As lições aprendidas com o B-2 (foto) estão auxiliando a Northrop Grumman no desenvolvimento do B-21.

A Northrop Grumman, a fabricante original do bombardeiro B-2 Spirit, está construindo o novo bombardeiro B-21 Raider com as lições do velho jato em mente. O B-2, que comemora seu 30º aniversário este ano, experimentou um processo de desenvolvimento longo e caro que tanto o fabricante quanto a cliente, a Força Aérea dos EUA, esperam evitar ao construir o substituto do grande bombardeiro.

Um artigo no Los Angeles Times descreve o status do bombardeiro B-21 Raider. O bombardeiro, esperado para voar em 2021, é menor do que o bombardeiro B-2 que substitui. A Força Aérea planeja comprar pelo menos 100 aeronaves a um custo de US$ 550 milhões cada. O Raider, batizado em homenagem a uma força liderada pelo general James “Jimmy” Doolittle, que bombardeou o Japão em abril de 1942, substituirá os bombardeiros B-1B Lancer e B-2 Spirit no serviço da Força Aérea dos EUA. O bombardeiro não substituirá a B-52H Stratofortress da década de 60 tão cedo, que o serviço planeja manter em voo até pelo menos a década de 2050.

Apenas 21 bombardeiros B-2 foram fabricados.

Na época de seu desenvolvimento, o B-2 Spirit foi um dos programas de defesa mais caros de todos os tempos. A Força Aérea dos EUA originalmente planejava construir 132 bombardeiros, mas a queda da União Soviética e o fim da Guerra Fria, juntamente com o desenvolvimento desenfreado e os custos unitários, fizeram com que o Pentágono reduzisse o número para apenas 21 B-2s. O programa inteiro custou aproximadamente US$ 83 bilhões em valores de 2019, ajustados pela inflação – o suficiente para comprar 830 F-35A Joint Strike Fighters.

Mas isso é porque o B-2 era uma aeronave difícil de projetar. O pesado bombardeiro estratégico combinou um design de asa voadora sem cauda, ??o primeiro de uma aeronave de combate operacional, com um design stealth em todos os aspectos. Além disso, a Força Aérea dos EUA determinou uma mudança no projeto através do programa que mudou o perfil de voo do bombardeiro de missões estritamente em elevadas altitudes para incluir missões de baixa altitude e próximo do terreno após a missão.

Ilustração conceitual do B-21 Raider. (Foto: Mike Tsukamoto/USAF)

Isso exigiu um amplo redesenho da aeronave para fortalecer a estrutura da aeronave contra as tensões do voo de baixa altitude, aumentando o custo e atrasando o programa quase dois anos.

A Northrop Grumman está usando a experiência adquirida no desenvolvimento do B-2 e do F-35, para o qual é uma subcontratada, para ajudar a acelerar e tornar mais barato o processo de desenvolvimento do B-21. De acordo com as principais citações gerais da Força Aérea dos EUA pelo Los Angeles Times, a USAF está “realmente feliz” com o trabalho da Northrop Grumman no B-21.

Infelizmente, isso é tudo o que sabemos, porque o B-21 é um programa secreto, mas é um bom sinal. O avião está programado para voar pela primeira vez em dezembro de 2021.


Fonte: Los Angeles Times via Popular Mechanics

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5 COMENTÁRIOS

  1. Será que nós, meros mortais entusiastas, veremos o primeiro voo do B-21 em 2021, ou somente quando ele entrar em ação real, como foi com o F-117 (excluindo a operação em Granada).

    • Não amigo, esses que voce só toma conhecimento quando entram em ação são aqueles fruto dos Black Project, posso citar como exemplo aquele helicóptero usado no ataque ao complexo do bin laden.
      Esse projeto e público com muitos dados ja divulgados, lógico que alguns detalhes vão permanecer secretos mas o projeto em si deve ser foco de muitas publicações ao longo dos próximos anos.

  2. Bom, pelo pouco que se sabe parece que o B-21 será uma "reestilização" do B-2 tal como F-18 C/D- Super Hornet Gripen C/D -Gripen E/F Tucano T-27- Super Tucano T-29 etc.
    Evidentemente guardadas as devidas proporções..

    Apesar de um pouco menor provavelmente levará praticamente a mesma quantidade de armas, com a vantagem de ser ainda mais stealth devido aos anos de evolução tecnológica frente ao antecessor, além de novos materiais melhores e mais leves.. E com a grande vantagem do preço mais acessível para produzir e manter maiores quantidades. Justamente o maior calcanhar de Aquiles no B-2 que pagou o preço por conta do seu pioneirismo tecnológico na época.

    Os americanos estão certos, se não existe necessidade de reinventar a rodar, nada mais pragmático do que trabalhar com a fórmula que já provou dar certo.

  3. Não concordo com a idéia de reestilizacão. Imaginavam o que, um cruzador star wars? 30 anos de aprendizagem com certeza resultará em uma aeronave completamente nova

    • Sim, por isso o uso das aspas.
      E a ressalva das proporções tal qual as demais aeronaves citadas como exemplos.
      Evidentemente é uma nova tecnologia, um novo projeto, mas como visa substituir o mais antigo do mesmo fabricante, a comparação é válida.

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