Um oficial da defesa sul-coreana, falando sob anonimato, confirmou à imprensa local que o governo está em negociações com três a quatro países para alugar satélites espiões.

A Coréia do Sul alugará vários satélites de espionagem militar de um país estrangeiro no próximo ano e acelerará a melhoria de seu poder de combate contra as ameaças nucleares e de mísseis da Coréia do Norte, anunciou o Ministério da Defesa Nacional.

O governo planeja alocar US$ 210 bilhões* em uma série de projetos destinados a aumentar o poder de fogo militar do país entre 2018 e 2022 conforme as diretivas do plano de defesa nacional de médio prazo.

A Coreia do Sul tem cerca de 625 mil soldados, mas está num processo de estabelecer um “sistema de três níveis” para superar os 1,1 milhão de soldados do Norte.

Os ‘três níveis’, que em tese darão a capacidade de contrapor o volume de soldados do Norte se baseia na capacidade de ataque preventivo pelo projeto Kill Chain, na defesa aérea pelo ar e por mísseis (Korean Air and Missile Defense – KAMD) e na estratégia de punição e represália contra o Norte (Korea Massive Punishment and Retaliation – KMPR).

Os militares do Sul planejam montar o sistema de três níveis no início da década de 2020, mais cedo do que o inicialmente planejado.

A decisão reflete a seriedade da ameaça representada pelo desenvolvimento de armas de destruição em massa pela nação comunista e a urgência de resolver o problema. O Norte, governado por Kim Jong-un, de 33 anos, realizou dois testes nucleares e lançou cerca de 30 mísseis balísticos desde o ano passado.

A Coreia do Sul tem no projeto Kill Chain, que visa realizar um ataque preventivo contra as instalações nucleares e de mísseis do Norte em caso de ameaça iminente. Seul planeja adquirir cinco satélites militares até 2022 no chamado “Projeto 425”.

O governo espera estar operando um ou mais satélites espiões já no início de 2018.

Os militares também pressionarão pela operação antecipada de novos meios de ataque para destruir as principais instalações militares do Norte. O Sul vem desenvolvendo novos mísseis balísticos com alcance entre 800 e 1.000 km.

Para o projeto KAMD, Seul decidiu comprar mais mísseis Patriot e atualizar mísseis terrestres de médio alcance e adquirir mais radares de alerta antecipado. Já para KMPR, o sistema focaliza diretamente na liderança do Norte.

Seul também atualizará os helicópteros UH-60 para a infiltração de tropas no Norte e outros equipamentos usados por forças especiais.

O ministério disse que planeja aumentar a proporção de gastos em projetos de pesquisa e desenvolvimento no orçamento de defesa para 8,3% em 2022 contra os atuais 6,9%.


FONTE: Yonhap News Agency


NOTA DO EDITOR: Quais seriam as nações capazes de alugarem seus satélites espiões? EUA, Inglaterra, França e Índia.

8 COMENTÁRIOS

    • Houve um satélite espião israelense "ajudando" a monitorar o Brasil nos jogos olímpicos do ano passado, inclusive. Foi amplamente noticiado…

      • Por que a Rússia não poderia entrar nesse grupo de países que poderia alugar satélite espião?

        Em tese ela tem capacidade para tal, então a mesma estaria sendo excluída desse grupo por conta do alinhamento da Coreia do Sul com o Ocidente, correto fazer essa leitura?

  1. A primeira imagem mostra bem que a família Kim poderia ter dado um uso muito mais racional a energia atômica, sem se tornar pária na comunidade internacional e tendo um mínimo de desenvolvimento econômico.

    Nem a Grã-Bretanha durante a Batalha da Inglaterra ficou tão escura assim…

    Engraçado que a C.S possui algumas capacidades militares industriais notáveis. Porém, aparentemente não mostra avanços/desenvolvimentos em áreas consideradas críticas para uma potência militar. A própria DMZ merecia um satélite apenas para ela.

    • É pq eles tem as costas quentes…. qualquer B.O. é só chamar o Tio Sam.
      Igual os Eurobambis, tudo sucateado ou com poucas unidades, pq qualquer problema a OTAN vem e passa a patrola por cima.

  2. As coisas estão se encaminhando para uma disputa armada e parece que não tem retorno. Preocupante essa situação.

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