Um helicóptero de ataque Ka-52 Alligator produzido pela Kamov. (Foto: Russian Helicopters)

O parque de helicópteros da Força Aérea Russa continua a ser renovado em ritmo acelerado. Ao mesmo tempo, a variedade produtiva não tem muitas máquinas importantes. Será que os produtores são capazes de completar operativamente essa falta?

Os ritmos de produção de helicópteros para a Força Aérea Russa aumentam a cada dia. O número de novas máquinas prontas para ação torna-se aceitável. Só nos últimos três anos, a Força Aérea recebeu cerca de 260 helicópteros de diferentes tipos. Só no quadro dos contratos em vigor, o Ministério da Defesa receberá mais de 500 máquinas. Para 2020, a indústria deve fornecer ao departamento militar mais de 1.200 helicópteros, renovando o parque em 80 por cento.

Atualmente, a gama produtiva inclui principalmente helicópteros de transporte e polifuncionais Mi-8 em várias modificações e helicópteros de combate Mi-28, Ka-52 e Mi-35M. O último modelo é uma profunda modernização do veterano Mi-24. Em menores quantidades são comprados helicópteros leves de treino e de transporte de tipo Ansat e Ka-226, assim como helicópteros superpesados Mi-26. O Ministério da Defesa recebe ainda um pequeno número de helicópteros desenvolvidos pelo Gabinete de Projeção Kamov, destinados para a aviação naval.

Enquanto para substituir helicópteros de combate a aposta foi feita em máquinas promissoras (as compras de helicópteros Mi-35 são relativamente pequenas pelo volume, tendo essas máquinas por objetivo facilitar a passagem para Mi-28), a seleção de helicópteros de transporte é mais tradicional. Os médios Mi-8 e os pesados Mi-26 serão substituídos por médios Mi-8 e pesados Mi-26, mas numa versão seriamente renovada com novos motores e equipamentos. Destaque-se que a indústria não desenvolveu por enquanto modelos cardinalmente novos, capazes de substituir estes tipos de helicópteros. É desconhecido o volume exato de compras planificadas de Mi-8 e Mi-26. Segundo os dados disponíveis, serão 500 unidades para a primeira máquina e 35-40 para a segunda.

A insuficiente variedade de modelos já piorou a imagem do ramo russo de construção de helicópteros na Índia, em que o Mi-8 perdeu a licitação para o helicóptero americano Chinook. As possibilidades dessa máquina superpesada foram consideradas pelo cliente, mas os produtores russos não têm por enquanto helicópteros convenientes da classe “média-pesada” fabricados em série.

Entretanto, não se pode dizer que os produtores são incapazes, a princípio, de apresentar um novo modelo de máquina média de transporte. Podemos destacar, no mínimo, o helicóptero Mi-38 que atualmente está a ser testado. Por suas caraterísticas, esta máquina se aproxima de perto do helicóptero europeu EH-101 Merlin, que é utilizado frequentemente com fins militares. É conhecido que o Ministério da Defesa está disposto a discutir as compras de helicópteros Mi-38 após a máquina concluir os testes em 2013-2014. Uma centena de tais helicópteros seria um elo ideal entre os Mi-8 de média classe e os pesados Mi-26.

O mockup do novo helicóptero utilitário médio Ka-62. (Foto: Russian Helicopters)

Por outro lado, a variedade da produção poderia ser reforçada por helicópteros Ka-62, capazes de preencher a lacuna entre os Mi-8 e as máquinas ligeiras de tipo Ansat. Com gabaritos menores em comparação com helicópteros utilizados na Marinha Russa e desenvolvidos à base do K-27, o K-26 poderia substituir estes helicópteros na aviação naval sem perdas de capacidade combativa graças aos equipamentos e motores de nova geração.

O alargamento da gama de produção é necessário, inclusive, para ampliar a oferta no mercado de helicópteros civil. Caso contrário, é pouco provável se desenvolver estavelmente no ramo, porque já é impossível manter a produção do material bélico à conta da subida constante dos preços.

Fonte: Voz da Rússia / Ilya Kramnik

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Desde já meu muito obrigado.

Fernando Valduga

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15 COMENTÁRIOS

    • Olá Major, como vai…

      Sendo eles os fabricantes, podemos pensar em vários motivos…
      O Mi-35, como sabemos, incorporou vários dispositivos criados para o Mi-28, além de manter a robustez natural da lendária máquina… Mas, o Mi-28 é um projeto novo, portanto, dotado de soluções satisfatórias para demandas, que um projeto modernizado não poderá se equiparar.
      Essa é a lógica da engenharia.

      Sds.

      • Tovarisch Ilya!
        Espero que já tenha recuperado o ânimo, depois de desfeito o mito urbano (as duas versões extra do Yak-130).

        • Cara vc tem pessimas fontes de informação nao é ???

          Foi a Irkut quem falou da outra versão do Yak 130, e não o Ilya…

          • O que tu ainda não percebeste é isso é propaganda comercial da Irkut e não informação!!

            Mas, fazer o quê né, se tu acredita na primeira coisa que lê…

            PS – Vá ler a notícia sobre o Yak-130 e depois veja quem disse o quê.

            • Dom Afonso, és tão "doente" como torcedor fanático de time de futebol…
              Eu afirmei no tópico do YaK-130, que o fabricante oferece outras versões.
              Você, então, de forma intempestiva, disse que eu propalava uma "lenda urbana"…
              Pois, eu disse de onde a informação provinha: Revista Asas, Nº. 65, página 60 (a informação específica se encontra na página 67 da referida revista).

              Ponto.
              Se o fabricante diz oferecer uma versão distinta, que somos nós para dizer que não?
              Quem és, para dizer que não?
              É o fabricante que diz oferecer, e isto está estampado em Offset em uma matéria publicada numa revista especializada.
              Ponto.

              Queres discutir o mérito da matéria?
              Então procure o autor: Piotr Butowski.
              Simples.

              • Parece-me que o companheiro está a distorcer dois factos.

                1) Olha lá a forma intempestiva e "doente" de que você fala:
                "…E assim ficou lançado mais um mito urbano…"

                Foi tão somente um único post de uma única frase. A Brigada Matrioska é que veio logo a terreiro defender a dama, de tão cega que fica quando critico algo russo.

                2) Foi o tovarisch que me ficou "cutucando" noutros posts, com ânsias para eu ver o quanto você estava "certo", com a sua "fonte".

                PS – Não acredite em tudo o que lê, porque nem tudo o que vem nas revistas especializadas são livres de interesses. Regra número um do jornalismo: Nenhum jornalista é isento.

                • Os outros estão sempre a distorcer algo, assim diz o altíssimo supremo, dono da verdade última…

                  Aliás, concordamos em algo, que a isenção é impossível, já que a verdade, única, só existe na matriz do pensamento platônico. No entanto, a realidade é observada e sentida, por isto, constitui-se como perspectiva.

                  Em relação ao post, caríssimo Dom Afonso, nada muda o fato, de que em um post sobre o YaK-130, comentei que o fabricante oferecia versões outras da aeronave, o que você rebateu como "Lenda Urbana". E assim o fez, com intuito evidente, de denegrir-me neste espaço de comentários, como um visitante que propala leviandades…

                  Pois. Eu aqui coloquei a fonte da notícia sobre o fato do fabricante oferecer outras versões. Criticar a matéria, como "propaganda do fabricante" nada muda, já que ainda seria a voz de quem produz.

                  Entendes agora, Oh Impiedoso?

                  Eu estou a rir, e pelo jeito, outros também, com a vossa obsessão.

                  😉

                • Tovarisch eu não vou voltar a dar-lhe as minhas razões para duvidar (mais do que muito) da possibilidade de tais versões, seria chover no molhado.

                  No entanto, registo aí um conflito interno que me deixa algo apreensivo…

  1. Para o cenário da Russia atual é necessário haver uma transição suave dos equipamentos herdados da URSS para novos projetos… Diferentemente dos EEUU eles nao tem grana pra queimar e precisam renovar o plantel ao memso tempo em que ganham expertise em novos projetos, assim a coisa vai aos poucos se transformando. O Mi-35 é um Mi24D por fora e um Mi-28 por dentro… coisa de russo… mas… depois falam que compramos coisa ruim… só analisar um pouquinho…

    • Sem falar que o custo de desenvolver um helicoptero novo é bem maior que modernizar um que já existe.
      Na nova realidade da Russia, concordo que deve ser o ritmo correto, vão gerando novas versões do que já existe e, aos poucos, novos modelos.

  2. Os helis russos precisam de um "choque de design" 🙂

    O KA-62 já é alguma coisa. Mas todos os modelos, excetuando os de ataque, deveriam passar por um rejuvenecismento. Modernizar motores e sistemas aviônicos é bom, mas o design ajuda a vender também. 🙂

    []'s

  3. Cabe uma explicação sobre o fato deles colocarem o Mi-35 como transição na Rússia:

    Eles tem uma "Academia da Força Aérea" específica e separada da formação de asas fixas para formação de pilotos de helicópteros, com duração de quatro anos, a instrução é feita em duas fases, primeiro em PZL Mi-2 que vai ser substituído pelo Kazan Ansat.
    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thu
    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thu

    E depois os alunos são separados em dois ramos, transporte com o Mi-8 e Ataque com o Mi-24.
    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thu
    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thu

    O Mi-24 tem cockpit defasado e o Mi-28 um avançado glass cockpit, por isso entra no meio do caminho para eles o Mi-35, onde o piloto que foi formado e ja está acostumado com a célula do Mi-24 tem que se adaptar aos novos sistemas mais modernos do Mi-35. Depois de dominar os sistema passa para o Mi-28.

  4. AAhh eu so queria que os novos caças estivessem nesse ritmo acelerado tambem…

    Mas, a reportagem prova o sucesso da Industria aeronautica russa !

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