O Catar fechou a compra de 24 caças Eurofighter Typhoon com a BAE Systems do Reino Unido. (Foto: BAE Systems)

A BAE Systems e governo do Catar chegaram numa decisão para o contrato de 24 jatos Typhoon, avaliado em cerca de £ 5 bilhões (US$ 6,7 bilhões), para o fornecimento das aeronaves para a Força Aérea do Emirado do Catar, juntamente com um pacote de treinamento e suporte personalizado.

A BAE Systems disse que o contrato está sujeito a condições de financiamento e ao recebimento do primeiro pagamento, que deverá ser cumprido até meados de 2018. Em setembro deste ano o governo do Catar havia assinado uma carta de intenções para os 24 caças

O contrato prevê 24 aeronaves Typhoon com entrega que devem começar no final de 2022. Os caças se juntam aos 12 Rafales adquiridos no início deste mês da França e aos mais de 70 caças F-15QA adquiridos em junho da Boeing.

Em uma cerimônia em Doha, o ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, e o ministro de Estado para os Assuntos de Defesa do Catar, Khalid bin Mohammed al Attiyah, supervisionaram a assinatura de um acordo que o ministro britânico chamou de “voto de confiança maciço, apoiando milhares de empregos britânicos e injetando bilhões na economia”.

A BAE Systems é o contratador principal tanto para a provisão da aeronave como para os arranjos acordados para o suporte em serviço e treinamento inicial.

Charles Woodburn, diretor executivo da BAE Systems, disse: “Estamos muito satisfeitos em começar um novo capítulo no desenvolvimento de um relacionamento de longo prazo com o Estado do Catar e as Forças Armadas do Catar, e estamos ansiosos para trabalhar ao lado de nossos clientes enquanto continuam a desenvolver suas capacidades militares.

Este acordo é um forte endosso às capacidades líderes do Typhoon e sublinha a longa experiência da BAE Systems em trabalhar em parcerias de sucesso com nossos clientes “.

Com 623 aeronaves encomendadas, o Eurofighter Typhoon é atualmente o maior programa de compras militares na Europa, disse a BAE.

Recentemente, alegou-se que o Typhoon “comprovou suas capacidades swing role” durante a Operação Shader, de acordo com o vice-marechal do ar, Gerry Mayhew, em um briefing de mídia no Dubai Air Show 2017.

Mayhew disse que o papel do Typhoon amadureceu ao longo de dois anos de operações sobre a Síria e o Iraque como parte da ofensiva da coalizão contra o DAESH.

“Ao longo desse tempo, o Typhoon evoluiu de uma simples operação cinética para multimissão, com a aeronave trabalhando efetivamente junto com muitos parceiros da coalizão. A aeronave está armada para tarefas ar-ar e ar-superfície, toda vez que deixamos o chão.

Construímos uma grande experiência no papel multimissão do Typhoon e trabalhamos com muitos outros tipos diferentes de aeronaves, onde podemos fundir os dados – usando os links para as operações cinética e ar-ar.

Todos os cinco esquadrões da RAF no Reino Unido fizeram o ciclo através da Operação SHADER e agora estamos em uma segunda rotação dos esquadrões”.

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9 COMENTÁRIOS

  1. Parece que os monarcas do Catar estao tendo que abrir seus cofres pra muita gente para garantir sua sobrevivencia pois nao tem lógica operar Rafale e Thypoon na mesma força aérea já que cumprem os mesmos papeis, com vantagem para o Rafale, projetado desde o início como um multimissao, enquanto o Thypoon, um puro interceptador, desde que entrou em operaçao tem sido obrigado a passar por modificaçoes para aumentar sua funcionalidade.

  2. Por muito que tente, não consigo compreender esta compra de prateleira, cujos valores são estratoesféricos – 6,7 mil milhões de dólares dá para equipar os três ramos das forças armadas da maioria dos países do Mundo.

    Por um lado, compreendo que o Qatar queira diversificar as suas fontes de fornecimento de armas. É visto como um dos maiores apoiantes do terrorismo mundial e até os seus vizinhos – nações por si também com telhados de vidro – cortaram relações diplomáticas com ele. Casos do Egipto, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, etc.

    Contudo, escolhe outro avião análogo em capacidades aqueles que já tem ou vai ter, com mais uma linha de fornecedores/manutenção e apoio técnico. F-15/Rafale/Eurofighter.

    Oriundos de três outros países que têm a mesma visão estratégica!!! Ou seja, que muito provavelmente, em caso de crise internacional, podem cortar relações/apoio ao mesmo tempo, ou pelas mesmas razões.

    Na minha opinião pessoal, esta compra, assim como muitas outras na região, não faz qualquer sentido. E são sempre valores estratosfericos, o que deixa antever ou muita propina, para as mãos de muita gente, ou muita lavagem de dinheiro.

    Na grande maioria destas compras militares dos países do golfo, os valores são bastante mais altos que outros negócios semelhantes (que prevejam apoio técnico e compra de equipamentos/armas) quando realizados noutras partes do mundo.

    • Lembrar que existem apenas 250 mil cidadãos naturais neste país. Haja mercenários para operar os equipamentos militares.

      • Meu caro Rafael, haja mercenarios para tantos aviões não é??! 🙂

        Ou eles estocam (quase) tudo, ou contratam!!!

    • Afonso, é meramente uma compra política!! Eagles para comprar apoio de Washington, Rafales em troca de Paris e Typhoons em troca de Londres. Os Sauditas estão empreendendo uma verdadeira caçada ao emirado catariano, nada melhor que compras para reforçar laços com antigos aliados poderosos!!

      • Matou a charada Almirante , é como pagar proteção para a mafia , eu compro de voce e tu faz que não sabe de nada.

  3. Ué mas não é o Catar que foi acusado por governos terroristas, de financiar o terror…?! Parece até frase da Dilma mas foi isso kkkkkkk

    Nada como muitas doletas

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