A Somon Air, do Tajiquistão, quer adquirir 4 aeronaves E190-E2 da Embraer.

A Somon Air, companhia aérea de bandeira do Tajiquistão, informou que pretende receber até o final de 2018 quatro novas aeronaves E190-E2 da Embraer. As conversas com a fabricante devem começar em breve.

Desde fevereiro a companhia aérea vem demonstrando interesse na nova geração de aeronaves comerciais fabricadas no Brasil. Bahodur Rakhimov, diretor técnico da Somon Air, disse que a companhia aérea quer comprar as quatro aeronaves E190-E2, “tendo em conta as restrições de manutenção referentes as aeronaves da Rússia e da CEI”. Ao mesmo tempo, ele observou que ainda não existem acordos sólidos com a fabricante por parte da Somon Air.

A Somon Air usará as novas aeronaves E190-E2 principalmente nos voos domésticos e para o país vizinho Uzbequistão. Em 2017, as viagens aéreas foram retomadas entre esses dois estados, que por razões políticas estavam ausentes há um quarto de século.

Os quatro E190-E2 substituirão dois antigos Boeing 737-300, um de 1989 (prefixo EY-545) e outro de 1993 (prefixo EY-555). “Essas aeronaves são obsoletas e vamos deixar de usá-las neste ano”, comentou Rakhimov.

A companhia aérea privada Somon Air transportou 507.600 passageiros em 2017.

A aeronave E190-E2 recebeu na semana passada as certificações da ANAC, FAA e EASA, e o primeiro avião de série será entregue em abril para companhia aérea Wideroe.

Anúncios

10 COMENTÁRIOS

  1. "Ô meu Deus, como pode isto?! A Embraer não conseguirá vender nada se não for comprada pela Boeing. Foi pura sorte!!! Precisamos da Boeing para ontem!!!"

    Quando se tem um ótimo produto, bem gestado, com certeza haverá mercado. Simples assim.

    • Tem neguinho que vem aqui dizer que na Ásia central é cercadinho russo e que apenas o SSJ-100 vende. Que coisa não é amigo Wellington?..rs!

  2. E por falar em aviação regional, acabei de ler notícia acerca da preocupação das empresas aéreas regionais chinesas com a crescente competição dos trens-bala no país.
    A malha ferroviária desses trens vem se expandindo brutalmente por lá.
    Isso pode ser potencialmente perigoso para o mercado e empresas especializadas nesse tipo de avião.

  3. Excelente notícia pra Embraer. Precisa de mais encomendas e sim existe vida sem a Boeing, pode ser uma vida mais simples mas existe vida sem estar ligada a um gigante. A Embraer já deve ter o plano B para o caso das negociações com a Boeing falharem. E se este é seu dejesjo, se unir a Boeing, melhor correr para fechar negócio este ano, senão no próximo governo será mais difícil. O Brasil não vai abrir mão da dolden share, melhor, os militares não desejam a venda.

  4. Interessante o que é a evolução, o trem bala tira mercado dos aviões, se dissessem isso a 50 anos iria parecer piada.
    Na Indonésia os navios rápidos com conforto e passagem caras perderam espaço para a as empresas de baixo custo da aviação comercial, eles usavam navios rápidos com waterjets.
    Uma empresa doou 4 navios de construção alemã para a Marinha que tirou os waterjets e colocou motores diesel com hélice, ficou lento mas com custos viáveis.
    Antes: https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:A
    .
    Depois: https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:A

Comments are closed.