Os novos porta-aviões chineses terão um convés totalmente plano, sem a ski-ramp usada no Liaoning.

A China planeja operar seis porta-aviões, dos quais dois serão movidos a energia nuclear e que serão lançados por volta de 2025, de acordo com especialistas militares chineses.

A Marinha do Exército de Libertação Popular (PLAN) terá cinco porta-aviões em um futuro próximo, informou o Global Times citando Song Zhongping, um especialista militar e comentarista de TV, na quinta-feira.

Wang Yunfei, outro especialista naval e oficial aposentado da Marinha do ELP, disse que a China precisa de seis porta-aviões para garantir que tenham suficiente navios na ativa enquanto outros estão em manutenção.

A China irá desenvolver dois porta-aviões nucleares, disse Wang.

Type 002.

Com o primeiro porta-aviões, o CNS Liaoning sendo usado para testes, o segundo porta-aviões designado “Type 001A” está passando por testes marítimos, e o terceiro entrou em fase de construção em Xangai, de acordo com o plano da Marinha chinesa de acelerar o embarque de aeronaves em desenvolvimento.

Imagens do terceiro porta-aviões foram liberados pela China Shipbuilding Industry Corporation (CSIC) no passado sem dar qualquer descrição. Em uma imagem na reunião do conselho do CSIC no início deste ano, a tela de fundo mostrou três porta-aviões, no que parece ser uma ilustração de artistas.

Diz-se que o terceiro porta-aviões proposto recebeu a designação “Type 002” e espera-se que tenha um sistema de decolagem por catapulta e um sistema de assistência de pouso por cabo, ao contrário do sistema de decolagem do tipo ski-ramp do 001A.

Imagem em baixa resolução, conceitual, dos três porta-aviões chineses.

A imagem postada em uma conta WeChat da Xinhua News em novembro deste ano tem um porta-aviões no plano frontal com uma plataforma plana indicando a presença de um sistema de lançamento de catapulta.

Tal sistema precisa de energia e provavelmente precisará de propulsão nuclear para fornecer esta energia necessária.

A China está com pressa para possuir novos porta-aviões, uma vez que expandiu rapidamente a marinha, juntamente com a aquisição de bases navais para apoiar sua crescente influência no exterior, especialmente no Oceano Índico e no Mar do Sul da China.

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15 COMENTÁRIOS

  1. É a nova projeção do poder chinês.
    E mais armas deverão chegar, visto que a China deve se preparar para quaisquer ameaças à sua posição de maior potência econômica do Mundo.

  2. Isso é para rivalizar a totalidade das forças americanas no pacifico. a Sétima Frota conta com 1 Porta Aviões + seu grupo de batalha, somado aos 5 Porta Aviões da terceira frota os americanos também tem 6 Porta Aviões no pacifico

  3. Dois porta-aviões (não interessa o tamanho), de propulsão nuclear, já em 2025? Irreal.

    E vão por o que, de asa fixa, para voar em cima? Versão guaribada do J-15 não tem mais para onde "crescer" — só consertar os defeitos — e o FC-31, tão falado e tão pouco visto, ainda não se mostrou efetivo = embarcado (sendo lançado e recolhido, que é o que interessa)…

    Esses especialistas parecem agentes de marketing (e não é um mal da China: conheci um cara da Boeing que vai longe no otimismo e entusiasmo pela empresa onde trabalha — e devia colaborar no roteiro de filmes).

    Legal é o Sputnik: descendo o pau nos J-15 e depois, estranhamente, assoprando… Vingança "saramalígrina".

  4. Seis são os PAs que podem navegar , mas daqui uns anos ela terá dezenas de PAs fixo no mar do sul da China , em forma de ilhas artificiais ….

    • Aquelas construídas ilegalmente em águas reivindicadas por outros países? Nada que alguns mísseis de cruzeiro não resolvam…

  5. Fod……se! Eles que briguem com com os EUA. Nossa preocupação é zonal. Espero que ambos morram abraçados e que nós sobrevivamos.

    CM

  6. Politburo do PC chinês tem verba para fazer muitos NAe até ter o seu com propulsão nuclear. Vão ter que pedir ajuda aos russos como sempre para ter um reator naval.além de conseguir um caça embarcado decente clonado ou não.
    Catapulta magnética com tecnologia roubada não vai funcionar que a do USS G. Ford não deram certo.

  7. O pessoal american fanatic ainda não entendeu que esta nova China não é uma simples re-edição do antigo poder militar da URSS.
    É muito PIOR para o Ocidente.
    Ela tem uma capacidade de produção industrial em massa de algumas vezes maior que a URSS no seu ápice de ser poder e tem algo que a antiga superpotência soviética JAMAIS teve, acesso a virtualmente TODA a tecnologia comercial ocidental disponível para MILITARIZAR.
    Junte-se a isso o cenário crescente de PERDA de capacidades industriais e tecnológicas americanas pelo FATO de apesar de dominar a teoria técnica, em vários ramos de produção, a produção nacional de muitos insumos tecnológicos tem sido totalmente substituída por motivos econômicos por fornecedores estrangeiros (principalmente chineses). Fato que vem provocando crescentes preocupações militares e dificuldades de encontrar fornecedores americanos em componentes militares críticos no padrão militar necessário.

    A evolução dos fatos recentes mostra que se os chineses dizem que terão 6 porta-aviões já em 2025 não é sensato descartar de pronto esta afirmação. O crescimento na frota naval chinesa nos últimos 5/10 anos mostra um crescimento quase exponencial não faz sentido ser tão cinicamente pessimista só por se ter uma afiliação fanzática para o Ocidente.

    Se não tiverem todos os 6 PAs operativos em 2025 (já possuindo dois operacionais e um em construção neste final de 2018) eles terão no mínimo 4 operativos e dois nucleares em fase final de construção/recebimento em 7 anos.
    Isso na pior das hipóteses.

    • 1) O regime chinês não chega em 2025.

      2) Os separatistas chineses ficariam muito felizes com algumas cargas de armas entregues pela fronteira do Afeganistão/Paquistão.

      3) Experiência de combate é zero.

      4) Nenhum equipamento foi testado em situação real.

      5) Abra o mapa e procure um único porto que os chineses podem operar com acesso livre.

      Supondo que as frotas chinesas saiam do porto defendidas pela força aérea e possam se defender sozinhas quando no oceano. Como serão reabastecidas? Cada navio de carga terá que ser escoltado.

      6) No primeiro tiro, todas as companhias de seguro marítimo suspendem a cobertura. Os armadores estrangeiros estão fora. Vai exportar como? Vai escoltar o navio mercante chinês na ida e na volta?

      7) Em 2025, existirão 11 Wasps e Americas operando 340 F-35B. A eles se somarão pelo menos dois Izumos com 40 F35B.

    • 6 NAes é o mesmo que a USN possui no Oceano Pacífico sem falar nos 9 LHD que, equipados com os novos F-35B, podem fazer à vezes de NAe para cenários de baixa intensidade. E ainda podemos contar com os navios japoneses equipados com o jato da LM….

      E antes de deitar falação sobre “todas as tecnologias que os chineses têm acesso” é interessante lembrar que naquelas que realmente decidem um conflito eles se encontram BEEEMM aquém dos EUA e do Ocidente em geral. O exemplo clássico dá-se com turbofans aeronáuticos onde a despeito da fartura de motores ocidentais modernos à disposição eles se mostraram incapazes de produzir um modelo crível. Por esse motivo os J-20 voam com os antigos ALF-31 russos e os caças navais J-15 ( cópias do Su-33) além de desempenho sofrível possuem péssimo registro de segurança. E nem vou falar de outras áreas críticas…..

      A despeito de todo o crescimento da marinha ela corre e seríssimo risco de ficar congestionando as águas no entorno do país visto que a introdução pela USN de novas armas como o míssil LRASM certamente irá negá-los o acesso ao Oceano Pacífico.

      Como se vê, há detalhes não tão pequenos que frustram toda a retórica dos chinese fanatic, os mesmos que adorariam transformar o Brasil em uma província de exploração chinesa…

    • Perfeito Gilberto.
      A China tem algumas vantagens em relação à então URSS:
      1) Maior produção industrial do planeta. Cerca de 25% do total contra 15% dos EUA.
      2) A maior economia e com crescimento muito mais alto que o do Ocidente;
      3) Uma mega população;
      4) Domínio de grande parte das reservas mundiais de diversos materiais estratégicos;
      5) Grande e crescente desenvolvimento científico em áreas civis e militares.

      Como se vê, o assunto é diferente e os EUA sentiram que a situação é grave e sem retorno.

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