Os custos operacionais do F-35 deverão ser cerca de 10% maiores do que o F-16. (Foto: Lockheed)
Os custos operacionais do F-35 deverão ser cerca de 10% maiores do que o F-16. (Foto: Lockheed)

Os custos operacionais para Lockheed Martin F-35 deverão ser cerca de 10% maiores do que os do F-16. O Escritório Conjunto do Programa F-35 (Joint Program Office – JPO) no Pentágono, divulgou, no último dia 18 de abril, dados preliminares para o parlamento holandês, comparando os custos por hora de voo entre as duas aeronaves.

O custo da hora de voo do F-35A está estimado em US$ 24.000/h, cerca de 10% superior a do F-16. Estes dados foram obtidos em cooperação com a Força Aérea dos EUA, do Departamento de Avaliação de Custos de Defesa e Gabinete de Avaliação do Programa. Dados e insumos básicos, comparáveis, foram utilizados para avaliar os custos operacionais relativos entre as aeronaves.

No início deste ano, a USAF informou que a JPO estava tentando conciliares dois diferentes conjuntos de estimativas de custos: uma da USAF e outra da Lockheed. Os números de custo divergiram devido a diferentes suposições a partir do qual cada um baseou as suas estimativas.

FONTE: Flightglobal – Tradução: Cavok

NOTA DO AUTOR: Surpreende saber que um F-35A terá um custo por hora de vôo pouco maior do que um F-16 ou surpreende saber que o F-16 tem um custo de hora de vôo pouco abaixo de um caça de 5ª Geração?


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29 COMENTÁRIOS

  1. Isso parece uma tentativa do Pentágono e (da cada dia mais incompetente) Lockheed de iludir o contribuinte holandês. Não duvido que os valores do F-35 sejam próximos a isso, mas do F-16 é quase certeza que estão exagerando de proposito. Eles tentam passar para o contribuinte holandês e de todo os outros países envolvidos com o "forno de queimar dinheiro" (vulgo F-35), que o mesmo custa pouco mais que um mero F-16.

    Um fato curioso é que quando o Rafale teve hora de voo *especulada* entre 18 e 20 mil dólares teve um monte de gente chorando querendo se matar, mas quando a própria Lockheed, diz que o F-16 tem hora de voo acima do 20 mil dólares os "mesmos" não falaram nada.
    Ok, ok esse numero é falso, blz… só que aquela velha teoria de fanboys entre nós se sustenta.

  2. Sobre custos operacionais e suas diversas estimativas, cabem algumas observações. Primeiro que estimativas objetivas, com critérios unificados e padronizados, o que permitiria uma real dimensionamento desses custos e eventuais comparações, não são de interesse de nenhuma das duas partes comumente envolvidas e que possuem acesso direto aos dados brutos. Governos temem "escandalizar" seus contribuintes, já que os custos são elevados e o cidadão mediano tende a ser um tanto quanto pacifista e sem muitas noções de geoestratégia, geopolítica, defesa e dissuasão, geralmente considerando como desperdício os elevados custos envolvidos em todo o aparato de alta tecnologia de defesa. Aos fabricantes igualmente não interessa essa transparência já que, além de serem esses custos elevados em geral mal vistos pelos cidadãos dos possíveis compradores, atrapalham campanhas de vendas que recorrem rotineiramente à grande nebulosidade desse assunto, envolvendo divulgação de valores "subfaturados" ou em condições minimalistas com relação aos seus próprios produtos, enquanto se divulga estimativas "superfaturadas" ou em condições muito abrangentes com relação aos concorrentes, de forma a se obter apoio público em geral e de entusiastas com relação ao seu produto.

    Custos operacionais podem ser calculados de inúmeras formas, com inúmeros critérios, de forma minimalista, incluindo apenas consumíveis, ou bem abrangentes de forma a incluir até mesmo gastos com salários de tripulações e equipes de manutenção além de depreciação dos equipamentos. Nas várias estimativas que são feitas, essa premissas não costumam ser reveladas ou quando o são, são reveladas de forma superficial, sem o nível de detalhamento necessário ao esclarecimento dos critérios adotados. Se já é complicado em estimativas individuais, em comparações a "bagunça" e despadronização tende a aumentar exponencialmente.

    Detalhando melhor, numa estimativa "magra" se incluiria apenas itens consumíveis ou frequentemente substituídos como combustível, lubrificantes e fluídos, juntas, filtros, pequenos módulos, etc, de forma a se obter um "baixo" custo. Numa estimativa "gorda" poderia-se incluir custos, inclusive salários e pensões, de pessoal de operação e manutenção, fração de custo de substituição de itens de maior duração, por exemplo, um componente com vida de 500 horas teria 1/500 do seu valor incluído no custo de hora de voo, além de custos operacionais do entorno, com hangares, oficinas, instalações climatizadas para estocagem de equipamentos, sobressalentes e armas que assim o requerem, custos para se manter a linha de suporte logístico, com instalações de estocagem, transporte de equipamentos e sobressalentes, enfim, uma infinidade de fatores e vários outros que não fui capaz de lembrar agora, representando um custo "alto", all in, da hora de voo. Em geral se divulga a estimativa "magra", mas nos documentos oficiais de parlamentos, que poucos acessam, com divulgação nula, usados na composição de orçamentos, costuma-se usar a estimativa "gorda", já que se todo o dinheiro vai efetivamente ser gasto, ele precisa "sair de algum lugar", ou seja, precisa constar integralmente no orçamento.

    O caso do estudo da Jane's, embora possua um texto de boa abrangência sobre o assunto, enumerando os diversos tipos custos possivelmente envolvidos na composição do custo de hora de voo, acaba limitado e se perdendo no mesmo ponto em que todos nós igualmente nos perdemos. As fontes são essencialmente e exclusivamente governos e fabricantes, que, além de não terem interesse em elucidar esses dados como escrevi anteriormente, possuem entre si clausulas de confidencialidades quanto a informações "estratégicas". Ou seja, por mais que a Jane's relate de forma abrangente e detalhada os diversos tipos de custos, premissas e métodos de calculo, os valores são fornecidos prontos por fabricantes ou operadores, de acordo com seus próprios critérios e interesses, sem qualquer compromisso com os critérios do estudo da Jane's.

    continua…

  3. …continuando

    Tomando o próprio F-16 como exemplo, por ter frota tão numerosa em operação e a um bom tempo na ativa, o que permite boas e estáveis estimativas, o estudo da Jane's aponta um custo por hora de voo de US$ 7.000. Mas fica claro não só nessa mensagem aos holandeses, mas em diversos documentos e informações de pouco acesso, que não são divulgados, que o custo da hora de voo do F-16, adotando-se critérios mais realistas e abrangentes, supera os US$ 20.000. Nesse relatório de 2011, por exemplo, se apresenta uma estimativa de custo por hora de voo do F-35 em US$ 31.923, enquanto a do F-16 C/D, a título de comparação, é apresentado em US$ 22.470, quase que exatamente o mesmo valor que apresentado nesse mensagem aos holandeses. Página 84:
    http://www.defense-aerospace.com/dae/articles/com

    Ou ainda como se pode ver em supostas informações de custos reais de operação obtidas pela flightglobal no período de 2001 a 2010, com F-16 C/D com custo médio por hora de voo em 2010 na casa de US$ 20.000:
    http://www.flightglobal.com/blogs/the-dewline/201

    É claro que isso vale para todos os outros caças. Apenas usei o F-16 como exemplo por ser amplamente operado por um bom tempo e ter maior volume de informações divulgadas, inclusive esses links e documentos acima. Para caças mais recentes e com menos operadores é realmente complicado de se encontrar informações de custos mais realísticas e abrangentes. Eu particularmente duvido fortemente dos US$ 4.700 apresentados pela SAAB e replicado pela Jane's. O custo real mais abrangente deve ser consideravelmente maior, se não fosse, o Gripen teria dominado o mercado. Quem seria maluco de comprar F-16 custando 5 vezes mais para operar?

    • czarccc,

      Excelentes considerações…

      De fato, pode haver muita diferença entre o que se informa e o custo real da operação do tipo…

      Um exemplo se encontra na analise feita pela Jane´s sobre os valores apresentados para o Typhoon. O valor informado inicialmente pelos britânicos ditava cerca de 8000 dólares por hora voada, mas, como foi apurado na matéria, era tão e somente gasto com combustível. O valor real bateu a casa dos 18000 dólares…
      http://www.cavok.com.br/blog/?p=52186

      • Obrigado _RR_. É de fato um assunto complexo e com pouca informação objetiva disponível. Eu fico pasmo de ver como isso é discutido com uma pseudo simplicidade e objetividade que simplesmente não existem nesse caso, além de convicções e certezas de tal monta, certezas essas que suspeito que nem fabricantes e operadores possuam, que mais lembram dogmas.

        Como um todo considero todos os valores do estudo da Jane's subdimensionados. Todos. Como disse antes, somente fabricantes e governos (operadores) tem acesso aos dados brutos e ambos não fazem questão alguma de divulgá-los. A Jane's acaba por ter pouco ou nenhum dado significativo em mãos para fazer suas estimativas com alguma segurança, ficando a mercê de dados "prontos e mastigados" subdimensionados fornecidos por fabricantes e governos, lhe restando possibilidades vazias de estimativa com alguma precisão, beirando ao "chute às cegas".

        O caso do F-16, como exemplo, apenas evidencia isso. Só fui capaz de encontrar dados mais realistas para ele, o F-16, e esses dados revelam custos maiores que o triplo do que consta no estudo da Jane's. Na lista do estudo, considero natural e lógico supor que todos a exceção do Gripen possuam custos maiores que o do F-16, por se tratarem de caças maiores, mais pesados. Quanto ao Gripen, acho igualmente natural e lógico supor que os reais custos estejam próximos dos custos reais do F-16, chutaria que mais próximos de 20 mil do que de 10 mil.

        Citando o próprio estudo da Jane's que relata os custos com combustível como sendo na faixa de 20% a 25% do custo total e sendo esses 8 mil só de combustível, por essa faixa percentual citada pelo próprio estudo, o custo total do Typhoon iria para mais de 30 mil.

        Esse território é demasiado nebuloso e assim ele é mantido propositalmente pelos diretamente envolvidos, que poderiam, mas não querem, trazer alguma elucidação sobre o assunto, como expliquei anteriormente.

  4. Só no mundo da LM que o falcon tem custo da hora de voo por volta de U$20 mil, pra mim não chega a U$15 mil.

  5. Não creio nessa estoria, tanto do F35, quando do F16, um supervalorizou para baixo outro supervalorizou para cima!!!

    Mas se for verdade dos custos do F16, foi um bom motivo a FAB ter dispendo (devido aos custos é claro!!!)

    • Tchê,
      Esse papo está com cara de supervalorização para justificar a compra do F-35 aos holandeses. Ora, o que eles mais sabem é o custo da hora de voo do Falcon…

  6. a Holanda quer tirar um de seu invetario e colocar o outro…ou seja…conversa mole para enganar os Holanda….por essa hora de voo seria bom ate para FAB …kkkkkkkkkkkk

  7. Deve-se levar em conta também que os valores devem se referir aos custos do F-16C Block 50/52 que é a versão mais moderna (o Block 60 não deve ter sido levado em conta por ser uma versão “a parte” feito em conjunto com os EAU e que provavelmente não está disponível a outras nações) em comparação a versão A do F-35 (escolhida pela Holanda) que por sua vez tem o custo de operação mais baixo que as versões B e C. Alem do mais, cada país tem a escolha de “incrementar” mais a aeronave comprada ou mesmo escolher uma versão mais simples que pode baratear ou encarecer os custos de operação mesmo se tratando do mesmo tipo de aeronave.

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