Um par de jatos F/A-18 Hornets da RAAF se afastam de um KC-30A após reabastecimento em voo sobre o Iraque. O Canadá adquiriu 25 destes jatos. (Foto: Departamento de Defesa da Austrália)

O Canadá planeja instalar seu próprio software e sistemas nos jatos de combate F-18 usados que adquiriu da Austrália no ano passado,e que devem começar a ser entregues em março deste ano.

Os jatos também serão instalados com novos assentos ejetáveis ??e sistema de iluminação que atualmente estão sendo usados ??nos CF-18 da Real Força Aérea Canadense, informou o Ottawa Citizen no domingo.

O governo de Justin Trudeau assinou um acordo para compra de 25 antigos F-18 que eram da Real Força Aérea Australiana (RAAF) como uma medida provisória para reforçar a sua força aérea até que toda a frota canadense de CF-18s seja substituída. Destes 25, 18 serão colocados em voo, e os outros sete jatos australianos

serão usados ??para testes e peças de reposição.

“Os dois primeiros aviões F-18 serão entregues no Canadá no final do primeiro trimestre. Eles (os australianos) removerão seus softwares e nós instalaremos nosso software. Em última análise, a intenção é que as 18 aeronaves sejam indistinguíveis de nossas 76 aeronaves”, disse Pat Finn, vice-ministro assistente de material do Departamento de Defesa Nacional, segundo o jornal.

O governo planejava originalmente comprar 18 novos jatos de combate Super Hornet da Boeing por US$ 5 bilhões.

Em 2017, a Boeing reclamou para os EUA que os subsídios canadenses para a empresa Bombardier permitiram que ela vendesse sua aeronave civil de passageiros C Series nos EUA a preços baixos. Isso resultou na administração Trump aumentando a tarifa em 300% contra as aeronaves da Bombardier vendidas nos EUA. O Canadá cancelou o acordo para compra de aeronaves Boeing e decidiu adquirir os antigos jatos australianos.

“Os F/A-18 australianos precisarão de modificações e upgrades para poder voar até 2032.

Essas modificações farão com que os F/A-18s fiquem no mesmo nível dos CF-18, mas não melhorarão a capacidade de combate atual dos CF-18”, citou o jornal em novembro de 2018 pelo auditor geral Michael Ferguson.

12 COMENTÁRIOS

      • Caso sua dúvida seja em relação se esse realmente era o custo do acordo.

        "The State Department has made a determination approving a possible Foreign Military Sale to the Government of Canada of ten (10) F/A-18E Super Hornet aircraft, with F414-GE-400 engines; eight (8) F/A-18F Super Hornet aircraft. The estimated total case value is $5.23 billion."

        http://www.dsca.mil/major-arms-sales/government-c

        • A dúvida não era sobre o preço e sim se era uma cilada, o que duvido muito….

          • Rapaz, se fossem 36 caças por US$ 5 bilhões a gente poderia até dizer que foi caro, mas estaria dentro do "normal".

            Nossos 36 Gripen NG com ToT custaram isso.

            Em tese, os 36 Super Hornet BR custariam isso.

            Sendo o Canadá membro da OTAN e parceiro de primeira ordem dos EUA, é muito estranho um contrato nesse montante para tão poucas unidades.

            • Creio que esse valor contemplasse outros itens de suporte ou mesmo uma lista mais generosa de armamentos.

            • No link do Ufric, há um pacote de armas e sobressalentes de motor. O Brasil comprou as armas em separado. A autorização tb cita serviços de engenharia, integração e testes. Como vc sabe, os canadenses tem o hábito de solicitar modificações na aeronave (acrescentam o tal "C" em tudo).

              Outra questão, é um pedido de autorização ao congresso, o que, pelo que sei, é feito por preço cheio e é prévia. A negociação ocorre depois.

  1. A birra do menino mimado Justin “Bieber” Trudeau está custando caro ao contribuinte canadense. Os CF-18 possuem enormes diferenças em relação aos F/A-18 da RAAF, mais próximos dos exemplares da USN/USMC. Padronizar esses aviões custará uma fortuna.

  2. Erro grosseiro, típico de populistas como Trudeau. Deixar de ter um avião no estado da arte, capaz de enfrentar – com sobras – a ameaça de potências globais como Rússia e China nas próximas décadas, para adquirir um caça desgastado pelo uso e que nem mesmo na sua época estaria entre os melhores. Falsa economia, pois que logo precisarão comprar novas aeronaves. A situação fica ainda pior se considerarmos a disputa entre Canadá e Rússia por territórios petrolíferos descobertos após o degelo do ártico nos últimos anos.

  3. O governo canadense faz uns negócios no mínimo prejudiciais aos contribuintes.

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