Helicóptero H-36 Caracal chega a NataL.

Um dia após se apresentar na Ala 10 com suas equipagens, o Segundo Esquadrão de Transporte Aéreo (2º ETA) já realizou sua primeira missão sediado em solo potiguar. Uma aeronave C-95 Bandeirante foi acionada de Natal (RN), na terça-feira (23), pelo Primeiro Grupamento de Engenharia de Combate, em João Pessoa (PB), para transporte de tropa do Exército até Teresina (PI). Os aviões do 2º ETA e os helicópteros H-36 Caracal do Esquadrão Falcão (1º/8º GAV) chegaram a Natal na última segunda-feira (22).

Os Esquadrões, transferidos de Recife (PE) e Belém (PA), passam a compor a Ala 10 – que totaliza cinco esquadrões aéreos sob sua subordinação, sendo três de instrução (1º/5º GAV, 2º/5º GAV e 1º/11º GAV) e dois operacionais (2º ETA e 1º/8º GAV). Com isso, a organização atinge a composição esperada pelo Alto Comando da Aeronáutica, conforme a nova concepção estratégica, que prevê como a Força Aérea Brasileira (FAB) deve ser em 2041, quando a instituição completar 100 anos.

“A FAB possui amplitude nacional, tem ao mesmo tempo alcance e flexibilidade. Então, o que precisamos é concentrar os esforços e aumentar a operacionalidade. Daqui de Natal, o 2º ETA continuará cumprindo sua missão do mesmo jeito e o 1º/8º GAV vai cumprir sua missão de uma forma muito mais eficiente. Trazendo eles para cá, a Força está diminuindo a carga pública, mantendo a operacionalidade e tornando seus meios mais eficientes”, afirmou o Comandante da Ala 10, Brigadeiro do Ar Luiz Guilherme Silveira de Medeiros.

O Comandante da Ala 10 explica que, além da posição geográfica de Natal, que possibilita uma melhor pronta resposta em caso de acionamento, o fato do aeródromo ser exclusivamente militar também contribui para a gerência das operações dos cinco esquadrões sediados. “Em Recife e Belém, a demanda civil dos aeroportos está aumentando. A partir do momento que foi feito o Aeroporto de São Gonçalo [Aeroporto Internacional de Natal] e a gente ficou com esse complexo todo para os militares, tornou-se mais conveniente trazer essas unidades para cá, até mesmo para utilizar essa estrutura e facilitar a coordenação das operações”, explica o Oficial-General.

O Brigadeiro Medeiros vê, ainda, outro fator positivo na presença dos esquadrões de transporte e asas rotativas em Natal. “A vinda deles é muito boa, não só para os estagiários [do Programa de Especialização Operacional – PESOP] conhecerem, ainda durante o curso, um esquadrão operacional, mas para os oficiais do esquadrão servirem de exemplo de conduta para os que estão começando”, diz ele.

Chegada do Segundo ETA a Natal.

2º ETA – Depois de 48 anos de história em Recife, o Esquadrão Pastor passa a escrever um novo capítulo de sua história, agora em Natal. Segundo seu Comandante, Tenente-Coronel Aviador Marcio Henrique Santos da Costa, a expectativa pela nova casa é bastante positiva, por todas as possibilidades de operação na Ala 10. “Essa é uma das maiores Alas do Brasil, não só pelo espaço físico, mas em relação à estrutura operacional para comportar o esquadrão e para termos uma boa operação. A chegada aqui é vista com muito bons olhos”, afirmou o Comandante do 2º ETA.

O Esquadrão, que realiza missões de transporte aéreo logístico e aeroterrestre, como evacuação aeromédica e lançamento de fardos e tropas, utiliza as aeronaves bimotor C-95 Bandeirante, C-97 Brasília e C-98 Caravan. “O que facilita para a gente [com a mudança para a Ala 10] é o fato da preparação ser melhor observada, primeiro pela proximidade do 1º/5º GAV, que de alguma forma dita a doutrina, fica muito mais fácil de dialogar; e segundo porque tem Maxaranguape aqui do lado”, completa o Tenente-Coronel Marcio. Ele faz referência ao Esquadrão Rumba (1º/5º GAV), que especializa os pilotos da aviação de transporte da Força Aérea, e ao Estande de Tiro Aéreo de Maxaranguape, de responsabilidade da Ala 10, que permite, por exemplo, o treinamento de lançamento de fardos e paraquedistas.

O Tenente-Coronel Mario apresentou as equipagens do 1/8 GAV ao Comandante da Ala.

1º/8º GAV – “O Esquadrão serviu 45 anos na Amazônia, em Belém e Manaus, então essa é a nossa terceira mudança de sede. Nos sentimos honrados pela Força Aérea nos ter designado para servir em Natal, porque ela certamente viu a necessidade de estarmos aqui”, afirma o Comandante do Esquadrão Falcão, Tenente-Coronel Aviador Mário Jorge Siqueira Oliveira. Segundo ele, a mudança do Norte para o Nordeste representará o aumento das capacidades de atuação do Esquadrão. “Nosso teatro de operações mudou. Lá, era o resgate voltado para a área amazônica e agora vai ser na área do sertão e para o alto mar. Acredito que isso aconteceu em virtude da capacidade da aeronave, de avançar em alto mar 180 milhas [em torno de 290 km] e poder fazer resgates de vítimas no mar e a embarcações. O cenário é diferente, mas o fato de virmos para cá não significa que a gente vai deixar de atuar na Amazônia. Na verdade, está abrindo nosso leque. Nós já temos a expertise para atuar no cenário amazônico, e agora vamos nos adaptar ao cenário do sertão e do alto mar”, concluiu o Comandante do Falcão.

A unidade de asas rotativas opera os helicópteros H-36 Caracal e é responsável pelo serviço de resgate, busca e salvamento na região Norte e agora Nordeste do País. Para que essa transição ocorra da melhor forma, evitando a diminuição da capacidade operacional, em especial do serviço de alerta, o Esquadrão dividiu sua transferência em três etapas, sendo a última prevista para o dia 29 de janeiro.


Fonte: Ala 10, por Tenente Juliana Lopes – Edição: Agência Força Aérea, por Ten Gabrielli

5 COMENTÁRIOS

  1. Esta eu juro que não entendi, tirar o único Esq. de helicoptero da região Leste da Amazônia e passar para o Nordeste, ficando Manaus com a responsabilidade de atender toda a Amazônia.
    Redistribua os helicopteros e ativava o 4°/8° GAv em Natal.

  2. Uma coisa que ninguém comenta. Busca e salvamento aéreo deixou de ser exclusividade da FAB a muito tempo. Hoje todos os Estados possuem em suas capitais grupamentos aéreos das polícias militares e bombeiros, com helicópteros que fazem salvamentos. Essa demanda está mais distribuída. Para a FAB ficou a busca e salvamento PARA-SAR mais especializada, sob tempo fechado, tempo noturno com óculos de visão noturna, entre outras missões SAR, grandes acidentes, inundações, etc. Mas aquelas missões mais básicas tipo salvamento de acidentados em trilhas, montanhas, praias os grupamentos aéreos dos Estados já fazem diariamente.javascript: postComment(0);