A Coreia do Sul decidiu adquirir as aeronaves P-8A Poseidon para substituir seus P-3 Orion.

Militares da Coreia do Sul escolheram a Boeing para fornecer as novas aeronaves de patrulha marítima do país, em um contrato avaliado em cerca de 1,9 trilhão de wons (US$ 1,71 bilhão), disse um executivo sênior da empresa nesta segunda-feira.

A agência de aquisição em defesa sul-coreana DAPA (Defense Acquisition Program Administration) disse separadamente que havia decidido comprar a aeronave P-8 Poseidon através do programa de vendas militares (FMS) do governo dos EUA.

Kang Hwan-seok, um porta-voz da DAPA, disse a uma coletiva de imprensa que a decisão foi tomada depois de uma revisão abrangente dos aspectos legais, custo, cronograma e desempenho.

Assim como outras nações, a Coreia do Sul também vai substituir seus P-3 Orions, e escolheu o P-8 Poseidon. (Foto: Keith Anderson)

A Saab e a Airbus também demonstraram interesse em atender às necessidades do governo com os modelos Swordfish e C295 MPA, respectivamente, mas o contrato da Boeing foi concedido em uma base de “única fonte” que não exigia um processo de concurso competitivo.

A Coreia do Sul disse em fevereiro que iria adquirir novas aeronaves de patrulha marítima no exterior com capacidades anti-submarinas mais fortes, a fim de responder melhor à ameaça dos mísseis balísticos lançados por submarinos da Coreia do Norte.

A decisão de fevereiro veio antes das relações entre as duas Coreias se acalmarem rapidamente neste ano, com os Estados Unidos e a Coreia do Sul indefinidamente suspendendo dois exercícios de treinamento militar, após a cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano Kim Jong Un.

O P-8A Poseidon, da Boeing, era o provável candidato, já que sua carga útil e distância de voo são mais do que suficientes para atender às exigências da Coreia do Sul, disse uma fonte militar com conhecimento direto do assunto, mas mantendo o anonimato.

Yang Uk, pesquisador sênior do Fórum de Defesa e Segurança da Coreia, disse que não foi uma “má escolha”, dadas as características de Poseidon.

“Mesmo que a Coreia do Sul e os EUA decidam não realizar exercícios militares este ano, temos que manter a segurança até que a Coreia do Norte se desnuclearize completamente e também precisemos substituir nossas velhas aeronaves de patrulha marítima”, disse Yang.

A Coreia do Sul tem uma frota existente de antigos P-3 Orions da Lockheed Martin.


Fonte: Reuters

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21 COMENTÁRIOS

  1. Excelente escolha pois o P-8 é a melhor aeronave de patrulha marítima e guerra ASW disponível! E quanto mais a Airbus demora para oferecer uma plataforma crível ( e não um turboélice de autonomia e capacidade de carga limitados) mais o mercado se estreita. Daqui mais um pouco mesmo países como Alemanha, Itália e Espanha, apesar de Trump, irão comprar o jato da Boeing.

    • Rsrs

      Irão comprar? Sério? Tu convicção é assustadora. Rsrs

      Seja mais racional e menos passional. Conselho de amigo.

      Até mais!!!

      • Wellington, tem pelo menos 15 anos que a Airbus permanece indecisa em desenvolver ou não uma versão de patrulha marítima do A-320. E enquanto isso o tempo vai passando e as células dos atuais aviões (P-3 e Breguet Atlantic) vão envelhecendo. A própria Itália já retirou de serviço seus Atlantic e está se virando com uma solução provisória na forma de uma versão do ATR-72. A persistir esse quadro simplesmente não haverá tempo hábil para o desenvolvimento e os países terão de comprar o P-8 sob pena de ver os submarinos russos fazendo selfies em suas praias.

        • O que a Airbus fez foi propor alternativas, isto ela fez, mas ninguém está nesse mercado para rasgar dinheiro, a própria Boeing só desenvolveu o P-8 depois que a USNAVY disse que iria botar dinheiro no negócio, como agora estão fazendo França e Alemanha, dentre outros possíveis clientes, como o próprio Canadá.

          Não coloque o carro na frente dos bois. O resto é futurologia da tua parte. Repito, mais racionalidade e menos passionalidade.

          Até mais!!!

          • Wellington, quem está agindo com passionalidade é você! Eu apenas relatei fatos concretos ou seja, que a Airbus há pelo menos 15 anos promete uma versão MPA e ASW do A-320 e até o presente não entregou nada! Enquanto isso a Boeing respondeu à um RFI/RFP da USN e entregou o que hoje é o melhor aparelho da categoria. E ainda faturou diversos contratos no exterior ajudada pela absoluta ausência de concorrência pois no Ocidente ou você compra o P-8 ou resgata P-3 do AMARG.

            Quanto aos países que você citou tudo o que têm é um memorando. Na hora que lançarem um RFP a Boeing terá (como já tem) uma aeronave pronta e operacional ao passo que a Airbus terá apenas "impressões artísticas" para oferecer.

            Não deixe o antiamericanismo como um fim em si mesmo embaçar sua visão dos fatos! Aliás, ao lado do antissemitismo o antiamericanismo provavelmente é o sentimento mais burro que existe embora não seja criminoso como o primeiro.

            • No início a Airbus queria lançar uma versão de patrulha para o seu A310, que era a aeronave dedicada a operações militares como o A310 MRTT de reabastecimento, usado até hoje pela Alemanha e Canadá. Mas o uso de um jato comercial bimotor não foi bem recebido, só depois da US Navy usar o P-8 é que as outras marinhas passaram a ver esta possibilidade como viável.

              • Na época havia muita dúvida quanto à confiabilidade dos motores, basta ver que os adversários dos ETOPS cada vez mais longos para bimotores diziam "Engines Turns Or Passenger Swins". Com o tempo e o aumento da confiabilidade dos motores passou a ser aceito que uma aeronave bimotora poderia executar a tarefa.

                Agora, o uso do A310 me parece estranho pois seria uma aeronave grande demais para a tarefa.

            • Que tal racionar um pouco?! A Espanha, que produz o sistema FITS, vai de P-8 ou de A320MPA, com o seu sistema FITS? A Alemanha e França, que produzem o A320 vão de P-8 ou A320MPA? E sou eu quem está sendo passional?!

              Aliás, isto é fato, França, Alemanha e Espanha estão comprometidos com este projeto, você aceitando ou não.

              Até mais!!!

  2. Penso se a Embraer no seu braço de defesa, com alguma ajuda e influência da Boeing (porque o braço de Defesa não faz parte do possível acordo) poderia oferecer uma alternativa mais barata ao P-8A Poseidon para os países aqui da América do Sul por exemplo e inclusive a própria FAB. A plataforma poderia ser o 195-E2 que é o mais capaz do portfólio da Embraer. Seria interessante, porque em breve a FAB deve substituir os P-3 que devem ter algo mais em torno de 10 anos de operação e também os modernizados P-95. E não só a FAB mas também Chile, Argentina e outros. Acho uma boa.

    • A Boeing quer a Embraer, de preferência inteira, justamente para que não haja qualquer alternativa que não os seus produtos. Um P-190 é um concorrente ao P-8 e não uma alternativa mais em conta.

      Ajuda da Boeing?! Putz!!!

    • Não tem sentido no caso da compra da Embraer a Boeing lançar uma aeronave que vai concorrer diretamente com o seu P-8A, é mais uma questão de customizar o seu Poseidon para que o mesmo atenda aos requisitos.

      Ter no seu portfólio aeronaves de emprego militar que vão competir pelos mesmos mercados seria estranho demais.

    • Jéfferson, a lógica aqui no Brasil é: vai ter ToT para desviar fundos? Não!

      Então não vão desenvolver o 195-E2 como plataforma ASW, AEW, AWACS, AEW&C e etc.

      Falei ontem no Cavok a questão do F-35I que é "autônomo" em relação ao americano enquanto os turcos podem ou não ser operacionais.

      Seria uma excelente plataforma, mas temos radares, sonares ou softwares nacionais para equipar uma aeronave de patrulha marítima? Não!

      • Certíssimo. Ceder apenas a aeronave não adianta nada. Serve apenas para desviar verba.

      • Sim, a BRADAR tem alguns sistemas de radares embarcados, aliás, foi por isto que a Embraer comprou a Orbisat e depois mudou a nomenclatura para BRADAR.

  3. Não tem como comparar o P-8 com os demais concorrentes apresentados.

    • Simplesmente não há concorrentes para o P-8 hoje salvo o aparelho japonês que, por ter sido construído exclusivamente para a tarefa e portanto não é derivado de um aparelho comercial, certamente tem custos bem mais elevados que o avião da Boeing.

  4. A Coreia do Sul não quer só qualidade, quer quantidade. Estes P-8 irão atuar junto com os P-3, que passam por um atribulado programa de modernização.

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