Caça MiG-29 sírio equipado com pod jammer Talisman.

Há cerca de uma semana, relatamos que um avião militar sírio L-39 foi abatido pela Força Aérea Turca e, mais especificamente, por um F-16 turco.

As informações sobre o avião L-39 sírio abatido foram confirmadas pelos três países envolvidos na guerra na Síria – Rússia, Turquia e Síria.

Segundo fontes locais e fontes do complexo industrial militar russo, a Força Aérea da Síria encontrou uma maneira de lidar efetivamente com caças turcos do F-16, se estes violassem o espaço aéreo do país.

Estamos falando de um avião MiG-29SM atualizado com capacidade de guerra eletrônica, que recebeu um conjunto Talisman do Complexo de Defesa Aérea (ADC), que torna possível transformar o avião sírio em completamente invisível para mísseis e radares.

“Um pequeno vídeo do voo de um dos caças com esse sistema do ADC foi publicado nas redes sociais. O Talisman é produzido pela empresa bielorrussa Defense Initiatives. Ele fornece proteção eficaz contra vários meios de destruição: mísseis ar-ar e solo-ar lançados por sistemas de defesa aérea, incluindo o FIM-92 Stinger portátil e outros. Ao desenvolver uma missão de combate, esse desenvolvimento protege as aeronaves vizinhas que não estão equipadas com esses sistemas de guerra eletrônica”, relata o jornal Rossiyskaya Gazeta.

O princípio de operação do Talisman do ADC baseia-se na reemissão (retransmissão) dos sinais da sonda do radar inimigo com a dotação de sua modulação de fase, frequência, amplitude e polarização especiais.

A reemissão modulada leva à distorção da frente de onda percebida pelos sistemas de antena do radar (cabeça de retorno) dos mísseis do inimigo, o que afeta os medidores angulares, de alcance e de alta velocidade (Doppler) e os sistemas de rastreamento de radar desses mísseis. O Talisman do ADC atua no elemento principal de todos os radares modernos – o localizador de direção monopulsivo e interrompe sua operação.

Aceitando o fato de que os caças sírios estão armados com mísseis com alcance de até 70 quilômetros, enquanto os F-16 turcos têm esse indicador limitado a 50 quilômetros, especialistas acreditam que a Força Aérea da Síria atualizada com o caça furtivo Mig-29SM demonstrará muito melhores resultados.

Segundo várias fontes, os MiG-29 sírios estão no ar há duas semanas e, obviamente, os F-16 turcos simplesmente não os notaram apenas por causa do uso do Talisman do ADC.


Fonte: Bulgarian Military

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14 COMENTÁRIOS

  1. "Torna possível transformar o avião sírio em completamente invisível para mísseis e radares."
    Muito forçado..
    Mas enfim, será que ainda veremos um dogfight F-16 x Mig-29 naquelas bandas?
    Imaginem se o MIG-29 sírio abate um F-16, a internet desabaria..
    .
    Ah, em tempo..

    "Segundo várias fontes, os MiG-29 sírios estão no ar há duas semanas e, obviamente, os F-16 turcos simplesmente não os notaram apenas por causa do uso do Talisman do ADC."
    Sei.. E durante esse tempo todo estavam apenas conferindo a vista lá de cima? É o famoso "se colar, colou".

  2. Entao o desenvolvimento de anos dos F-22 e F-35 foram em vao, já que um simples pod de EW resolve o problema da detecçao da aeronave…

    Custo acreditar que seja assim tao simples. Se já tinham esses dispositivos funcionando e voando a duas semanas, porque nao defenderam os 3 avioes abatidos ou contraatacaram? A matematica nao é tao simples assim, para nemhum dos lados.

    • Giancac não é bem assim que funciona as coisas, concordo em parte com você mas olha só o nosso caso, já pensou se tivéssemos os gripen no sul do Brasil e a Venezuela resolve invadir o Brasil com seus caças e só temos F5 pra defender a norte que acabam sendo abatidos, nós poderíamos fazer a festa em cima destes caças mas por não estar a disposição no local e na hora em que foi preciso acabamos perdendo o combate inicial, ou então outra situação temos os caças mas só temos 10 mísseis acima de 100km e o inimigo tem muito mais que nós, bom vamos atrasar mas não vamos evitar a invasão.
      Por isso que digo que temos que comprar pouca munição e testar bem ela antes, mas depois dos testes temos que ter uma quantidade suficiente pra entrar em guerra ou defender nosso espaço aéreo por dias o que acho que não temos hoje, o pessoal reclama muito da compra de mísseis feito pela FAB mas ela esta certa por enquanto em comprar poucas peças pois tem que experimentar e aprender a tirar o máximo possível destes meios, mas depois disso tem que fazer compras seguidas ou bem maiores pois ter 30 mísseis pra defender o nosso país é brincadeira de criança, teríamos que ter no mínimo mais de 100 pra nossa atual situação de relativa paz, mas devemos ter outros meios de defesa também como sistema anti aéreos eficazes que no mínimo vai atrapalhar um monte um invasor e dificultar o planejamento de ataque deles, ou seja, dissuasão que quanto mais forte for mais seguro estamos sem precisar entrar em guerra.

      • O Brasil tem dimensoes continentais, a Siria tem uma extensao territorial menor que o Paraná e eles sabem o perigo que correm sobrevoando o norte do país vide que os turcos já derrubaram um caça russo. É preferivel prevenir o derrube de uma aeronave do que deixar acontecer e depois falar que já encontrou a soluçao para isso nao ocorra mais. Concordo com voce que a guerra aerea nao é previsivel, nunca se sabe que vai derrubar quem até que aconteça um encontro entre as partes envolvidas, mas se a Siria tem a resposta para evitar o abate de seus caças, deveria ter usado para preveni-los.
        Acredito que se voce tem a tecnologia disponivel em meio a uma guerra, tem que usa-la mediante a emergencia da situaçao. Testado, o conjunto Talisman já foi… se ele é efetivo a ponto de deixar um caça "invisivel" as ameaças, só o tempo dirá.

  3. A Siria possui S300 e S400 russos, o real motivo pelo qual eles podem decretar uma no-fly zone em Idlib. Além disso, os russos possuem sistemas de guerra eletronica em terra, que jameia os radares inimigos. O fato é que Assad é um ex militar da aeronáutica, e todas as forças armadas deles foram fortemente direcionadas para uma defesa ante uma invasão aérea. De longe, é o país do oriente médio com o maior número de baterias anti-aéreas. O que parece ser um indicativo de que aprenderam a lição das últimas guerras, onde a superioridade aérea dos americanos-israelenses simplesemente dizimou os árabes. Já a Turquia, por outro lado, possui apenas misseis anti-aéreos de curto alcance, o que inviabiliza qualquer controle aérea da área, exceto por meio de caças que, como já vimos, tem o acesso negado por conta dos mísseis de Assad. E isso explica a situação toda. Qualitativamente o exército Turco é muito superior ao Sírio. Porém, com o controle aéreo Sírio na região de Idlib, fica extremamente difícil. A Turquia tentou utilizar drones recentemente, mas 7 deles foram derrubados em poucos dias. Erdogan conta com que os Russos entreguem o S400 para eles. Mas me questiono se os Russos irão mesmo entregar, ao mesmo tempo que entregaram S300 para os sírios. Não me parece honesto armar os dois lados de um conflito.