sete incidentes. Destes, dois pousos de emergência foram devido a falhas registradas no jato que recentemente caiu. O ministério afirma que confirmou que a aeronave estava segura para voar após cada caso, mas uma possível conexão ainda está sendo investigada.

O Ministério da Defesa do Japão informou que os pousos de emergência ocorreram entre junho de 2017 e janeiro de 2019 durante os testes e exercícios de voo. Retornos não planejados para a base foram feitos após os aviões reportarem problemas com sistemas relacionados a combustível, hidráulica e outras peças. Excluindo um caso de erro dos sistemas de monitoramento da aeronave, os seis restantes fizeram com que os caças fossem inspecionados e as peças substituídas antes de serem confirmados como seguros para voar.

O primeiro F-35A montado no Japão, que acabou caindo no Pacífico no dia 9 de abril de 2019.

A montagem final de quatro dos aviões com falhas registradas, incluindo o caça desaparecido em 9 de abril, foi realizada no Japão pela Mitsubishi Heavy Industries, Ltd. A outra aeronave foi construída e montada nos EUA. Relatórios anteriores mostraram que o caça teve problemas com seus sistemas de refrigeração e navegação duas vezes, em 20 de junho de 2017 e 8 de agosto de 2018, respectivamente.

O ministro da Defesa, Takeshi Iwaya, falou sobre a necessidade de investigar a causa do acidente em uma coletiva de imprensa em 16 de abril. “A tecnologia a bordo do F-35 é altamente confidencial. Com a cooperação dos EUA, gostaríamos de tomar a iniciativa de investigar minuciosamente as causas e, ao mesmo tempo, obter a cooperação dos Estados Unidos”, disse ele. Iwaya acrescentou que ele estaria discutindo a questão em um encontro do Comitê Consultivo de Segurança do Japão-EUA “dois-mais-dois” a ser realizado em Washington neste 19 de abril.

O Japão aterrou sua frota de 13 caças F-35As após o acidente.


Fonte: Mainichi Edição: Cavok

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11 COMENTÁRIOS

  1. Será que pode haver alguma falha no processo de fabricação no Japão? Ou alguma não conformidade na manutenção por parte dos Japoneses?

    • Pouco provável.
      O processo de fabricação é supervisionado pela Lockheed Martin e na aviação as peças são substituidas pela quantidade de horas de vôo efetuado, as peças são trocadas antes do defeito aparecer.
      Além disso, antes de cada decolagem, eles fazem a checagem da aeronave.

  2. O avião para dar problemas… E volto a bater na tecla, tem gente querendo essa bomba para o Brasil.

    • Eu quero essa bomba para o Brasil. Sempre, caça de quinta geração. O pessoal fica deslumbrado com a mosca e sua WAD que nos custou milhões de dólares desnecessários. As três telas do Gripen original foram pensadas para diminuir o estresse do piloto e seu HUD amplo era o mais moderno do mundo, agora para abrigar conteúdo local, me colocam uma tela israelense. Claro que a Suécia aceitou, de graça e com um país tolo e rico financiando, porque não. O Lightning II será o cavalo de batalha de todas as forças da OtAN e grandes aliados americanos, com excessão da Turquia. Então, sim preferia pagar os 150.000.000,00 de dólares por cada unidade de F-35 do que o mesmo por um avião de papel, uma mosca que não ganha concorrência nenhuma que entra, somente na base da corrupção.

      • Quer alguma coisa, pelo simples fato de ter de 5 geração? Mesmo com inúmeros problemas, caríssimo e longe de ser do que o Brasil precisa e 100% operacional?

        Se acontecer uma guerra, o F-35 vai ficar no chão. Se simples volta já tem panes e mais panes, imagina colocado sobre stress.

        O Brasil não está longe de ser uma potencia militar, isso pq os militares brasileiros são tapados! Carentes de inteligencia e astucia. Antes de querer tem algumas dezenas de F-35, primeiro temos que ter a capacidade de patrulhar o espaço aéreo.

        • Israel, e toda sorte de aliados americanos na Europa e na Asia estão errados? Acho que não, o F-35 será um sucesso e isso não tenho dúvida. Quanto a FAB, e nossas Força Armadas, os a,ericanos tem um termo pra descrever, Pussy Country! Aqui vale a farda e a aparência, a doutrina e a retórica, a resenha, quando vejo Esquilo armado com metralhadora 7.62, e um arremedo de lança foguetes e o exército o chama de helicóptero de ataque, parece piada. Aqui vale o faz- me rir, o me engana que gosto. Os nossos militares gostam de cantar de galo pro público interno, pousar de os guardiões das nossas fronteiras, mas gostam mesmo dos quartéis e da mordomia.

          • Maria vai com as outras? Alemanha Nazista dobrou no meio algumas dezenas de nações, e ela era diferente! Não foi atras! Inovou, em táticas, equipamentos, etc.

            • Somos uma país do faz de conta. Do me engana que eu gosto. Bancamos uma força de defesa incomum, ineficientes, caras, improdutivas, fracas, que servem para ocupar quartéis. Os programas militares são caros, entregam soluções obsoletas, para atender a uma casta que adora migrar do mundo militar pro civil e manter os incoming. Vivemos uma fraude, o brasileiro é incapaz de ver, de analisar, em sua maioria, analfabeto funcional. Se preocupa com o almoço e depois com o jantar e nada mais. Não pode-se comparar a capacidade en produzir inovação e ciência alemã com a brasileira. Com arras excessões, não produzimos ciência, não criamos patentes, trocamos carne por helicóptero quando no passado trocamos algodão por Gloster Meteor. Ainda vivemos o época do escambo, trocamos ouro por espelho. Não é caro inovar mas vc tem que deixar de lado a cervejinha com os amigos, ou o churrasco pra trabalhar. O Brasileiro é muito suor e pouca resultado.

  3. Provavelmente é problema de Software.
    Não tem como um componente sair da fábrica com defeito, pois a industria de aviação, especialmente a militar, trabalha com nível de qualidade 6 SIGMA, isto é, defeito ZERO ( todos os componentes são testados antes de serem liberados ).
    A montagem e manutenção dessas aeronaveis são feitas sob supervisão do fabricante, se existe algum erro, então o problema está no processo desenvolvido pela Lockheed Martin.
    O caça F 35 é uma aeronave cujo controle de vôo é gerenciado por software, um programa gigantesco cujo software é programado em modulos que se comunicam entre si. É muito comum neste tipo de programação ocorrer erros de comunicação, pois os projetistas não tem como especificar todas as situações possíveis que poderiam acontecer.
    É bem possível que o sistema esteja detectando defeitos inexistentes, por erro de software, obrigando a substituição dessas peças. Quando o sistema é reinicializado o defeito desaparece.
    Se uma falha no sistema acontecer durante o vôo, é possível que o software se reinicialize automaticamente, nesta condição o piloto perde noção de vôo, na escuridão é fatal.
    Como o piloto parece que não se injetou, existe a hipótese do sistema ter entrado em pane e o piloto sem saber, uma vez que era noite, colidiu com o oceano.
    As pessoas não tem ideia como é complexo desenvolver um sistema de software, pois é impossível testar todas as condições em laboratório.

  4. Vão ter que achar o F-35 no fundo do mar e já devem estar procurando para responder as perguntas. Erros em nova tecnologia sempre existiram e o F-35 é um superPC voador. Um defeito no sistema operacional pode gerar um desastre que pode afetar os aviônicos .

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