Caça Rafale a bordo do porta-aviões USS Harry S. Truman (CVN-75) durante exercício similar em 2010. (Foto: U.S. Navy)

Os caças franceses Dassault Rafale M farão uma adição incomum no convés do porta-aviões USS George H. W. Bush da Marinha dos EUA, em um momento que a França procura impulsionar a cooperação militar com os Estados Unidos.

Aproximadamente 350 marinheiros e pilotos constituirão o contingente francês a bordo do porta-aviões da classe Nimitz, composto por pessoal em todo o espectro das operações de aviação embarcada; tripulantes, técnicos de manutenção, tripulação da plataforma de voo e oficiais de operações. Tanto os caças Rafale M como as aeronaves de alerta aéreo antecipado E-2C Hawkeye da Aviação Naval Francesa serão embarcadas e transportadas a partir do navio.

A Marinha francesa estava sem um porta-aviões operacional desde 2015 quando o Charles de Gaulle entrou em um período de manutenção importante após várias implantações operacionais no Oriente Médio. O navio-chefe francês agora está programado para voltar a juntar-se à frota no final da primavera e a implantação a bordo do USS George H. W. Bush americano assegurará que a tripulação das aeronaves francesas estejam prontas para coloca-lo de volta ao serviço.

Além de re-certificar seus pilotos nas operações embarcadas e realizar treinamentos de familiarização no convés antes que seu próprio porta-aviões esteja de volta na ativa, a Marinha francesa aproveitará a oportunidade para promover relacionamentos de trabalho ainda mais próximos com seus homólogos americanos.

“Queremos demonstrar a nossa capacidade de integração com os serviços militares dos EUA”, disse o capitão Jean-Emmanuel Roux de Luze, o oficial da França junto a operação com os Estados Unidos.

A implantação começará na Estação Naval de Oceana, em Virginia Beach, onde o pessoal francês se familiarizará com o ambiente e sistemas operacionais da Marinha dos EUA para se certificar de que estão prontos para as pressões de trabalhar juntos no mar.

A implantação foi anunciada pela primeira vez em dezembro, após as conversas em Paris entre o chefe americano das operações navais, o almirante John Richardson e o chefe de gabinete da marinha francesa, o almirante Chrisophe Prazuck. As relações entre os Estados Unidos e a França, particularmente no campo da defesa, se aqueceram significativamente nos últimos anos desde a presidência de Sarkozy. Com este último anúncio, parece que a tendência continuará entre as administrações Macron e Trump.

Em 2010 os caças franceses participaram de um exercício similar a bordo do porta-aviões USS Harry S. Truman (CVN-75).

4 COMENTÁRIOS

  1. Por mais que pese contra si o alto preço, nao há dúvidas que o Rafale é o projeto de caça 4++ mas bem sucedido, eficaz e versátil da Europa, no que diz respeito às suas capacidades. Supera o poderoso mas limitado interceptadorThypoon em várias funcionalidades e também o Gripen, inclusive pelo fato de ter esta versao naval com eficácia e alta disponibilidade já comprovadas em combate.

  2. Põe os VF-1 modernizados, armados com Derby e GPS no painel aí junto pra tu vê. Acho que com a carcaça de grilo do A-4 essas catapultas lançam eles pro espaço.

  3. Não tenho a menor dúvida que nossos pilotos do VF-1 fariam melhor que os franceses. Já ganhamos em várias operações conjuntas de simulação com nossos AMX e F5 de muito caça superior graças ao nosso pessoal.

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