Com o acordo será formada uma das maiores empresas aerospaciais do mundo.

O Conselho de Administração da Embraer ratificou hoje a aprovação prévia dos termos da parceria estratégica da fabricante brasileira de aeronaves com a Boeing.

Ontem, o governo brasileiro autorizou a negociação, que irá possibilitar ambas as empresas a acelerar o crescimento em mercados aeroespaciais globais.

A parceria será submetida, então, à aprovação dos acionistas, das autoridades regulatórias, bem como a outras condições pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo. Caso as aprovações ocorram no tempo previsto, a expectativa é que a negociação seja concluída até o final de 2019.

As ações da Embraer na Bolsa de Valores de São Paulo subiram mais de 7% nesta sexta-feira (11/1), um dia após o anúncio de que o presidente Jair Bolsonaro não se oporia à fusão da fabricante brasileira de aviões com a gigante norte-americana Boeing.

Entenda o acordo

O acordo prevê que a Boeing assuma o controle das atividades civis da Embraer por 4,2 bilhões de dólares, o que permitirá controlar 80% do capital do novo grupo. Os 20% restantes permanecerão nas mãos da empresa brasileira.

Isso permitirá que a empresa norte-americana ofereça aeronaves com capacidade de até 150 assentos, um mercado no qual não compete.

As duas empresas também formarão outro grupo para comercializar o cargueiro KC-390, da Embraer, no qual a empresa brasileira terá 51% do capital e a Boeing 49%.

3 COMENTÁRIOS

  1. Melhor cenário possível, já que nossa realidade mão permite que seja a Embraer comprar a Boeing.
    É provável, assim como a Airbus o fez, que seja aberta mais uma linha de produção nos EUA, com a Embraer fornecendo peças- muito mais que hoje, principalmente paramos E-175.