A China aprovou o lançamento de 49 vôos semanais por operadoras sul-coreanas, em um sinal de aliviar as tensões com relação à implantação, em 2014, de um sistema de mísseis de defesa de alta altitude (Terminal High Altitude Area Defense – THAAD) na península coreana.

O novo serviço – o primeiro permitido pelos chineses em cinco anos – dá aos transportadores coreanos novos direitos de voar do Aeroporto Internacional de Seul Incheon para Xangai, Pequim, Yanjin, Shenzhen e Shenyang, e de Busan para Xangai.

De acordo com um funcionário do Ministério da Terra, Infraestrutura e Transportes (Ministry of Land, Infrastructure and Transport – MLIT) em Seul, Kim Jung Rak, o desenvolvimento marca um grande impulso para as companhias de aviação e turismo de ambos os países.

Toda companhia sul-coreana está disposta a voar para a China, e há um lobby agressivo para lançar voos para novos destinos ou aumentar os serviços nas rotas existentes“, disse Kim.

A Korean Air, a Asiana Airlines, a Jeju Air, a Air Seoul, a Air Busan, a T’way Air e a Eastar Jet serão beneficiadas pela iniciativa da China. A Korean Air e a Asiana esperam obter uma grande parte dos voos extras. pesar de seus planos de abandonar as rotas não lucrativas para Delhi, Khabarovsk e Sakhalin na Rússia a partir de 8 de julho, a Asiana, de Incheon, disse que saúda a possibilidade de freqüências adicionais altamente lucrativas para Xangai e Pequim.

As transportadoras sul-coreanas operam um total de 56 vôos semanais para Xangai e 45 para Pequim.

A Jin Air, uma transportadora de baixo custo da Korean Air, não pode expandir sua rede ou aumentar suas frequências devido às sanções impostas pelo MLIT em agosto do ano passado como punição por nomear um estrangeiro como diretor do conselho de 2010 a 2016.

O Ministério decidiu não revogar o certificado de operação aérea da Jin Air para preservar os 3.000 empregos na companhia aérea.

A lei da aviação sul-coreana proíbe que um cidadão estrangeiro participe da diretoria de uma companhia aérea local. A Jin Air é a primeira operadora local a violar a regra. A lei também proíbe uma companhia aérea estrangeira de estabelecer uma joint venture com uma empresa sediada na Coréia do Sul.


Com informações de AINonline

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