Um helicóptero Bell UH-1H do 1°/8° Grupo de Aviação, o Esquadrão Falcão, preparado em Fortaleza. (Foto: Cb Edilberto Rocha / Força Aérea Brasileira)

Quem entra na sala que foi destinada à tripulação composta por oito militares do 1°/8° Grupo de Aviação, o Esquadrão Falcão, pensa que eles estão de folga. O helicóptero permanece sem decolar da Base Aérea de Fortaleza, para onde foi deslocado durante a CRUZEX V. Sentados, os pilotos conversam animadamente e contam “causos” de outras operações militares. Mas tudo não passa de um engano: estão todos em alerta, ao lado do telefone, torcendo para que ele não toque.

A explicação é simples: se ele tocar é mau sinal. Os “Falcões” não vieram para a CRUZEX V com o objetivo de treinamento, nem de ataque. Vieram por motivo de precaução, para ficar em alerta e entrar em ação imediatamente no caso de algum acidente aeronáutico. Se isso acontecer, eles terão apenas 20 minutos para equipar o helicóptero com a configuração de socorro adequada de acordo com o tipo de salvamento e decolar. Dentre os equipamentos principais, duas macas podem ser levadas no helicóptero.

O Tenente Guilherme Toscano, que é o mais experiente do grupo, já participou de oito resgates e relembra com emoção o salvamento de um recém-nascido com sete dias de vida. “Chegamos ao local do acidente em Sinop, no Mato Grosso, e a cena era horrível. Várias pessoas haviam morrido, mas, em meio ao caos, o choro de um bebê anunciava que havia esperança. Isso compensa todas as adversidades que passamos. Chegar lá e encontrar alguém vivo é a melhor coisa que pode acontecer”, conta.

Já o Tenente Pedro Vidigal relembra uma das missões de misericórdia que participou no norte do Amapá. “Um garotinho foi picado por uma jararaca na Aldeia Okakay e fomos acionados para resgatá-lo. A missão foi concluída com êxito e o paciente levado até Macapá para receber a assistência médica. Um ano depois, durante a Operação Gota, tive a oportunidade de retornar à mesma aldeia e ver o menino brincando alegremente com outras crianças. Foi uma satisfação muito grande ver que salvamos mais uma vida”, concluiu.

Fonte: Tenente Daniela Callegaro / Agência Força Aérea

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6 COMENTÁRIOS

  1. Já faz algum tempo que os Falcões não vêm à Macapa realizar a Operação Macapex, ou estão com pouca grana para o custeio, ou estão com poucas aeronaves disponíveis, mas vira e mexe tem um sapão aparecendo por aqui.

    Até mais!!!

  2. Bom, torcemos para que os Falcões fiquem no ninho. Quanto as demais operações de salvamento da força, só demonstra o grau de prontidão e preparo das equipagens. Parabéns aos "Anjos" da FAB.

  3. Deveriam doar os Sapões para as Policias Estaduais, pois esta crescendo cada vez mais essa modalidade de Policiamento, alem de regaste aeromedico, combate a incendios, transportes de orgãos.

  4. Que saudade de poder ver o sapão aqui na minha área. Sou do interior de SP, Piquete, e os falcoes estão bem longe daqui. Espero ainda poder ouvir aquele barulho do motor do agazão. Abraço.

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