As empresas europeias Dassault e Airbus assinaram um acordo para o desenvolvimento conjunto do FCAS.

A França e a Alemanha assinaram o primeiro contrato para um Estudo de Conceito Conjunto (JCS – Joint Concept Study) entre a Dassault Aviation e a Airbus para o desenvolvimento do programa Future Combat Air System (FCAS), o novo caça de combate que está sendo projetado pelas duas nações.

O lançamento do JCS foi anunciado pela ministra francesa das Forças Armadas, Florence Parly, e sua colega alemã, Ursula von der Leyen, em uma reunião em Paris realizada no dia 6 de fevereiro.

A decisão dos dois países representa um marco para garantir a soberania européia e a liderança tecnológica no setor de aviação militar nas próximas décadas. A data de início para o estudo de dois anos é 20 de fevereiro de 2019.

Eric Trappier, Presidente e CEO da Dassault Aviation, disse: “Este novo passo é a pedra angular para assegurar a autonomia estratégica europeia futura. Nós, como Dassault Aviation, mobilizaremos nossas competências como o System Architect e Integrator, para atender aos requisitos das nações e manter nosso continente como um líder de classe mundial no campo crucial dos Sistemas de Combate Aéreo.”

Dirk Hoke, CEO da Airbus Defence and Space, disse: “O FCAS é um dos programas de defesa europeus mais ambiciosos do século. Com a assinatura do contrato, estamos finalmente configurando este programa de alta tecnologia totalmente em movimento. Ambas as empresas estão empenhadas em fornecer as melhores soluções para as nossas nações no que diz respeito ao caça de nova geração, bem como os sistemas que o acompanham. Estamos realmente empolgados com essa oportunidade e apreciamos a confiança depositada em ambas as empresas”.

Conceito do NGF (Next Generation Fighter) proposto pela Dassault.

Este Sistema de Armas da Próxima Geração planejado consistirá numa “Nova Geração de Caça” (NGF) altamente capaz com um conjunto de armas novas e melhoradas, bem como um conjunto de sistemas não tripulados conectados em uma Combat Cloud e seu ecossistema. incorporado em uma arquitetura FCAS System-of-Systems.

O JCS baseia-se no Documento de Requisitos Operacionais Conjuntos de Alto Nível (HLCORD) acordado a nível nacional e assinado no Berlin Air Show ILA em abril de 2018 entre os Ministros da Defesa da França e da Alemanha, bem como os respetivos estudos conceptuais nacionais.

Seu objetivo é conceitualizar as diferentes capacidades do FCAS e preparar o caminho para o projeto futuro, a industrialização e uma capacidade operacional total estimada até 2040. O estudo preparará e iniciará programas de demonstração para lançamento no Paris Air Show em junho de 2019.

Vale lembrar que a empresa francesa Dassault utilizou a exposição Euronaval 2018 para exibir um modelo do New Generation Fighter (NGF).

A aeronave da próxima geração da Dassault não tem barbatana caudal e um design de asa em forma de W e incorpora tecnologias stealth altamente avançadas e integração com sistemas de informação. A nova aeronave terá um trem de pouso tipo triciclo para a decolagem e pouso em pistas convencionais.

O veículo aéreo deverá se adaptar às ameaças aéreas contemporâneas e explorar o potencial da inteligência artificial.

É provável que o novo projeto de jato de caça FCAS acabará substituindo a atual geração de caças Eurofighter e Rafale por volta de 2035-2040.

5 COMENTÁRIOS

  1. Como eu escrevo e reescrevo: há, na tal Direction générale de l'armement, toneladas e toneladas de pastas da capa amarela, com páginas quase alcançando a mesma tonalidade, estufadas de projetos mirabolantes da indústria aeroespacial francesa — até os 2000. Ninguém deixou mexer ou soube me dizer se parte daquele negócio foi ou será digitalizado, mas merece.

    Esperemos que esse projetão acima tenha melhor sorte, pois será coalimentado por dinheiro alemão.

  2. Um belo design. Porém acredito que o maior entrave não é o desenvolvimento da tecnologia necessária para fazer esse conceito tornar-se real, mas sim o entendimento entre os parceiros. Muita água irá passar por debaixo dessa ponte, quero estar errado e ver essa belezura voando.

  3. A velha briga França e Alemanha por projetos conjuntos… Os franceses são bem resguardados à respeito. Ainda acho que eles têm sérias restrições em relação a essa parceria !

  4. Pelo visto eles devem incorporar algumas soluções ainda não aplicadas nas aeronaves europeias de forma mais efetiva, no caso, além das própria características stealth, a ausência das empenagens verticais (acredito que isto é um aprendizado do nEUROn), além de motores equipados com TVC bidimensional (2D), parecido aos encontrados no F-22. É claro, mantendo as características de asa em delta (só que sem os canard e/ou profundores)

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