A nova aeronave wide-body que será fabricada em conjunto pela Rússia e China.

A China e a Rússia concluíram na segunda-feira o registro formal de uma joint venture para construir um jato comercial de grande porte, iniciando o desenvolvimento em grande escala de um programa destinado a competir com os líderes do mercado Boeing e Airbus.

Os fabricantes chinesa de aviões Commercial Aircraft Corp of China Ltd (COMAC) e a empresa United Aircraft Corp (UAC) da Rússia, disseram em uma cerimônia em Xangai que o empreendimento teria como objetivo a construção de uma aeronave wide-body”

O anúncio ocorre apenas algumas semanas depois de a COMAC ter concluído com êxito o voo inaugural de seu C919, o primeiro jato de passageiros de corredor único na China.

O presidente da COMAC, Jin Zhuanglong, disse que as duas empresas decidiram realizar a cerimônia de estabelecimento do acordo após o voo do C919.

“Este programa visa atender a demanda futura do mercado”, disse ele a jornalistas. “Nossos dois países, nossas duas empresas… criaram esta joint venture para assumir responsabilidades como organização, pesquisa, gestão e implementação.”

O programa terá um centro de pesquisa em Moscou e linha de montagem em Xangai, disse ele, acrescentando que a divisão de trabalho ainda estava sendo discutida.

Guo Bozhi, gerente geral do departamento de aeronaves wide-body da COMAC, disse que o empreendimento pedirá aos fornecedores para licitar o contrato para construir o motor até o final do ano.

A COMAC e a UAC anunciaram pela primeira vez o programa em 2014. Em novembro, eles disseram que tinham montado uma joint venture em Xangai e revelaram uma maquete da versão básica do jato que teria uma autonomia de até 12.000 quilômetros (7.500 milhas) e assentos para 280 passageiros.

O presidente da UAC, Yuri Slyusar, disse que as firmas esperavam realizar o voo inaugural e a primeira entrega entre 2025 e 2028, e buscam atingir 10% de um mercado dominado pelos Boeing 787 e Airbus A350.

Anteriormente, eles tinham como alvo um voo inaugural em 2022 e entrega em ou depois de 2025.


Fonte: Reuters

6 COMENTÁRIOS

  1. Se for pra frente seria incrível, quanto mais concorrência no mercado melhor. Gostaria de ver uma aproximação destas no setor de defesa, acho que deixaria a balança mais equilibrada…

  2. Cada um está sozinho em aeronaves de corredor único C919 e MC-21 da faixa do B737 e A320 e agora vão se juntar para uma aeronave maior de dois corredores como o A350 e o B787, mesmo sem vender nenhuma ao ocidente ja será um sucesso.
    Eles tem que pensar bem se vale a pena esta versão com 280 passageiros, a Airbus tinha oferecido no início a versão A350-800 para 280 passageiros, mas a procura foi tão pequena que desistiram e o menor modelo da linha é o A350-900 para 325 passageiros. Se bem que na faixa de 250 a 280 passageiros a Airbus oferece a nova geração dos A330 NEO.
    Como estão no início do desenvolvimento isso pode ser estudado com calma, a Boeing decidiu oferecer a versão menor do B787, como a 787-8 para 240 passageiros e acabou representando 35% dos pedidos, afinal o Boeing 737-900 parou na faixa dos 200 passageiros, não poderiam ficar sem representante fazendo o meio de campo na faixa dos 250 passageiros.

    • Você está brincando né?
      Realmente acredita que China e Rússia juntos não tem capacidade para fabricar qualquer tipo de motor?

      • É claro que a Rússia tem tecnologia de sobra para fazer qualquer tipo de motor, a China ainda precisa amadurecer um pouco sua indústria, mas com certeza chega lá.
        Mas a questão é outra, eles usam produtos ocidentais nos aviões de exportação para atender os clientes e facilitar a certificação.
        O Tupolev Tu-204 usa aviônicos e turbina russa Aviadvigatel PS90A para o mercado interno, cubanos e norte coreanos e usou aviônicos ocidentais e turbina Rolls-Royce RB211-535E4(mesma do Boeing 757) para exportação, modelo escolhido pelo Egito.

  3. Na faixa de 70000 lbf que é o utilizado pelo B787-9 de capacidade semelhante, não tem como fugir destes 3 fabricantes:
    General Electric
    Pratt & Whitney
    Rolls-Royce
    Ainda pode ser uma parceria destes grandes com a Kawasaki, caso dos motores dos E-Jets, B767, B777, B787, Tu-204/214 e KC-390 em que os japoneses trabalham em parceria.
    .
    No Comac C919 e no MC-21 que usam turbinas menores, na faixa de 30000 lbf os chineses foram de CFM International LEAP que é uma parceria USA/França 50%/50% entre GE Aviation e Safran Aircraft Engines. E os russos foram com o Pratt & Whitney PW1000G na versão exportação e o Aviadvigatel PD-14 para mercado interno.

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