A Índia assinou um contrato para 36 caças Rafale, mas quer um total de 200-250 unidades em 10 anos.

O chefe da Força Aérea da Índia, Marechal Arup Raha, disse na quarta-feira que adicionais 200-250 caças Rafales serão necessários nos próximos 10 anos para atender às necessidades operacionais, ao mesmo tempo em que falou que o desaparecimento de um avião de transporte An-32 foi uma das “piores lembranças” de sua carreira.

A Índia tem números suficientes de caças na categoria pesada Sukhoi Su-30s, enquanto as lacunas nas categorias média e leve precisam ser preenchidas, disse Raha, que se aposenta no dia 31 de dezembro, durante sua conferência de imprensa de despedida em New Delhi.

O chefe da Força Aérea da Índia disse que 36 jatos Rafale comprados pela Índia da França não foram suficientes.

O chefe da Força Aérea da Índia, Marechal Arup Raha. (Foto: IANS)

“Nos próximos 10 anos, devemos ter 200-250 aviões. Tem de ser equilibrado. No espectro pesado, temos o suficiente. Mas na categoria média, precisamos ter mais. Sim, cerca de 200 seria muito bom”, disse Raha. “Nós ainda estamos recebendo caças Sukhoi Su-30s, e eles vão permanecer voando por mais 40 anos. O avião de combate leve (Tejas) vai preencher alguns espaços na categoria de peso leve… e o Rafale é um excelente avião. É tremendamente capaz em todos os seus papéis. Pode provar seu valor em toda a situação. Mas temos apenas 36 aviões. Precisamos de mais aeronaves na categoria de peso médio”.

Ele disse que o governo sancionou 42 esquadrões de caça “que era um valor numérico”. Ele disse que o que é necessário “é também um mix de capacidades”. A Força Aérea da Índia tem atualmente 33 esquadrões de caça.

“Para preencher a lacuna, mais uma linha de produção será necessária na Índia”, disse ele.

No dia 23 de setembro, a Índia assinou um acordo de 7,87 bilhões de euros com a França para comprar os 36 jatos Rafale para atender a exigência operacional crítica da Força Aérea Indiana para uma aeronave de combate multimissão e aumentar seu alcance estratégico.

Raha também enfatizou a necessidade de adquirir mais reabastecedores aéreos, uma vez que sua atual frota de Ilyushin Il-78 passa por problemas de manutenção.

A Índia tinha lançado um concurso global para seis aviões de reabastecimento aéreo em 2007, mas cancelou o programa duas vezes nos estágios finais.

Raha também disse que o An-32 não seria o “melhor avião” para voar sobre a baía de Bengala.

“O An-32 não é a melhor aeronave para voar nesta rota. A altitude na qual a An-32 voa não é tão boa em termos de tempo”, disse Raha.

Ele disse que a aeronave “infelizmente” não tinha um sensor de localização subaquática e a Força Aérea Indiana levou o caso ao governo e um grande número de ELTs (Emergency Locator Transmitters) serão adquiridos.

Um An-32, com 29 pessoas a bordo, estava em uma saída rotineira da Base Aérea de Tambaram para Port Blair, e desapareceu às 12h25 do dia 22 de ??julho deste ano, aproximadamente 150 milhas náuticas a leste de Chennai.

Raha disse ainda que o processo de aquisição da aeronave de transporte Airbus C295, a ser fabricado por uma joint venture entre a Tatas e a Airbus, não deve demorar muito. O chefe da Força Aérea da Índia, que também é presidente do Comitê de Chefes de Estado Maior e o mais alto oficial das três forças, também denominou o ataque terrorista de Pathankot um grande “revés” durante seu mandato, mas acrescentou que as lições foram aprendidas.

As primeiras aeronaves Rafale chegarão na Índia em setembro de 2019. (Foto: Armée de L’Air)

“Hoje, posso dizer que estamos muito bem preparados”, disse Raha em referência ao ataque do dia 2 de fevereiro, no qual sete agentes de segurança e um civil foram mortos.

Falando sobre as realizações da Força Aérea da Índia, ele disse que a média de voo realizado no ano que termina foi mais do que a média dos últimos 10 anos.

“Temos voado com a frota de caça cerca de 40.000 horas anuais, mais do que nos últimos 10 anos devido à melhor manutenção. Fizemos uma média de voo noturno de 27%, o que foi menos que nos anos anteriores. Houve uma grande melhoria nas capacidades profissionais.”

Fonte: The Gulf Today

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21 COMENTÁRIOS

  1. E quanto a nós, quantos caças devemos adquirir nos próximos 10 anos, ou só vai vir os Gripados??????

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