A aeronave Bombardier CL-604 Challenger entregue pela Cobham para AMSA da Austrália. (Foto: Cobham)
A aeronave de busca e salvamento civil tecnologicamente mais avançada do mundo foi lançada pela empresa Cobham para a Autoridade Australiana de Segurança Marítima (AMSA). A primeira de quatro aeronaves Bombardier Challenger CL-604, especialmente modificadas, começa operar hoje no primeiro dia do contrato de 12 anos entre a Cobham e a AMSA.

A aeronave CL-604 está equipada com sensores de última geração, janelas de ampla visão e um avançado pacote de equipamentos SAR, incluindo sistema estado-da-arte de gerenciamento de missão e comunicações via satélite de banda larga, permitindo o compartilhamento em tempo real de vídeo, áudio e imagens em fluxo contínuo entre a aeronave e o Centro de Coordenação de Resgate Conjunto da AMSA.

Peter Nottage, diretor executivo da Cobham Aviation Services, disse que a nova aeronave irá melhorar significativamente as tarefas de busca e salvamento aéreo com tempos de resposta mais rápidos, maior alcance e presença consideravelmente mais longa na região de busca e salvamento da Austrália, juntamente com comunicações avançadas com o Centro de Coordenação de Resgate Conjunto da AMSA em Canberra.

“A tecnologia a bordo desta aeronave permitirá que os oficiais de busca e salvamento da AMSA sejam membros virtuais da tripulação pela primeira vez, com olhos e ouvidos no local à medida que os eventos se desenrolam”, disse Nottage. “Este é um salto quântico para a capacidade de busca e salvamento aéreo da Austrália e, em última instância, beneficiará pessoas cujas vidas e segurança estão em risco na terra ou no mar”.

“É o culminar de um complexo e desafiador programa de trabalho e é testemunho da qualidade e habilidades do pessoal de Cobham e da excelência de nossos fornecedores e parceiros aqui na Austrália e no exterior. Isso sublinha a capacidade e sofisticação da tecnologia e dos trabalhadores australianos.”

O primeiro avião ficará baseado em Cairns. Dois outros serão baseados em Melbourne e Perth, com o quarto em Melbourne como um avião de apoio.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Caberia alguns aviões da Embraer nesse contrato. Abre o olho Embraer, a Bombardier está chegando.

  2. Se nós não gostássemos de aviação, e não nos alimentássemos frequentemente, poderíamos imaginar, levados pela lógica, só pela imagem do avião: "mas pra que uma aeronave a jato dessas para SAR? Ok, no estado da arte eletronicamente, mas de que adianta chegar mais rápido e achar a embarcação (ou qualquer outro perdido em terra) se não há rampa traseira para jogar um bote inflável ou víveres de emergência e tal? Tem que esperar outras embarcações, se no mar, ou um helicóptero, em qualquer ambiente, para adiantar o resgate?" e não sei mais lá o que?

    Non. As modificações da Cobham estão bem resumidas em artigo da Flight Global, mais ou menos traduzível assim: "A Cobham fez várias modificações na aeronave, permitindo à ela (CL-604) transportar estoques de emergência, como equipamentos de sobrevivência e telefones via satélite, que podem ser entregues a pessoas em dificuldades".
    https://www.flightglobal.com/news/articles/austra

    E como? Lançados pela "porta de operações aéreas", traseira, como descrita em ilustração abaixo, no site da própria AMSA. É o suficiente:
    http://www.amsa.gov.au/search-and-rescue/amsas-ro

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