Duas aeronaves F-35A já foram entregues para Coreia do Sul, que deve receber 40 até 2021.

A agência de aquisição de armas da Coreia do Sul disse na quarta-feira (22/05) que vai se esforçar para melhorar os sistemas e procedimentos sobre como os acordos “compensatórios” devem ser buscados e implementados depois que o auditor do estado encontrou problemas com as negociações da agência para comprar caças furtivos F-35A.

Em 2014, a Coreia do Sul concedeu o contrato de compra de novos jatos de combate à Lockheed Martin, anulando uma decisão anterior de selecionar a Boeing, que oferecia o F-15 Silent Eagle, como concorrente preferencial do projeto FX-III, avaliado em 7,4 trilhões de won (US$ 6,19 bilhões).

O contrato para a compra de 40 caças F-35 Lightning II foi concluído de forma “compensatória”, exigindo que a gigante norte-americana da defesa transferisse dezenas de tecnologias-chave para a Coreia do Sul em troca da compra de caças caros.

Mas a implementação do acordo não foi boa, pois o governo dos EUA recusou em 2015 a emissão de uma licença de exportação para quatro tecnologias de jatos de combate, incluindo uma tecnologia de radar, para a Coréia do Sul, embora a empresa americana tenha concordado em fornecer 25 tipos de tecnologias no negócio de compensação.

Na terça-feira, o auditor estadual do Conselho de Auditoria e Fiscalização (BAI) anunciou os resultados de uma extensa auditoria nas negociações, dizendo que irregularidades foram encontradas no curso das negociações da Administração do Programa de Aquisição de Defesa (DAPA) para realizar o acordo de compensação.

Chegada do primeiro F-35A da Força Aérea da República da Coreia (ROKAF).

A DAPA “não cumpriu algumas regulamentações relevantes ao longo das negociações”, disse o auditor. Vários funcionários da DAPA também “revelaram ter falsamente relatado detalhes dos contratos” ao comitê do governo encarregado de aprovar o projeto de aquisição, disse a BAI, conclamando o chefe da DAPA a repreender os responsáveis e renovar os sistemas.

Mas o auditor se recusou a tornar pública a maioria dos detalhes, incluindo quando e como a DAPA violou os regulamentos, quais regulamentos foram violados e quem foi o responsável, citando confidencialidade militar.

“Temos trabalhado para melhorar os sistemas relevantes e renovar nossas regulamentações e faremos esforços contínuos”, disse o porta-voz da DAPA, Park Jeong-eun, acrescentando que vai pressionar para revisar as leis “se necessário”.

“Vamos nos esforçar mais para pressionar por acordos de compras de maneira transparente no futuro”, disse o porta-voz.

Em março deste ano, dois dos caças da quinta geração chegaram a Cheongju, a 140 quilômetros ao sul de Seul, vindo do Arizona, e passaram por voos de teste. Até o final deste ano, mais oito devem chegar na Coreia do Sul, com o total de 40 sendo implantados até 2021.


Fonte: Yonhap News

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6 COMENTÁRIOS

  1. Cá entre nós… transferência de tecnologia nunca foi o forte dos americanos!

  2. Boa noite, acredito que onde o texto indica 6,19 milhões seja 6,19 bilhões, ou 619 milhões

  3. Esperar que forneçam tecnologias sensíveis mesmo a um aliado como a Coréia do Sul é muita ingenuidade ! E se prometem para vender armamentos caros, enrolam, enrolam, enrolaaaaaaaaaaaaaaam…..
    Todo mundo faz isso !

  4. Querem acesso irrestrito a todas tecnologias ?
    Simples : FVM !
    = Faça você mesmo !

  5. Prezados colegas! Eu não tenho o menor conhecimento sobre compras militares entre países, e pergunto:
    Não poderia haver uma cláusula contratual, obrigando compensações por parte da fabricante, caso fosse prometido pela fabricante, transferência de alguma tecnologia e esta fosse barrada pelo congresso americano?
    Não é a primeira vez que isso acontece. Já aconteceu conosco, como por exemplo, no caso dos AMX sem o M-61 Vulcan.
    Um grande abraço a todos.

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