Dash 8-300 da Wideroe chegando para pouso no Aeroporto de Manchester. (Foto: Dale Coleman / Airliners)

A companhia aérea regional norueguesa Wideroe quer eletrificar sua frota e lançou um programa de pesquisa com a fabricante britânico de motores Rolls-Royce para desenvolver uma aeronave movida a motor elétrico.

O programa foi lançado como parte da ambição da Widerøe de substituir sua frota de turboélices por novos aviões elétricos até 2030.

Atualmente, a companhia aérea opera 44 aeronaves turboélice da família De Havilland Dash-8 e quatro jatos Embraer E190-E2.

A primeira fase do projeto de dois anos abrange estudos operacionais e desenvolvimento de conceitos.

A Rolls-Royce usará sua profunda experiência em projetos elétricos e de sistemas para ajudar a aconselhar sobre todos os elementos do projeto. A fase inicial, que envolve estudos operacionais e provas de conceito, já está em andamento, com equipes de especialistas na Noruega e no Reino Unido trabalhando juntas diariamente, disse a fabricante britânica de motores em um comunicado.

No início deste ano, a operadora de aeroporto estatal norueguesa Avinor revelou planos para alimentar todos os voos de até 90 minutos com aeronaves elétricas até 2040.

O programa de pesquisa da Widoroe e da Rolls-Royce é apoiado pelo governo norueguês e pelo Banco de Desenvolvimento da Noruega, estatal.

“Nossa principal rede de voos locais de pistas curtas nas partes costeira e norte do país é ideal para aeronaves elétricas, e nosso acesso abundante a eletricidade limpa significa que esta é uma oportunidade que não podemos perder. Estamos determinados a mostrar ao mundo que isso é possível e muitos ficarão surpresos com a rapidez com que isso acontecerá”, disse Ola Elvestuen, ministro do clima e meio ambiente da Noruega.

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1 COMENTÁRIO

  1. É um privilégio poder testemunhar a um ponto de mudança tão significativo depois de mais de um século de uso de motores a combustão, que vão prevalecer ainda por um bom tempo, claro.
    Mas a coisa não tem volta e já estão partindo para os turboélices de médio porte.
    Vamos assistir com satisfação às soluções que desenvolverão para tornar isto viável, principalmente em relação a redução de peso e tamanho das baterias e aumento da autonomia.