Caça Dassault Rafale nas cores da Força Aérea do Emirado do Catar. (Foto: Dassault Aviation / Katsuhiko Tokunaga)

O presidente francês, Emmanuel Macron, chegou nesta manhã de quinta-feira no Catar e vários contratos foram anunciados nesta ocasião, na presença do Emir do Catar Sheikh Tamim bin Hamad al-Thani. O primeiro e principal acordo diz respeito a um segundo lote de 12 caças Rafale avaliado em € 1,1 bilhão e coloca uma opção para outros 36.

A Dassault Aviation planeja entregar o primeiro Rafale no Catar no final de 2018 ou início de 2019. O avião encomendado é a versão Rafale F3R – o padrão da Força Aérea Francesa – com várias opções específicas.

“Este novo acordo foi construído sobre o relacionamento privilegiado que existe entre os dois países e sobre a determinação compartilhada pelo Ministério da Defesa do Catar e da Dassault Aviation de ir mais longe”, disse Éric Trappier, CEO da Dassault Aviation . O fabricante da aeronave e os seus parceiros “agradecem às autoridades do Catar por darem-lhes a oportunidade de reforçar a sua cooperação reiterando a sua confiança nas qualidades do Rafale e expressando a sua satisfação pela boa execução do contrato principal”, disse a Dassault Aviation em um comunicado.

O Catar havia feito uma encomendado em 2015 para 24 aviões de combate Rafale, avaliados em quase 6,3 bilhões de euros. Como o Kuwait, o pequeno Emirado está modernizando sua frota, tendo o cuidado de diversificar seus fornecedores. Se as novas 36 opções forem exercidas, o Catar terá uma frota de 72 aeronaves Rafale.

O Catar é um fiel cliente da fabricante francesa ao qual adquiriu ao longo dos anos, Mirage F1, Alpha Jet e Mirage 2000. A Força Aérea do catar atualmente possui 12 caças Mirage 2000-5, entregues na década de 1990, que participaram de operações na Líbia junto à França, como parte da coalizão internacional em 2011. O novo contrato também fortalece a parceria estratégica entre Paris e Doha, criada no âmbito do acordo intergovernamental de Cooperação Bilateral assinada em maio de 2015.

Outros contratos incluíram a venda da 50 Airbus A321 representando um contrato de 5,5 bilhões de euros, afirmou o Palácio Elysee. O contrato de operação e manutenção do metrô de Doha e do trem elétrico de Lusail chega a três bilhões de euros, disse Guillaume Pepy, presidente do conselho da SNCF.

3 COMENTÁRIOS

  1. aahhh Rafale… em 2018/2019 começam as entregas. Vem inveja, sua linda q to pronto para invejar operaçoes de compra de outros paises.

    A parte ruim eh esse segundo lote, 36 jah virou numero cabalistico do mal por terras bananiferas.

    DRAKARIS— 1 rafale entregue eh melhor que 36 gripen no papel —DRAKARIS

  2. Sejamos francos, num país que em 2016 teve o decimo terceiro maior orçamento militar do mundo, duas posiçoes a frente de Israel, mas cujas forças armadas preferem gastar quase 75% da grana com salários e pensoes, está explïcito que os interesses e prioridades predominantes sao outros e visam apenas manter uma capacidade militar meia boca, de anao diplomatico, nivelada com as fracas forças da america latina.

  3. Uma escolha racional para superioridade aérea. Os países árabes estão adquirindo o Rafale para manterem a sua soberania longe da subserviência. O termômetro de freios e contrapesos do aumento da voracidade de ocupações pelos xerifes mundiais será feito por esses países, por mais estranho que possa parecer.