Airbus A330 da Air China.

A Airbus acredita que há sinais iniciais de recuperação do transporte aéreo após o surto de coronavírus na China, de onde a primeira onda de contágio se espalhou.

Suas instalações em Tianjin interromperam brevemente a produção quando o surto emergiu, mas desde então retomaram a fabricação, embora as operações aéreas chinesas continuem sendo significativamente afetadas.

Falando durante um briefing em 23 de março, o executivo-chefe Guillaume Faury disse que a Airbus começou a ver “alguns primeiros sinais de recuperação lenta” nas viagens aéreas domésticas.

Os clientes chineses não foram capazes de receber as aeronaves no auge da crise, diz ele, mas existem “algumas indicações” de que as entregas serão retomadas uma vez operacionalmente possível – talvez “em breve”, no próximo mês.

Faury diz que a situação chinesa lhe deu confiança de que, com uma lenta retomada das entregas, a Airbus retornará ao “alto número de entregas” na China no final do primeiro semestre ou durante o segundo semestre deste ano.

“Ainda é muito cedo para ser preciso”, diz ele, e alerta que o desenvolvimento depende do nível de melhoria na China. Faury sugere que, de um ponto baixo de 85% de redução de tráfego, o número voltou a 30%.

Ele afirma que os riscos chineses parecem estar menos ligados às pessoas do país do que aos viajantes que chegam, e acrescenta que as evidências de recuperação – embora sejam uma referência interessante – podem não extrapolar para outras regiões.

“No resto do mundo, a tendência é oposta”, diz ele. “Vemos um tipo muito diferente de situação.”

Embora a recuperação tenha começado na China, diz ele, a Airbus não consegue identificar onde o “ponto baixo” ocorrerá fora do país. Embora a empresa tenha estimado as entregas de 860 aeronaves este ano, ela retirou suas diretrizes para 2020 e Faury diz que é “muito cedo” para estimar o efeito nas entregas para o ano.


Fonte: Flightglobal

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1 COMENTÁRIO

  1. Essa história é muito complicada. A China é responsável por seus cidadãos e seus hábitos que prometeu mudar desde da SARS 1, H1N1, gripe aviária e suina. Nada mudou e eles demoraram a alertar o mundo sobre a crise, a catastrofe próxima que sentiremos na carne em breve por aqui. A OMS fez vistas grossas, não alertou ninguém e caiu no conto chinês, afinal o Chefe da OMS é etiope, ex secretário da saúde daquele país, e todos sabemos que hoje a Etiópia é quintal Chinês, com grande fluxo de mão de obra e infraestrutura chinesa naquele país. Logo, o etíope da OMS não iria contra seus chefes. Agora, eles criaram a pandemia, e depois lucram com isso, retomam sua atividade industrial e fica por isso mesmo? O mundo ocidental se tornou cordeiros, presas dóceis e fáceis para o Lobo chinês.